29 março 2010

do jornalismo de referência.


Já falei disto montes de vezes mas não me importo de repetir. Quando é que as criaturas que escrevem nos jornais, e que lêem artigos nas revistas estrangeiras mas não fazem ideia do que é que estão a ler, ou se isso interessa alguma coisa, ou se é novo, ou exactamente do que é que se está a falar, como por exemplo os nomes usados em português, já que estão a escrever em jornais portugueses, quando é que estas criaturas têm o bom senso, ou a seriedade, ou o profissionalismo, de, se não lhes interessa saber, pelo menos, perguntar a alguém que saiba?
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Um artigo do Público apresentado como se fosse uma novidade. Não é, mas pronto. Para a pessoa que o leu e que nunca ouviu falar de tal, é. Fala de um antibiótico que se chama em Portugal Cotrimoxazol. E que é composto por outros dois: Trimetoprim e Sulfametoxazol.
Pois acreditam que nem uma única vez aparecem escritos como deveriam? Pois é o cotrimoxazole, mais o sulfaméthoxazole e mais o triméthoprime.
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Que labregos, senhores ouvintes.

5 comentários:

Fado Alexandrino disse...

Mesmo com uma concorrência feroz em matéria de erros o Público on-line consegue ter o primeiro lugar sem esforço.

A sua leitura ás vezes chega a ser melhor que o antigo Sempre-Fixe.

dalloway disse...

Que labregos!

Observador disse...

Aqui

http://www.rxhealthdrugs.com/products/282/16324/1/cotrimoxazol

fala-se do Cotrimoxazol.

E não é um "site" português.

?????

Espumante disse...

Cristina, eu tenho aqui uma dúvida que não hesito em colocar-te. Nos fito-fármacos (detesto este nome mas é o que está a dar agora) o nome do ingrediente activo é sempre aportuguesado. Vou dar-te um exemplo: o chlorpiriphos - methyl, passa a clorpirifos-metil no processo de homologação para APV (autorização,pública de venda). Ou ainda o endosulphan (por acaso está descontinuado, mas só para exemplo) passa a endossulfão, o Hostathion ou o fenitrothion passam a hostatião e fenitrotião. Podes informar-me se para medicamentos humanos o nome das moléculas se mantém? já agora, a grafia destes nomes é sempre feita com minúsculas. Isso não é também aplicável aos medicamentos humanos?

Obrigado pela tua informação.

NR

Cristina disse...

Espumante

não se mantem. o nome escreve-se sengundo a grafia do pais onde se está a usar. ou seja, normalmente retiram-se "h"'s, "y"'s, e por aí fora.

aliás, se os jornalistas fizessem uma simples pesquisa google ele dar-lhe-ia o grafismo portugues.


em relação às minusculas, olha....não tenho a certeza, mas penso que segue as regras das outras palavras.