06 dezembro 2009

a webvida após a morte.



sempre me fez confusão imaginar as redes sociais, passados uns anos de uso, como cemitérios virtuais de perfis abandonados por morte dos seus autores. É como se nesta vida alternativa não tivessem direito a morrer. Para os webamigos, é como uma ferida sempre aberta, um ciclo que não se consegue fechar. . É estranho vê-los ali, vivos, alegres, a emitir opiniões com a marca inequívoca dos seus dedos, sabendo que já não existem. São muito mais que conversas passadas. São como fantasmas. Assim de repente, vêm-me à memória duas pessoas com quem contactei de perto, com quem partilhei muito, e das quais só resta num caso o blog, no outro os muitos e infelizmente findáveis comentários no Contra Capa. Em relação ao blog, por exemplo, só uma ou duas vezes lá consegui voltar. Deveras desconfortável não haver o mínimo sinal de que grande parte do que ali está já não faz qualquer espécie de sentido. Por tudo isso, recebi com algum alívio a noticia do site BBC:

Facebook passa a ter perfis especiais para membros que morreram

O Facebook anunciou que passou a dar a amigos e familiares de pessoas que morreram a opção de transformar os perfis dos falecidos no site em homenagens póstumas.
Os administradores do Facebook também irão retirar informações delicadas da página, como dados para contacto.
Para tanto, os amigos ou familiares terão que apresentar "provas" da morte da pessoa, como um atestado de óbito ou um recorte de jornal, quando informarem o site sobre o falecimento
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Era o que gostaria que fizessem comigo.

3 comentários:

Eric Blair disse...

vida virtual, morte real ?!!

dalloway disse...

Acho a pergunta do Eric pertinente

Cristina disse...

é a chamada alma penada..