01 fevereiro 2010

em Gaza, o fogo de artificio mata...












Fósforo branco.
P4, uma pasta cerosa, insolúvel em água. Passa por rápida oxidação em contacto com o oxigénio, o que resulta na libertação de um fumo branco, quente, claro e denso. Forma uma espécie de "cortina de fumo".
A explosão do fósforo branco é largamente disseminada, numa nuvem densa de fumo branco com um odor a alho. O fumo é ácido fosfórico que pode provocar irritação pulmonar, oftalmológica e dérmica.
O uso militar de fósforo branco é admitido para criação de fumo para disfarçar movimentações. Mas pode ainda ter uso de arma incendiária.

A comissão de investigação da ONU, dirigida pelo jurista sul-africano Richard Goldstone, acusou Israel de cometer crimes de guerra e crimes contra a humanidade na Faixa de Gaza e exigiu que o governo israelita investigue a actuação de suas tropas durante a ofensiva realizada no ano passado.
“Em Gaza, o Exército israelita não usou apenas fósforo branco em zonas abertas como cortina de fumo para as suas tropas”, disse Fred Abrahams, da HRW. “Dispararam fósforo branco repetidamente sobre áreas densamente povoadas, mesmo quando não havia tropas no local e quando havia granadas de fumo mais seguras. Como resultado, civis sofreram e morreram desnecessariamente.”
A Human Rights Watch cita ainda um relatório médico do Ministério da Saúde de Israel, dizendo que o fósforo branco “pode causar ferimentos graves e morte quando entra em contacto com a pele, ou quando é inalado ou engolido. Normalmente a substância queima até ao osso e queimaduras em apenas dez por cento do corpo podem causar danos fatais em órgãos como o fígado, os rins ou o coração. Infecções ou absorção do químico podem também causar a morte". O uso militar de fósforo branco é admitido para criação de fumo para disfarçar movimentações. Mas pode ainda ter uso de arma incendiária.

Segundo o documento enviado à ONU pelo Exército israelita, um general de brigada e um comandante de divisão sofreram punição disciplinar por terem "arriscado vidas humanas" quando autorizaram a utilização de armamentos com fósforo branco para bombardear o bairro de Tel El Hawa, no dia 15 de Janeiro de 2009, durante a ofensiva israelita à Faixa de Gaza.
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Fantástico, que honestos. Dois culpados. Claro que, sobre o prórpio uso do fósforo, o governo não tem nada a dizer. Nada.

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