06 março 2011

porque não resisti


Fui buscar aqui este Trecho do capítulo 1 de Memória das Minhas Putas Tristes,
de Gabriel García Márquez . É grande e em tradução brasileira mas não faz mal. Vale cada virgula. Uma das passagens mais deliciosas que já li.

No ano de meus noventa anos quis me dar de presente uma noite de amor louco com uma adolescente virgem. Lembrei de Rosa Cabarcas, a dona de uma casa clandestina que costumava avisar aos seus bons clientes quando tinha alguma novidade disponível. Nunca sucumbi a essa nem a nenhuma de suas muitas tentações obscenas, mas ela não acreditava na pureza de meus princípios. Também a moral é uma questão de tempo, dizia com um sorriso maligno, você vai ver. Era um pouco mais nova que eu, e não sabia dela fazia tantos anos que podia muito bem estar morta. Mas no primeiro toque reconheci a voz no telefone e disparei sem preâmbulos:

- É hoje.

Ela suspirou: Ai, meu sábio triste, você desaparece vinte anos e volta só para pedir o impossível. Recobrou em seguida o domínio de sua arte e me ofereceu meia dúzia de opções deleitáveis, mas com um senão: eram todas usadas. Insisti que não, que tinha de ser donzela e para aquela noite. Ela perguntou alarmada: Mas o que é que você está querendo provar a si mesmo? Nada, respondi, machucado onde mais doía, sei muito bem o que posso e o que não posso. Ela disse impassível que os sábios sabem de tudo, mas não tudo: Virgens sobrando neste mundo só os do seu signo, dos nascidos em agosto. Por que não encomendou com mais tempo? A inspiração não avisa, respondi. Mas talvez espere, disse ela, sempre mais sabichona que qualquer homem, e me pediu nem que fossem dois dias para revirar o mercado a fundo. Eu repliquei a sério que numa questão dessas, e na minha idade, cada hora é um ano. Então não tem jeito, disse ela sem o menor fiapo de dúvida, mas não importa, assim é mais emocionante, merda, deixa que eu telefono em uma hora.
(...)
Assim, na véspera de meus noventa anos fiquei sem almoçar e não pude me concentrar na leitura à espera de notícias de Rosa Cabarcas. As cigarras apitavam até arrebentar no calor das duas da tarde, e as voltas do sol pelas janelas abertas me forçaram a mudar três vezes o lugar da rede. Sempre achei que pelos dias do meu aniversário estava o dia mais quente no ano, e tinha aprendido a suportar isso, mas o humor daquele dia não deu para tanto. Às quatro tentei me apaziguar com as seis suítes para cello solo de Johann Sebastian Bach, na versão definitiva de dom Pablo Casals. Acho que é o que de mais sábio existe em toda a música, mas em vez de me apaziguar como de costume me deixaram num estado da pior prostração. Adormeci com a segunda, que me parece um pouco malemolente, e no sonho misturei o queixume do cello com o de um barco triste que se foi. Quase no mesmo instante o telefone me despertou, e a voz enferrujada de Rosa Cabarcas me devolveu à vida. Você tem uma sorte do demônio, disse ela. Encontrei uma franguinha melhor do que você queria, mas tem um porém: ela tem uns catorze anos. Eu não me importo em trocar fraldas, disse a ela em tom de burla e sem entender seus motivos. Não é por você, disse ela, mas quem vai cumprir por mim os três anos de cadeia?

Ninguém, e ela menos ainda, é claro. Fazia sua colheita entre as menores de idade que se exibiam em seu armazém, e que ela iniciava e espremia até passarem a vida pior, a de putas diplomadas no bordel histórico da Negra Eufemia. Nunca tinha pago uma única multa, porque seu quintal era a arcádia da autoridade local, do governador até o último bedel da prefeitura, e não era imaginável que à dona daquilo tudo faltassem poderes para delinqüir a seu bel-prazer. Assim, seus escrúpulos de última hora só tinham como justificativa poder levar vantagem com seus favores: quanto mais puníveis, mais caros. A questão se arranjou com um aumento de dois pesos na tarifa dos serviços, e combinamos que às dez da noite eu estaria em sua casa com cinco pesos em dinheiro, e adiantados. Nem um minuto antes, pois a menina tinha que dar de comer aos irmãos menores e pôr na cama sua mãe entrevada pelo reumatismo.

