10 dezembro 2010

coisas que me dão a volta ao estômago. II


Sintra: retrato da pobreza
Teresa precisava que a filha comesse todos os dias no refeitório, para fazer uma refeição quente por dia. Mas o horário da tarde tornava difícil o pedido. «Os alunos só têm direito a almoço se tiverem aulas da parte da manhã. Por isso, às vezes temos de dar um jeito aos horários para conseguir ajudar», admite o director António Castelo Branco, já habituado a encontrar os sinais «da pobreza escondida» nas escolas que dirige em Algueirão.
«Aparecem com dores de barriga e não se conseguem concentrar. Às vezes reconhecem que têm fome», explica a assistente social da Escola de Ouressa, Elizete Diogo.
«Os pais ensinam os filhos a mentir para esconder a miséria», aponta Castelo Branco, que há dias descobriu uma aluna de 12 anos que às quatro da tarde ainda não tinha comido nada. «No 1.º ciclo, além do almoço damos fruta e leite ao longo do dia. Mas a partir do 5.º ano, a coisa complica-se, porque só damos almoço», comenta o director .
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e se esses boys que por esse concelho fora exibem as suas casinhas à beira mar plantadas adoptassem cada um uma escola e subsidiassem um pequeno-almoço por mês durante os próximos 5 anos? Isso é que era campanha eleitoral!

1 comentário:

Pêndulo disse...

Começo a reencontrar-te :)