21 novembro 2010

da série a culpa é dos médicos, que ganham muito a fazer horas extraordinárias..





Cláudia Borges,ex-jornalista da SIC e hoje assessora da ministra da Saúde, Ana Jorge, ganha mais do que a sua chefe . Tendo recebido 100 mil euros em 2009, Cláudia Borges ganhou mensalmente cerca de mais de 300 euros do que a ministra.
O gabinete da ministra da Saúde pagou, em 2009, cem mil euros de vencimento bruto à ex-jornalista Cláudia Borges, que coordena o gabinete de imprensa do Ministério - um valor que corresponde a um salário mensal bruto de 7.140 euros, superior ao que ganhou cada ministro em 2009 e o dobro do que está previsto por lei para os adjuntos dos gabinetes governamentais
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Pergunto: independentemente de onde vem o dinheiro (o Gabinete da Ministra da Saúde diz que « suporta com verbas próprias do seu orçamento...» isso quer dizer que esse dinheiro....é oferecido? é da senhora ministra?) que trabalho tão útil para o país faz essa senhora jornalista que justifique 7.140 euros mensais?? Alguém me diz?
Se calhar com esse dinheiro, alguma coisa na saúde podia funcionar melhor. Algum departamento, algum serviço, alguma urgência......
É. uma questão de moral para falar. Só.
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Mas voltando ao título.....já alguém perguntou ao sucessivos responsáveis pela saúde porque é que chegamos a este estado de coisas de andarem (os directores das urgências e as empresas) com uma lista telefónica de médicos no bolso a perguntar a toda a gente, e a toda a hora, quem é que quer/pode fazer o grande favor de vir fazer mais uma urgenciazinha? Huum?

3 comentários:

Pêndulo disse...

Numerus clausus?

Cristina disse...

pois. faculdades fechadas como ainda agora estão.

e abertura dos quadros. ha uns anos atrás, as equipes funcionavam com pessoas da casa, sem necessidade de tarefeiros. esta solução, porem, pode ter um problema: estes profissionais podem não ser precisos nas enfermarias.

portanto, a grande solução é um quadro proprio da urgencia. ou seja: a urgencia tem que ter uma equipe fixa que assegure o seu funcionamento e não depender de quem vem de outros serviços ou de outros hospitais.

esta solução ja começou a ser implementada mas, como sempre, coxa. ha equipe fixa na urgencia mas não é suficiente para a manter aberta porque não tem gente suficiente para isso. os hospitais preferem contratar terefeiros a assumir encargos com mais gente.

portanto..é um beco sem saida.


.....é fantastico

Pêndulo disse...

Brinca-se com as vidas.