Faltavam quatro horas. À medida que passavam, meu coração ia se enchendo de uma espuma ácida que me atrapalhava para respirar. Fiz um esforço estéril para pastorear o tempo com os afazeres da roupa. Nada novo, é claro, pois até Damiana diz que eu me visto com o ritual de um bispo. E me cortei com a navalha barbeira, tive que esperar que a água do chuveiro aquecida pelo sol no encanamento refrescasse, e o simples esforço de me secar com a toalha me fez suar de novo. Eu me vesti de acordo com a ventura da noite: o terno de linho branco, a camisa de listas azuis de colarinho acartolinado com goma, a gravata de seda chinesa, as botinas remoçadas com parafina e o relógio de ouro de lei com a corrente abotoada na casa da lapela. No final dobrei para dentro as barras das calças para que ninguém notasse que com a idade eu diminuíra quatro dedos.

Tenho fama de unha-de-fome porque ninguém consegue imaginar que eu seja pobre do jeito que sou se moro onde moro, e a verdade é que uma noite como aquela estava muito acima dos meus recursos. Do cofre das economias disfarçado debaixo da cama tirei dois pesos para o aluguel do quarto, quatro para a dona, três para a menina e cinco de reserva para meu jantar e outros gastos miúdos. Ou seja, os catorze pesos que o jornal me paga por um mês de crônicas dominicais. Escondi o dinheiro num bolso secreto do cinturão e me perfumei com o borrifador de Água de Florida de Lanman & Kemp-Barclay & Co. Então senti a fisgada do pânico e ao primeiro badalar das oito desci tateando as escadas nas trevas, suando de medo, e saí para a noite radiante da minha celebração.

(...)Pouco antes das dez abordei um táxi e pedi ao chofer que me levasse ao Cemitério Universal, para que ele não ficasse sabendo aonde na verdade eu estava indo. Ele me olhou divertido pelo espelho, e disse: Não me assuste desse jeito, dom Sábio, oxalá Deus me mantenha vivo assim que nem o senhor. Descemos juntos na frente do cemitério porque ele não tinha dinheiro miúdo e tivemos que trocar no La Tumba, um botequim indigente onde os bebadinhos da madrugada choram seus mortos. Quando acertamos a conta, o motorista me disse a sério: Tome cuidado, senhor, que a casa de Rosa Cabarcas já não é nem sombra do que foi. Não pude fazer outra coisa a não ser agradecer, convencido como todo mundo de que para os choferes do passeio Colón não havia nenhum segredo debaixo do céu.

Fui adentrando um bairro de pobres que não tinha nada a ver com o que conheci nos meus tempos. Eram as mesmas ruas amplas de areias quentes, com casas de portas abertas, paredes de tábuas ásperas, tetos de sapé e pátios de cascalho. Mas sua gente havia perdido o sossego. Na maioria das casas havia as farras de sexta-feira cujos bumbos e pratos repercutiam nas entranhas. Qualquer um podia entrar por cinqüenta centavos na festa que mais gostasse, mas também podia pegar carona e entrar de contrabando. Eu caminhava ansioso de que a terra me engolisse dentro da minha fatiota de ver Deus, mas ninguém prestou atenção em mim, a não ser um mulato esquálido que cochilava sentado no portão de uma casa da vizinhança.

- Salve, doutor! — me gritou de coração —, feliz trepada!

