16 Julho 2009

Perigo:animais


um visitante inesperado e muuito feio


15 Julho 2009

a segunda zona termal, Vila do Gerês



(referente ao post anterior: imagens de Monfortinho)
antes de mais, Dalloway, o post anterior parece um pouco triste e se calhar é, mas passado o impacto inicial, digo-lhe que Monfortinho não deixa de ter o seu quê de romântico. Muito mesmo. Afinal, "tudo meticulosamente preparado para ninguém", não. Para nós. :)
Prosseguindo
Hoje, e por dois dias, Gerês. Aqui sim, movimento, gente nova pelas ruas. Longe, no entanto, de estar cheio. Sem qualquer problema de disponibilidade em todos os hotéis para onde liguei antes de chegar e é óbvio pela quantidade de oferta (porta sim porta sim), que deve estar aí por menos de metade. O restaurante, por exemplo, tinha duas mesas ocupadas. Mas tem vida, tem gente de todas as idades, bem ao contrário de Monfortinho.
A serra continua linda, ouve-se barulho de água a correr por todo o lado. A oferta de actividades é substancialmente superior, o que provavelmente terá o seu peso.
Amanhã, marcados estão um passeio a cavalo pela serra, banho e massagem, como se impõe numas termas. :)

14 Julho 2009

nem me perguntem como


mas de repente, encontro-me em Monfortinho, Termas de Monfortinho. É assim que costuma ser, sai-se de casa sem rumo certo e depois é por onde a estrada nos levar. Há muitos anos que cá não vinha, na verdade, há mais ou menos 18 anos. Foi por altura do Outono, para o casamento de um familiar cuja noiva era da zona. Lembro-me de ter adorado o sítio, da serenidade e beleza da paisagem e de, apesar do isolamento, ter um ambiente vivo e estimulante. Agora não. Fiquei algo incomodada, logo à entrada, com as ruas. Desertas. Um ou dois casais de idosos na avenida principal e nada mais. A meio de Julho, é espantoso. Cheguei ao Astória e ninguém além da recepcionista. Disse-lhe isto mesmo, que estava espantada, que parecia uma vila deserta. Respondeu que sim, que havia muito pouca gente este ano. Parece tudo impecavelmente preparado.....pra ninguém, apesar de continuar lindo, acolhedor e ultra bem cuidado, da recepção aos jardins.
Decidimos ir jantar aceitando as referências da moça, a um restaurante perto. Parei o carro, mas achei que provavelmente se teria enganado porque estava tudo às escuras. Mas não....estamos abertos sim, façam favor de entrar que já vou acender as luzes, disse um homem de cabelos brancos sentado à entrada, levantando-se apressadamente. Entrámos, o restaurante era enorme -sinais de outros tempos-; o senhor, a que se juntaram duas mulheres, desfazendo-se em amabilidade recomendou-nos um cantinho acolhedor depois de acender a luz, só a suficiente para aquele espaço. Inesperadamente, fizeram-nos um jantar delicioso e recomendaram-nos que voltássemos no dia seguinte para provar o "bacalhau *a casa". Não voltaremos, mas isso não lhe dissemos.
É desolador e espantoso como apesar da espantosa oferta de serviços e da maior facilidade de deslocação em relação a outros tempos, Monfortinho parece uma cidade fantasma. E é uma pena. E um desperdício.
Uma das maravilhas da zona:

de facto estamos cada vez mais parecidos com Suiça, onde em qualquer loja ou restaurante há um portugês a atender.


