18 junho 2010

"É conveniente que as despedidas sempre sejam breves". "Adeus, portanto. Até outro dia? Sinceramente, não acho".

(O Caderno)


"Pela idade, há muito tempo que sou um velho. Mas só pela idade. Trabalho com a mesma vontade de sempre, a imaginação ainda não desertou de mim, compreendo melhor o mundo em que vivo, sou consciente do valor da vida, e, quanto à morte, ela chegará no seu dia, nem antes nem depois. Quem morre aos 20 anos, morre na sua velhice e não o sabia. Pense nisso"
.
entrevista a Cassiano Elek Machado, editor.
.
.
adenda: as melhores reportagens vêm, como sempre, do país que mais se deixou fascinar pela lingua portuguesa. No G1, no Estadão.

5 comentários:

Brancaleone disse...

Para a Sra Joana D'arc, minha mãe, fã ardorosa e leitora fanática de Saramago que hoje deve estar triste, muito triste.
Obrigado mamãe por ter me apresentado este excelente escritor.

E a Voce Saramnago, vai sossegado. Deixou sua eternidade em forma de páginas e frases.

Adeus!!

dalloway disse...

Não sou leitora de Saramago. Dele li somente um livro mas apetece-me dizer que:

- gostava particularmente da beleza das suas mãos;

- encantava-me saber que Saramago tinha todos os relógios de casa parados à hora em que conheceu Pilar del Rio. 'O homem que parou todos os relógios por amor'.

" Se eu tivesse morrido antes de te conhecer, Pilar, teria morrido sentindo-me mais velho. Aos 64 anos, a minha vida começou. Não me posso queixar."

Cristina disse...

Brancaleone

grande sorte a sua de ter uma mãe que lia Saramago, certamente isso fez com que te transmitisse uma outra perspectiva do mundo da literatura. e do outro...

beijos

Cristina disse...

Dalloway

eu também não sou. acho que me falta alguma coisa para entender a excelencia do seu trabalho, mas, reconheço-lhe a dimensão, e acredito na genialidade deste homem. acredito que Saramago escreveu como qualquer mortal até aos 20 anos e, a partir daí, começou a inventar. Como inventou Picasso ou Miró.Da perfeição, desabrochou algo de verdadeiramente extraordinario. Do clássico para o inovador. É esta inovação que não é completamente acessivel, que foi reconhecida como merecedora do mais alto galardão das artes e completamente idolatrada a nivel mundial. e que eu duvido que se repita alguma vez.

Fado Alexandrino disse...

Não queria, mas vou fazê-lo, diminuir este momento.
Soube por outras vias que mandou retirar as dedicatórias nos livros antes-Pilar e que eram dedicados à outra mulher.
Pode-se amar uma e recordar outra, esteve nos bons momentos e com a nova ajuda é fácil esquecer os maus.