14 fevereiro 2011

- Perdi para o meu corpo.





Aos 34 anos, chegou hoje ao fim uma das mais brilhantes carreiras da história do futebol. Foi alcunhado de Fenómeno , foi eleito três vezes o melhor jogador do mundo pela Fifa e deixa o futebol com o status de maior atacante em campeonatos do Mundo com dois títulos da principal competição do planeta - em 1994 como reserva e em 2002 como estrela.

Marcou 471 golos, contando as passagens pelo Cruzeiro, PSV, Barcelona, Inter de Milão, Real Madrid, Milan, Corinthians e Seleção Brasileira
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o discurso aparece aqui corrido, mas esteve longe de ser. Ronaldo emocionou-se por diversas vezes, fez longas pausas, chorou. Um esforço tremendo para prosseguir.

- Todos sabem do meu histórico de lesões. Tenho tido, nos últimos anos, uma sequência de lesões que vão de um lado para o outro, de uma perna para a outra, de um músculo para o outro. Essas dores me fizeram antecipar o fim da minha carreira. Além disso, há quatro anos eu descobri, quando estava no Milan, que sofria de hipotireoidismo. É um distúrbio que desacelera o metabolismo e que, para controlá-lo, é necessário tomar alguns hormônios proibidos no futebol, por poder acusar doping. Imagino que muitos devam estar arrependidos por terem feito chacota sobre o meu peso, mas eu não guardo mágoa de ninguém. Foi uma carreira linda, vitoriosa, emocionante... Tive muitas derrotas, infinitas vitórias, fiz amigos e não lembro de ter feito um inimigo. Tenho muitos agradecimentos a fazer. A todos os clubes em que passei: São Cristóvão, Cruzeiro, PSV, Barcelona, Inter de Milão, Real Madrid, Milan... O Corinthians eu agradecerei logo mais. Quero agradecer a todos os jogadores que atuaram comigo e aqueles que jogaram contra, aos que foram leais e aos que foram desleais também. Agradecer aos treinadores com os quais tive boa relação e aos que eu tive divergências. E também agradecer aos patrocinadores que sempre acreditaram em mim. Tenho de fazer meu agredecimento a todos os brasileiros que choraram comigo quando eu chorei e que caíram comigo quando eu caí. (...) Um grande campeão não é só dentro de campo, tenho minha parcela de culpa, sou humilde para assumir qualquer erro que tenha cometido, qualquer deslize. Se isso serve de exemplo, sempre pretendo ser o mais correto possível para mim e para os outros, mas, enfim, eu sou eu. Falei para o presidente na Colômbia, ainda no vestiário. Futebol é isso, se ganha e se perde, e estamos sujeitos a tudo isso. Muitas vezes vocês vão me ver no estádio torcendo para o Corinthians, estarei sempre perto (...) Meu futuro já está bem organizado, vou me dedicar à minha agência, daqui algum tempo vamos anunciar a fundação "Criando Fenômenos",a que espero me dedicar por muito tempo, e é isso.

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Levanta a cabeça, Homem! A vida está aí para ser vivida.
Muito obrigada.

1 comentário:

papoila disse...

Gostei muito deste post.
Espero que todos aqueles que gostam de criticar a atacar ferozmente atletas de alta competição se lembrem deste último discurso do Ronaldo.