Do Público:
Os brasileiros, os ucranianos, os moldavos (eram 14.053 e são 21.141) e outros estrangeiros estão a sair da clandestinidade.
Não é ilusória a sensação de que o sotaque brasileiro alastrou. Os brasileiros com permanência regular passaram de 66.354 em 2007 para 106.961 em 2008: "O fenómeno vinha a desenhar-se desde o início do presente século, através de um crescimento forte e contínuo desta comunidade."
A Ucrânia ascendeu ao segundo lugar, com 52.495 residentes (no ano anterior somava 39.480).
O que pesou mais? As disposições legais que convertem "todos os tipos de vistos de longa duração e autorização de permanência em autorização de residência". E, claro, "a emissão de autorizações de residência ao abrigo do regime excepcional previsto no artigo 88". Com a nova redacção do artigo relativo a autorização de residência para exercício de actividade profissional subordinada, deixou de ser obrigatório ter um contrato registado na Inspecção-Geral de Trabalho. Basta ter uma relação laboral comprovada por sindicato, por associação com assento no Conselho Consultivo ou pela Inspecção-Geral do Trabalho.
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Sobre este assunto, um relatório que foi elaborado pelo departamento dos Assuntos Económicos e Sociais da ONU, afirma que não existe uma baixa significativa dos ordenados, nem das taxas de emprego entre a população do país de acolhimento.
Por outro lado, os imigrantes fazem subir a procura de bens e serviços, contribuem para o aumento do produto interno bruto e para os cofres do Estado, mais do que aquilo que recebem de retorno, acrescenta o relatório.
Quanto aos países de origem podem, se adoptarem políticas correctas, ressalva, podem maximizar os benefícios das remessas enviadas pelos emigrantes. Os residentes no estrangeiro são ainda "grandes investidores" nos seus países.
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Ganham eles, ganhamos nós, ganha o país....

13 Julho 2009

home cinema de Seg a Dom


RTP 1
U.S. Marshals (1998) – 13/07/2009 – 23:15
The Lake House (2006) – 17/07/2009 – 23:15
The Matrix Revolutions (2003) – 18/07/2009 – 15:30
Flags of Our Fathers (2006) – 19/07/2009 – 00:00
RTP 2
Angels With Dirty Faces (1938) – 18/07/2009 – 22:30
White Heat (1949) – 18/07/2009 – 00:30
TVI
The Client (1994) – 15/07/2009
AXN
The Mummy Returns (2001) – 18/07/2009 – 13:15
The Frighteners (1996) – 18/07/2009 – 18:45
Crouching Tiger, Hidden Dragon (2000) – 18/07/2009 – 22:30
MOV
Meet Joe Black (1998) – 13/07/2009 – 22:45
Paparazzi (2004) – 14/07/2009 – 19:00
Little Athens (2005) – 15/07/2009 – 19:00
The Burial Society (2002) – 16/07/2009 – 23:00
A Lover's Revenge (2005) – 17/07/2009 – 22:50
Vera Drake (2004) – 18/07/2009 – 14:00
Bowfinger (1999) – 18/07/2009 – 19:30
The Last Time (2006) – 19/07/2009 – 21:00
Hollywood
Eye for an Eye (1996) – 13/07/2009 – 21:30
Training Day (2001) – 14/07/2009 – 19:00
U-Turn (1997) – 15/07/2009 – 21:30
Delicatessen (1991) – 16/07/2009 – 23:30
Catwoman (2004) – 17/07/2009 – 23:00
The Bridge on the River Kwai (1957) – 18/07/2009 – 16:45
Analyze This (1999) – 18/07/2009 – 21:30
Ocean's Twelve (2004) – 19/07/2009 – 15:00
E.T - The Extra-Terrestrial (1982) – 19/07/2009 – 17:30
Mercury Rising (1998) – 19/07/2009 – 22:00

um dia triste para os amantes do desporto.


A romena Simona Halep ignorou os vários pedidos dos muitos fãs que juntou nos últimos tempos e reduziu o tamanho dos peitos.

11 Julho 2009

pra não dizerem que aqui só se bebe....


um site espanhol fantástico de culinária, novidade: com montes de receitas filmadas, e também uma secção de receitas thermomix, ou seja, Bimby. :)
Bom fim de semana

coisas que você só lê aqui


"A única coisa de que me orgulho, é o meu nome ter aparecido nas palavras cruzadas do New York Times. Duas vezes. Uma vez, no 17 horizontal. Outra, no 21 vertical"

Billy Wilder

[ realizador, roteirista, produtor, judeu nascido na Polónia em 1906, emigrou para os estados Unidos na década de 40 e faleceu em Beverly Hills, em 2002. Dois Oscares de Melhor Filme e Director , e três de Melhor Roteiro ]

10 Julho 2009

acabei de esbarrar com esta


foto de Johnny Depp com a filha...PQP, fiquei uns bons 10 minutos a olhar..... nah...definitivamente, um pai assim nunca! era muito dinheiro em psiquiatras....

