11 agosto 2010

o carapau é um bicho manhoso....




Por outro caminho, porque para mim é grave, mas chegando à mesma convicção:
Queiroz não presta!



A menos de um mês do primeiro jogo da qualificação para o Europeu de 2012, a Federação, Carlos Queiroz e mais três ou quatro assessores fazem passar para a opinião pública informação selecionada, procurando encobrir a negligência desportiva que caracterizou a participação no Mundial da África do Sul.
O caso da alegada obstrução a uma brigada antidoping que ousou acordar os meninos apenas uma hora depois do nascer do Sol não passa de um subterfúgio para ajudar a fazer esquecer o resultado da entrega dos maiores, melhores e mais dispendiosos recursos alguma vez colocados à disposição de uma equipa nacional a um treinador com a competência de Carlos Queiroz.
A Federação foge, como tão bem sabe fugir Gilberto Madaíl, de tomar uma decisão em tempo útil, como fez relativamente às agressões do mesmo funcionário a um oficial da UEFA e da FIFA, há quase um ano. O presidente da Federação, o único português capaz de se sentar no meio de Pinto da Costa e Filipe Vieira, teria sempre dificuldade em chegar-se à frente para caracterizar a presença portuguesa na África do Sul de “execrável”, tendo em conta os resultados, ou “desonesta”, considerando as promessas repetidas ao longo de dois anos, ou sequer de “vigarista”, se nos lembrarmos que tais incumprimentos menorizavam fragilidades patentes e exorbitavam qualidades secretas. Após dois anos a vender gato por lebre, a Federação configurava o que Queiroz chamaria de “aldrabão”, embora com homens da estirpe do presidente e do selecionador, tal fosse inconcebível, homens capazes de vir a público, sem ninguém lhes perguntar nada, dizer que não são “alcoólicos nem dementes”.
Assim, tudo o que está a acontecer compreende-se pela necessidade de ambas as partes alimentarem o “status quo” e dividirem a massa da FIFA bem longe dos que consideram que a continuidade deste selecionador, mais os seus planos e projetos, sem esquecer a “formação”, ajuda a perpetuar o poder de Madaíl, sem respeito por sentimentos elementares do país. Uma Federação fora-da-lei, com toda a desfaçatez, e incapaz de julgar o trabalho desenvolvido pelo seu funcionário ao longo de dois anos, tentando agora retocar-lhe o perfil, através de um castigo vindo de “cima”, como Pilatos fez com Jesus Cristo. E a Queiroz, pela quadragésima sétima vez, o baraço de mártir a caminho do linchamento assenta-lhe como a barba de quatro dias que trouxe de Maputo.
Queiroz nunca devia ter sido contratado para selecionador. Queiroz devia ter sido substituído por um Eriksson qualquer após o playoff com a Bósnia-Herzegovina para garantir um Mundial decente. Queiroz devia ter sido afastado após a derrota com a Espanha. Essas seriam justificações técnicas e objetivas, do domínio da qualificação de competências, as únicas a observar em sede de rescisão de contratos.
Pelo contrário, Queiroz não pode ser afastado só porque às oito da manhã não teve, para Luís Horta e sua extremosa mãe, a inspiração vocabular com que usa habitualmente distinguir os jornalistas que não lhe comem à mão
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1 comentário:

Anónimo disse...

acho que os carapaus vão ficar ofendidos... eu se fosse carapau não gostava desta comparação...
Melancia