29 outubro 2010

por mim era já! Será que a Madeira lhes interessaria? Adalberto incluido, obviamente.

sobre o assunto.....


A China está interessada na compra de dívida pública portuguesa, no âmbito da visita oficial que o presidente chinês Hu Jintao vai efectuar a Portugal na próxima semana.

A China está interessada em comprar títulos da dívida pública portuguesa e a «participar no esforço de recuperação económica e financeira» do País, admitiu ontem a vice-ministra dos Negócios Estrangeiros chinesa, Fu Ying, que falava no contexto da visita que o presidente chinês, Hu Jintao, fará a Portugal entre 4 e 7 de Novembro, a primeira de um presidente chinês em mais de uma década.

Fu Ying adiantou que é um hábito chinês a compra de dívida pública a países onde vão em visita oficial, mas, segundo Fu Ying, «a situação económica e financeira em Portugal tem sido sempre o centro das nossas atenções».

A China detém 302,28 milhões de euros em títulos de dívidas de Portugal, Irlanda, Itália, Grécia e Espanha (menos 60 por cento do que detinha no final de 2009). na opinião dos especialistas, esta pode ser uma forma de a China reforçar a sua presença na Europa, escolhendo os países mais endividados e onde há mais oportunidades de negócio e a bons preços.
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China ajuda... mas porquê? Enquanto a discussão política em Portugal prejudica os juros, a China ajuda a estancar a pressão. Depois da visita do ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, a Macau e Hong Kong em Setembro, Pequim repetirá em Lisboa o anúncio feito em Atenas - a China, detentora das maiores reservas do mundo (estimadas em 1,9 biliões de dólares), aproveita a fragilidade financeira dos países europeus para ganhar aliados políticos. O país está no meio de uma batalha cambial com os Estados Unidos e tenta que a Europa assuma uma posição mais moderada quanto à subvalorização da moeda chinesa, o yuan. Por outro lado, há as vantagens do investimento em obrigações cotadas em euros: as portuguesas oferecem um juro alto com risco de zona euro, ajudando a diversificar a exposição alta dos chineses face ao dólar.
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A China parece estar disposta a entrar em força na Europa, através da porta escancarada pelos países mais endividados, aproveitando oportunidades de negócio a preços de saldo a troco da compra de dívida pública.

Já no início do mês, o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, fizera uma escala em Atenas a caminho de Bruxelas para participar na cimeira anual UE-China. Na capital grega, ofereceu apoio através da compra de obrigações do Tesouro grego. Em contrapartida, assinou contratos chorudos: A China vai fornecer seis navios para os armadores gregos, entre eles dois de carga e um petroleiro.
Já em Junho, o gigante naval chinês Cosco "atracara" no porto ateniense do Pireu, assumindo a gestão de um dos molhes, após a assinatura de um contrato por 35 anos, no valor de 3,3 mil milhões de euros, estando em curso a construção de um terceiro, que quase triplicará o volume de carga que o porto grego pode comportar.
O "Daily Telegraph" escrevia então que os chineses querem construir a partir do Pireu uma "rota da seda moderna", e que esse será o ponto de partida de uma rede de portos, centros de logística e caminhos-de-ferro para distribuírem os seus produtos por toda a Europa e concorrer com Roterdão – o maior porto da Europa.

2 comentários:

Francis disse...

eu tenho aqui alguns bens, será que posso incluir ?

dalloway disse...

Depois de ler o post sobre a soja....mmmm...