Gin, das ruas da amargura ao tratamento da malária.


Vem a propósito do Dry Martini e de como o Gin "é quem manda" nesta e num monte de outras bebidas famosas. No entanto, foi, de facto, imortalizado pelo Dry Martini, e resulta da redestilação de bagos de zimbro, seguida de aromatização com vários tipos de ervas e plantas. O vapor do álcool dos cereais passa por esses ingredientes que contribuem com oleosidade, aroma, frescura e a maciez necessárias para fazer um Gin de qualidade.
O principal elemento na elaboração do Gin é então o zimbro, uma fruta azul-esverdeada altamente aromatizada de um arbusto cultivado no norte da Itália, Croácia, Estados Unidos e Canadá. Os elementos adicionais botânicos mais usados são erva-doce, angélica, canela, casca de laranja, coentro e cardamomo. Cada produtor de Gin possui a sua própria combinação de elementos, em segredo, o que confere a cada marca um produto diferenciado.
O Geneve Gin é feito principalmente de "malt wine" (uma mistura de cevada maltada, trigo, milho e centeio) que produz um spirit encorpado semelhante ao malt whisky cru. Um número pequeno de Geneve Gin na Holanda e Bélgica é destilado directamente das bagas do zimbro fermentadas, produzindo um spirit de aroma particular .
A Destilação do Gin
Os Gins de alta qualidade são produzidos de uma única maneira: depois de uma ou mais destilações o spirit básico é redestilado mais uma última vez. Durante esta destilação final o vapor do álcool flutua por uma câmara na qual as bagas de zimbro e botânicos secos são suspensos. O vapor extrai os elemento aromáticos, óleos das bagas e temperos e depois passa pela câmara para chegar ao condensador. O spirit aromático resultante tem um grau notável de complexidade.
O controle de qualidade é feito através de amostragens regulares para verificação do grau alcoólico e por meio de testes de olfacto . É uma bebida que não necessita de envelhecimento e possui um grau alcoólico entre 40° e 47°.
A HISTÓRIA (daqui)
Tudo começou na Holanda, por volta do século XVII, quando o médico e cientista alemão Franciscus Sylvius começou a desenvolver um remédio para curar doenças do aparelho digestivo, lumbago, problemas de fígado, e outros. O remédio, feito à base de álcool de grãos e uma "frutinha" chamada zimbro, espalhou-se rapidamente pelas farmácias Amsterdão.

Em 1688, ocorreu na Inglaterra a Revolução Gloriosa, que destronou o rei James II e o substituiu pelo holandês Guilherme de Nassau e Orange, que se tornou então no rei James III da Inglaterra, Irlanda e Escócia. Após a sua ascensão ao trono, seguiu-se um período de abertura de mercado para produtos holandeses, tendo o remédio do Dr. Sylvius passado a ser consumido na boa e velha Albion.
Esse remédio/bebida era até então conhecido como "Genever", por causa da palavra francesa para zimbro (foto), que é "genévrier". Até hoje, na Holanda, se produz o Genever, com álcool de centeio e zimbro, e envelhecido em tonéis de madeira, o que deixa a bebida com um colorido semelhante ao do whisky escocês. A sua graduação alcoólica é relativamente baixa, e o sabor é bem diferente do Gin como o conhecemos hoje em dia.
Quando o Genever começou a popularizar-se na Inglaterra, o governo liberou a produção e impôs altas taxas de importação para destilados de origem estrangeira. A ideia era incentivar a economia local e também, criar uma utilidade para o cereal de baixa qualidade que não servisse para fazer cerveja. Por volta de 1740, a produção de Genever na Inglaterra já era seis vezes maior do que a de cerveja, e o baixo custo da bebida fez dela a favorita das classes mais desfavorecidas.