Que mais eu podia fazer a não ser agradecer? Tive que me deter três vezes para recobrar o fôlego antes de alcançar a última ladeira. Dali vi a enorme lua de cobre que se erguia no horizonte, e uma urgência imprevista do ventre me fez temer pelo meu destino, mas passou ao largo. No final da rua, onde o bairro se transformava num bosque de árvores frutíferas, entrei no armazém de Rosa Cabarcas.

Não parecia a mesma. Havia sido a cafetina mais discreta e por isso mesmo a mais conhecida. Uma mulher corpulenta que queríamos coroar sargenta dos bombeiros, tanto pela corpulência como pela eficácia para apagar os candeeiros da paróquia. Mas a solidão tinha diminuído seu corpo, havia acanelado sua pele e aveludado sua voz com tanto engenho que parecia uma menina velha. De antes, só lhe restavam os dentes perfeitos, com um que tinha mandado forrar de ouro por coqueteria. Guardava luto fechado pelo marido morto depois de cinqüenta anos de vida comum, e o aumentou com uma espécie de boina negra pela morte do filho único que a ajudava em suas vilanias. Só lhe restavam vivos os olhos diáfanos e cruéis, e através deles me dei conta de que ela não tinha mudado de índole.

O armazém tinha uma lâmpada macilenta no teto e quase nada para vender nas prateleiras, que nem mesmo cumpriam a função de servir de disfarce para um negócio que todo mundo conhecia mas ninguém reconhecia. Rosa Cabarcas estava despachando um cliente quando entrei na ponta dos pés. Não sei se me desconheceu de verdade ou se havia fingido para manter as aparências. Sentei-me no banquinho de espera enquanto ela se desocupava e tentei reconstruí-la na memória tal como ela havia sido. Mais de duas vezes, nos tempos em que nós dois estávamos inteiros, também ela havia me livrado de meus sustos. Creio que leu meu pensamento, porque virou-se para mim e me examinou com uma intensidade alarmante. O tempo não passa em você, suspirou com tristeza. Eu quis agradá-la: Em você, passa, mas para melhor. De verdade, disse ela, até ressuscitou um pouco em você a cara de cavalo morto. Vai ver é porque mudei de pasto, respondi com picardia. Ela se animou. Pelo que lembro, você tinha um mastro de caravela. Como é que ele tem se portado? Escapei pela tangente: A única coisa diferente desde que nos vimos pela última vez é que às vezes meu rabo arde. Seu diagnóstico foi imediato: Falta de uso. Só tenho rabo para o que Deus fez, disse eu, mas na verdade ardia fazia tempo, e sempre na lua cheia. Rosa remexeu sua gaveta de alfaiate e destapou uma latinha de uma pomada verde que cheirava a linimento de arnica. Diga à menina que unte seu rabo com o dedinho, assim, disse ela movendo o dedo indicador com uma eloqüência procaz. Repliquei que graças a Deus eu ainda era capaz de me defender sem ungüentos selvagens. Ela caçoou: Ai, professor, perdoe e me deixe continuar viva. E foi cuidar de seus assuntos.

A menina estava no quarto desde as dez, me disse; era bela, limpa e bem-educada, mas estava morrendo de medo, porque uma amiga dela que escapou com um estivador de Gayra em duas horas tinha sangrado até o fim. Mas, admitiu Rosa, isso dá para entender, porque o pessoal de Gayra tem fama de fazer até as mulas cantarem. E retomou o fio: Pobrezinha, além de tudo tem de trabalhar o dia inteiro pregando botões numa fábrica. Não me pareceu que fosse um ofício tão duro. Isso é o que os homens acham, replicou ela, mas é pior que picar pedras. Além disso, me confessou que tinha dado à menina uma beberagem de valeriana com brometo, e que ela estava dormindo. Tive medo que a compaixão fosse outra artimanha para aumentar o preço, mas não, disse ela, minha palavra é de ouro. Com regras fixas: cada coisa paga por separado, em dinheiro vivo e por antecipado. E assim foi.

