10 setembro 2010

pronto, confesso: não são preferências, são ojerizas. Continuando a fuçar no buraco negro,


A entrevista "non stop" que, desde que foi condenado, Sua Inocência tem estado ininterruptamente a dar às TVs teve o mais respeitoso e obrigado dos episódios na RTP1, canal que é suposto fazer "serviço público".

Desta vez, o "serviço" foi feito a um antigo colega, facultando-lhe a exposição sem contraditório das partes que lhe convêm (acha ele) do processo Casa Pia e promovendo o grotesco julgamento na praça pública dos juízes que, após 461 sessões, a audição de 920 testemunhas e 32 vítimas e a análise de milhares de documentos e perícias, consideraram provado que ele praticou crimes abjectos, condenando-o à cadeia sem se impressionarem com a gritaria mediática de Suas Barulhências os seus advogados, o constituído e o bastonário.

Tudo embrulhado no jornalismo de regime, inculto e superficial, de Fátima C. Ferreira, agora em versão tu-cá-tu-lá ("Queres fazer-lhe [a uma das vítimas] alguma pergunta, Carlos?"). O "Prós & Contras" só não ficará na História Universal da Infâmia do jornalismo português porque é improvável que alguém, a não ser os responsáveis da RTP, possa chamar jornalismo àquilo.
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ahhh, estava a ver que disto ninguém se queixava....

2 comentários:

Pêndulo disse...

E essa crónica foi escrita antes de mais uma nojice que foi a entrevista de Judite de Sousa que, por respeito aos meninos a quem este senhor enfiou a pila no rabo ou na boca (sim, foi por coisas assim que foi condenado, enfiar a pila no rabo de miúdos, é bom lembrar, dizia eu que , por respeito às vítimas, não ouvi.
Recorde-se que houve uma denúncia, a polícia investigou e achou que sim, apresentou ao Ministério Público, este também achou que sim, apresentou a um juíz que achou que sim, depois houve o juíz de instrução que achou que sim e que estava tudo pronto e era caso para julgamento. Finalmente um colectivo de três juízes achou que sim, que Carlos Cruz tinha, recorde-se, metido a pila no rabo de miúdos.
Recorde-se também que os 7 ou 8 anos que isto durou.

Álex disse...

é verdade!
eu tb não consigo ouvir as entrevistas que os colegas agora lhe fazem,uma vergonha...
interessa agora fazer julgamentos paralelos na comunicação social? é só ruído...