Nessa época, havia em Londres mais de 15.000 casas de bebida, e mais de metade delas vendia Gin. Foi então que surgiu a sua péssima fama: mergulhados em depressão e miséria, os pobres londrinos começaram a "afogar-se" no Gin, em bares que anunciavam "1 centavo para ficar bem, 2 centavos para ficar óptimo, com 3 centavos você desmaia" e ofereciam camas de palha para os clientes caírem com conforto. Desde essa época até hoje, os ingleses chamam aos bêbados "gin-soaked", e referem-se ao Gin como "Mother's Ruin" (Ruína de Mãe).
Sem a obrigação de seguir nenhuma espécie de regulamentação ou leis, os produtores de Gin criavam as misturas mais estapafúrdias para suprir a procura crescente por bebidas fortes e baratas. Para obter um sabor levemente semelhante ao do Jenever original, misturavam terebentina e outros solventes com água não-tratada e impurezas de todo tipo, criando verdadeiras bombas tóxicas na forma de bebida. A ingestão de solventes e produtos químicos pode trazer vários efeitos colaterais, entre eles a cegueira e a loucura. Por isso não é à toa que os bebedores de Gin faziam tanta confusão e tragédia: não era o zimbro que provocava isso nas suas mentes, mas sim a terebentina e outras porcarias que ingeriam pensando que era Gin.
Depois de tanto estardalhaço, não é de espantar que o Gin se tivesse tornado o bode expiatório de todas as mazelas sociais da Inglaterra. Apesar de não ser culpado pela pobreza daquele país, o Governo colocou nele a culpa de tanta tragédia, impondo leis e impostos proibitivos que quase interromperam sua produção. Isso deu origem a revoltas populares nas ruas, no que ficou conhecido como "A Revolta do Gin".
Logo após esses levantes, o governo começou a diminuir as restrições, e fez o que deveria ter feito desde o começo: restringiu a produção da bebida aos estabelecimentos que cumprissem determinadas regras de produção, e colocou as "Gin Shops" sob a jurisdição dos magistrados. Isso também minimizou a principal causa dos problemas causados pelo Gin naquele período: a péssima qualidade das bebidas produzidas.
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No final do século XIX, já tinha sido criado o London Dry Gin, que é a bebida que chamamos Gin hoje em dia. Diferente do seu antepassado Genever, o Gin londrino é transparente, tem um teor alcoólico mais alto (por volta de 38 graus, assim como a vodka) e não é envelhecido em tonéis de madeira. Essa nova bebida tornou-se socialmente aceitável, e passou a ser vendida em lojas mais elegantes do que as Gin Shops de outrora. Nascia assim um dos destilados mais importantes do mundo das bebidas, que logo se espalhou por todo o mundo.
As colónias inglesas foram invadidas pela novidade, e o Gin passou a ser consumido em países tão distantes quanto a Índia, o Egipto e a Jamaica. Foi nos países tropicais que os colonizadores ingleses tiveram a brilhante ideia de usar o Gin para deixar mais agradável o amarguíssimo remédio que precisavam tomar para se prevenir da malária. Diluído em água carbonatada, o quinino deu origem à água tónica, que acrescida de Gin e limão se veio a tornar uma das bebidas mais clássicos e tradicionais do mundo: o Gin-Tónico.

gosta de comer com os dedos??

Faça-o, mas com estilo!

09 Julho 2009

errou na dose....:p

Um padre italiano identificado apenas como M.C., de 41 anos, foi detido e viu suspensa a carta de condução depois ter sido parado pela polícia apresentando um teor de álcool no sangue de 0,8 grs de álcool por litro, enquanto o permitido pela legislação italiana é de 0,5.
Justificação? Tinha rezado 4 missas!
Melhor ainda: declarou-se abstémio. :)
G1

deixe a happy hour fazer efeito, e depois,


leia uma história contada pelo Anarca.

Começa assim:
Um dia, quem sabe no tempo dos meus netos, talvez se venha a conhecer entre nós uma Economia aberta e, na qual, o mercado poderá, finalmente, funcionar. continua por aqui....

e uma happy hour à quinta, pra entrar bem na sexta?

Happy Hour é uma tradição ou jargão americano, o qual representa o aperitivo nos bares e “pubs” não longe dos escritórios onde funcionários das empresas comemoram, principalmente nas sextas-feiras, o fim de mais uma semana de trabalho. Mas como rapidamente se percebeu que todas as horas podem ser felizes, aí vai o rei dos Cocktails para aguçar o espírito de fim de semana que se aproxima.
Para milhões de pessoas, a palavra cocktail refere-se a uma bebida em particular e mítica. Para eles, um cocktail é um Dry Martini e somente um Dry Martini e a hora do cocktail é a hora do Martini e ponto final.