Segui-a através do pátio, enternecido pela murchidão da sua pele, e pela maneira com que mal caminhava, com as pernas inchadas dentro das meias de algodão ordinário. A lua cheia estava chegando ao centro do céu e o mundo parecia submerso em águas verdes. Perto do armazém havia um cobertiço de palma para as farras da administração pública, com numerosos tamboretes de couro e redes dependuradas nas vigas. Atrás do quintal, onde começava o bosque de árvores frutíferas, havia uma galeria de seis alcovas de adobe sem emboçar, com janelas de tela para os pernilongos. A única ocupada estava à meia-luz, e Toña la Negra cantava no rádio uma canção de amores malogrados. Rosa Cabarcas tomou fôlego: O bolero é a vida. Eu estava de acordo, mas até hoje não me atrevi a escrever isso. Ela empurrou a porta, entrou um instante e tornou a sair. Continua dormindo, disse. Você faria bem em deixá-la descansar tudo o que o corpo pedir, sua noite é mais longa que a dela. Eu estava atordoado: O que você acha que eu devo fazer? Você é que sabe, disse ela com uma placidez fora de lugar, não é à toa que é sábio. Deu meia-volta e me deixou sozinho com o terror.

Não havia escapatória. Entrei no quarto com o coração desvairado e vi a menina adormecida, nua e desamparada na enorme cama de aluguel, tal e como sua mãe a tinha parido. Jazia meio de lado, de cara para a porta, iluminada pelo lustre com uma luz intensa que não perdoava detalhe algum. Sentei-me para contemplá-la da beira da cama com um feitiço dos cinco sentidos. Era morena e morna. Tinha sido submetida a um regime de higiene e embelezamento que não descuidou nem os pêlos incipientes de seu púbis. Haviam cacheado seus cabelos e tinha nas unhas das mãos e dos pés um esmalte natural, mas a pele cor de melaço parecia áspera e maltratada. Os seios recém-nascidos ainda pareciam de menino, mas viam-se urgidos por uma energia secreta a ponto de explodir. O melhor de seu corpo eram os pés grandes de passos sigilosos com dedos longos e sensíveis como se fossem de outras mãos. Estava ensopada num suor fosforescente apesar do ventilador, e o calor se tornava insuportável à medida que a noite avançava. Era impossível imaginar como seria a cara lambuzada de cores, a espessa crosta de pó-de-arroz com dois remendos de carmim nas bochechas, as pestanas postiças, as sobrancelhas e pálpebras que pareciam pintadas com tição, e os lábios aumentados com um verniz de chocolate. Mas nem os trapos nem as tinturas eram suficientes para dissimular seu gênio: o nariz altivo, as sobrancelhas encontradas, os lábios intensos. Pensei: Um meigo touro de briga.

Às onze fui aos meus assuntos de rotina no banheiro, onde estava sua roupa de pobre dobrada sobre uma cadeira com um esmero de rica: um vestido de algodãozinho barato com borboletas estampadas, umas calcinhas amarelas de chita e umas sandálias de corda trançada. Em cima da roupa havia uma pulseira de miçanga e uma correntinha muito fina com a medalha da Virgem. Na beira da pia, uma bolsinha de mão com um batom, um estojo de ruge, uma chave e umas moedas soltas. Tudo tão barato e envilecido pelo uso que não consegui imaginar ninguém tão pobre como ela.

Me despi e dispus as peças de roupa do melhor jeito que pude no cabide para não estropiar a seda da camisa e o linho bem-passado. Urinei na privada sentado e como me ensinou, desde menino, Florina de Dios, para que não molhasse a beira do vaso, e ainda, modéstia à parte, com um jorro imediato e contínuo de potro bravio. Antes de sair cheguei perto do espelho da pia. O cavalo que me olhou do outro lado não estava morto mas lúgubre, e tinha uma papada de Papa, as pálpebras inchadas, e mirradas as crinas que haviam sido minha melena de músico.

