01 agosto 2011

Marrakech- Palácio Bahia, Tumulos Saadianos, Jardins Menara e La Koutoubia



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Que pena que já não possas ver mais
as muralhas vermelhas de Marraquexe
e a multidão que ao teu lado caminha
na porta de Essaouira
Que pena que já não vejas
as jacarandás, as roseiras, as buganvílias dos jardins
que não oiças o som da água nas fontes
que não escutes o silêncio dos pátios
que não vejas as estrelas nos terraços
Que pena que já não possas alisar com a mão
os azulejos do Palácio Bahia
Que pena que não vejas todas as coisas que amávamos
que não caminhes, não sintas, não te percas
em Marraquexe - a mais bela das cidades do Sul.


O poema foi encontrado escrito em berbere numa tábua de madeira num quarto de um antigo riad e ilustra bem as paixões que Marraquexe desperta. Apesar de tudo, quem a visita pela primeira vez, estranha-a, acha-a ameaçadora. Com o passar dos dias, o sentimento inicial vai-se esbatendo à medida que nos vamos familiarizando com uma cidade que vive em aparente anarquia e disso faz gala. (daqui)
A ver:
Entre os monumentos de visita obrigatória encontra-se a Ménara, um vasto jardim, com oliveiras centenárias, irrigado por um enorme lago, onde se encontra um elegante pavilhão construído em 1870 pelos Saadianos na base de um tanque almohade do século XII, utilizando um sistema hidráulico que conduzia a água desde o Alto Atlas. Diz-se que, La Menara, era um lugar de descanso e de encontros amorosos dos altos mandatários da cidade. Hoje em dia, continuam a reunir-se aí casais e grupos de amigos para passar a tarde.
O Palácio da Bahia, construído em 1880 a mando de Ba Ahmed, grande vizir do sultão- o palácio, do qual só um terço é visitável, tem 160 divisões e foi construído num único piso térreo uma vez que o vizir, obeso, tinha dificuldades de mobilidade; nele, viveram as suas quatro mulheres e 24 concubinas e diz-se que foi mandado construir em honra da sua preferida. No palácio, as várias mulheres só podiam misturar-se e conviver num grande pátio rodeado de galerias, chamado, imagine-se, harem.
Os Túmulos Saadianos, um jardim-cemitério que abriga as tumbas dos reis saadianos e suas famílias ali enterrados a partir do século XVI e onde me explicaram que está sepultado o sultão(?) que matou D Sebastião. Portanto, se para alguns de nós D Sebastião desapareceu, para eles foi morto e está ali o autor.
A mesquita Kutubia, Koutoubia ou Kutubiya é a maior mesquita e um dos monumentos mais representativos da cidade, construida no Sec XII pela dinastia dos Almoravides.

Nota: Marrakech nasceu de uma "Kasbah" (acampamento) estabelecido pelo rei Almorávides Abou Bekr em 1070 num oásis entre as cordilheiras Atlas e perto do Sahara. Foi capital das dinastias dos Almorávides, dos Almohades (1146-1268) e dos Saadianos (1520-1668). Em 1912 foi ocupada pelas tropas francesas.

1 comentário:

papoila disse...

Estão lindas as fotos!
A luz e as cores fantásticas.