Apreciado por uma legião de notáveis da realidade e da ficção, a bebida vai muito além do que apenas a mistura de seus pouquíssimos ingredientes. O Dry Martini, na verdade, é sempre a união de três componentes, o gim, o vermut seco e a azeitona. Desperta veneração e fanatismo estando submetido a continua discussão tanto na origem como na forma de preparação. Desde que se misturaram pela primeira vez gin e vermut, que começou a busca do melhor Martini. O perfeito Martini.
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Uma dose de gim e cinco gotas de vermute ou duas doses de gim e uma de vermute? Limão ou azeitona? Uma certeza há: pode dispensar o limão, mas nunca a azeitona.
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Teria sido inventado em 1910, no Hotel Knickerbocker, em Nova York, pelo barman John Martini, para atender um pedido do magnata americano John D. Rockefeller, que desejava algo simples mas diferente. A partir daí, a mistura ganhou o mundo como um cocktail excitante, com sabor de viagem.
A polémica sobre a sua receita original é tão grande que, numa das suas passagens pelo célebre Harry’s Bar, de Veneza, o escritor americano Ernest Hemingway saiu-se com a seguinte tirada: “Se algum dia você se perder na selva africana, nada de desespero. Sente-se sobre uma pedra e comece a preparar um Dry Martini. Eu garanto: em menos de 5 minutos vai aparecer alguém a dizer que a dosagem de gim e vermute está errada”.
E a questão nem chega a ser resolvida no livro - isso mesmo, já mereceu um livro - do expert americano John Doxat, "Stirred, Not Shaken" (algo como mexido, nunca agitado). Doxat sugere que a proporção ideal do vermute, para uma dose de gim, é apenas a da sombra da garrafa sobre o copo - ou seja, nada de vermute. Outro apaixonado, o cineasta espanhol Luis Buñuel, registrou no livro de memórias, Meu Último Suspiro, a sua receita favorita, que exigia poucas gotas de vermute sobre pedras de gelo, adicionando-se em seguida uma dose de gim. James Bond, o agente 007, degustava nos filmes uma variante da bebida, com vodca e vermute. De qualquer modo, algumas regras são universalmente reconhecidas. “O vermute tem de ser bem seco”, explica o expert Derivan Ferreira de Souza, de São Paulo, e autor do livro Drinques de Mestre. “E nunca se deve pôr a casca do limão dentro da taça.” Discussões e fórmulas à parte, a preparação do cocktail, mesmo simples, é um verdadeiro ritual.

Aí vai uma de 500000 receitas:
Retira-se uma taça gelada do congelador. Coloca-se dentro uma azeitona verde.
Passa-se o bordo com sumo de limão e sal fino.
Ponha 4 pedras de gelo e 2 doses de vermut branco seco (ou Dry Martini) num copo misturador, apenas revolvendo, sem agitar, até sentir que o Martini sujou o gelo. Deite fora o Martini e acrescente 2 doses de London Gin. Novamente revolto o gelo já com o gosto do Martini por 15 segundos, despeja-se o Gin paladarizado com o Martini na taça, sem o gelo.

Outra possibilidade mais simples é gelar o Gin nas pedras de gelo-evite gelo picado que derrete facilmente-, colocar na taça e juntar algumas gotas de Dry Martini . Ou então, a proporção clássica: 6 para 1. Com uma colher longa - a de bar chama-se bailarina -, dê algumas mexidelas rápidas e vigorosas. Lembre-se: o cocktail é apenas mexido, nunca batido..Se o «seu» bartender o agitar, aja como se estivesse a presenciar uma desgraça..., porque está.
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Outra nota em relação ao limão, a gosto: Acrescente um "ZEST de limão" (torçendo a casca do limão, produz um spray sobre o cocktail), ou um "Twist de limão" -corta-se um filete da casca do limão que ao ser torcido, fica a casca enroladinha e pode ser usada para decorar.
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Portanto... agora, que estou quase perdida, reparo que só neste pequeno apontamento já vão três ou quatro receitas. Escolham. É mesmo assim, suponho. E quem será o primeiro a dizer que "não é nada disso"?
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Para além da polémica, uma última nota: "um Dry Martini é pouco, dois é um perigo, três é um erro imperdoável".