- Merda — eu disse a ele —, o que é que eu posso fazer se você não gosta de mim?

Tratando de não despertá-la, sentei-me nu na cama com os olhos já acostumados aos enganos de luz avermelhada, e revisei-a palmo a palmo. Deslizei a ponta do dedo indicador ao longo de sua nuca empapada e ela inteira estremeceu por dentro como um acorde de harpa, virou-se para mim com um grunhido e me envolveu no clima de seu hálito ácido. Apertei seu nariz com o polegar e o indicador, e ela se sacudiu, afastou a cabeça e me deu as costas sem despertar. Tentei separar suas pernas com meu joelho por causa de uma tentação imprevista. Nas duas primeiras tentativas ela se opôs com as coxas tensas. Cantei em seu ouvido: A cama de Delgadina de anjos está rodeada. Relaxou um pouco. Uma corrente cálida subiu pelas minhas veias, e meu lento animal aposentado despertou de seu longo sono.

Delgadina, minha alma, supliquei ansioso. Delgadina. Lançou um gemido lúgubre, escapou de minhas coxas, me deu as costas e enroscou-se como um caracol em sua concha. A poção de valeriana deve ser tão eficaz para mim como para ela, porque não aconteceu nada, nem com ela nem com ninguém. Mas não me importei. Perguntei-me de que adiantaria despertá-la, humilhado e triste do jeito que me sentia, e frio que nem uma pescada amarela.

Nítidas, inelutáveis, soaram então as badaladas das doze da noite, e começou a madrugada do 29 de agosto, dia do Martírio de São João Batista. Alguém chorava aos gritos na rua e ninguém dava confiança. Rezei por ele, se fizesse falta, e também por mim, em ação de graças pelos benefícios recebidos: Que ninguém se engane, não, pensando que o que espera haverá de durar mais do que durou o que viu. A menina gemeu em sonhos, e também rezei por ela: Pois eis que tudo haverá de passar dessa maneira. Depois apaguei o rádio e a luz para dormir.

Acordei de madrugada sem me lembrar onde estava. A menina continuava dormindo de costas para mim em posição fetal. Tive a sensação indefinida de que havia sentido a maneira como ela se levantava na escuridão e de ter ouvido a descarga do banheiro, mas bem que podia ter sido um sonho. Foi algo novo para mim. Ignorava as manhas da sedução e sempre tinha escolhido ao acaso as noivas de uma noite, mais pelo preço que pelos encantos, e fazíamos amores sem amor, meio vestidos na maior parte das vezes e sempre na escuridão para imaginar-nos melhores. Naquela noite descobri o prazer inverossímil de contemplar, sem as angústias do desejo e os estorvos do pudor, o corpo de uma mulher adormecida.

Levantei-me às cinco, inquieto porque minha crônica dominical deveria estar na mesa da redação antes do meio-dia. Fiz minha deposição pontual, ainda com os ardores da lua cheia, e quando soltei a corrente da água senti que meus rancores do passado foram-se embora pelos canos. Quando voltei fresco e vestido ao dormitório, a menina dormia de barriga para cima na luz conciliadora do amanhecer, atravessada lado a lado na cama, com os braços abertos em cruz e dona absoluta da sua virgindade. Que Deus a conserve, disse a ela. Todo dinheiro que me sobrava, o dela e o meu, pus no travesseiro, e me despedi para sempre e nunca mais com um beijo em sua testa. A casa, como todo bordel ao amanhecer, era a coisa mais parecida com o paraíso. Saí pelo portão do pomar para não encontrar ninguém. Debaixo do sol abrasador da rua comecei a sentir o peso dos meus noventa anos, e a contar minuto a minuto os minutos das noites que me faltavam para morrer.

1 comentário:

dalloway disse...

...e ainda bem que não resistiu Cristina.

Já li o livro, mas foi bom recordá-lo. Obrigada