09 julho 2009

e uma happy hour à quinta, pra entrar bem na sexta?

Happy Hour é uma tradição ou jargão americano, o qual representa o aperitivo nos bares e “pubs” não longe dos escritórios onde funcionários das empresas comemoram, principalmente nas sextas-feiras, o fim de mais uma semana de trabalho. Mas como rapidamente se percebeu que todas as horas podem ser felizes, aí vai o rei dos Cocktails para aguçar o espírito de fim de semana que se aproxima.
Para milhões de pessoas, a palavra cocktail refere-se a uma bebida em particular e mítica. Para eles, um cocktail é um Dry Martini e somente um Dry Martini e a hora do cocktail é a hora do Martini e ponto final.
Apreciado por uma legião de notáveis da realidade e da ficção, a bebida vai muito além do que apenas a mistura de seus pouquíssimos ingredientes. O Dry Martini, na verdade, é sempre a união de três componentes, o gim, o vermut seco e a azeitona. Desperta veneração e fanatismo estando submetido a continua discussão tanto na origem como na forma de preparação. Desde que se misturaram pela primeira vez gin e vermut, que começou a busca do melhor Martini. O perfeito Martini.
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Uma dose de gim e cinco gotas de vermute ou duas doses de gim e uma de vermute? Limão ou azeitona? Uma certeza há: pode dispensar o limão, mas nunca a azeitona.
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Teria sido inventado em 1910, no Hotel Knickerbocker, em Nova York, pelo barman John Martini, para atender um pedido do magnata americano John D. Rockefeller, que desejava algo simples mas diferente. A partir daí, a mistura ganhou o mundo como um cocktail excitante, com sabor de viagem.
A polémica sobre a sua receita original é tão grande que, numa das suas passagens pelo célebre Harry’s Bar, de Veneza, o escritor americano Ernest Hemingway saiu-se com a seguinte tirada: “Se algum dia você se perder na selva africana, nada de desespero. Sente-se sobre uma pedra e comece a preparar um Dry Martini. Eu garanto: em menos de 5 minutos vai aparecer alguém a dizer que a dosagem de gim e vermute está errada”.
E a questão nem chega a ser resolvida no livro - isso mesmo, já mereceu um livro - do expert americano John Doxat, "Stirred, Not Shaken" (algo como mexido, nunca agitado). Doxat sugere que a proporção ideal do vermute, para uma dose de gim, é apenas a da sombra da garrafa sobre o copo - ou seja, nada de vermute. Outro apaixonado, o cineasta espanhol Luis Buñuel, registrou no livro de memórias, Meu Último Suspiro, a sua receita favorita, que exigia poucas gotas de vermute sobre pedras de gelo, adicionando-se em seguida uma dose de gim. James Bond, o agente 007, degustava nos filmes uma variante da bebida, com vodca e vermute. De qualquer modo, algumas regras são universalmente reconhecidas. “O vermute tem de ser bem seco”, explica o expert Derivan Ferreira de Souza, de São Paulo, e autor do livro Drinques de Mestre. “E nunca se deve pôr a casca do limão dentro da taça.” Discussões e fórmulas à parte, a preparação do cocktail, mesmo simples, é um verdadeiro ritual.

Aí vai uma de 500000 receitas:
Retira-se uma taça gelada do congelador. Coloca-se dentro uma azeitona verde.
Passa-se o bordo com sumo de limão e sal fino.
Ponha 4 pedras de gelo e 2 doses de vermut branco seco (ou Dry Martini) num copo misturador, apenas revolvendo, sem agitar, até sentir que o Martini sujou o gelo. Deite fora o Martini e acrescente 2 doses de London Gin. Novamente revolto o gelo já com o gosto do Martini por 15 segundos, despeja-se o Gin paladarizado com o Martini na taça, sem o gelo.

Outra possibilidade mais simples é gelar o Gin nas pedras de gelo-evite gelo picado que derrete facilmente-, colocar na taça e juntar algumas gotas de Dry Martini . Ou então, a proporção clássica: 6 para 1. Com uma colher longa - a de bar chama-se bailarina -, dê algumas mexidelas rápidas e vigorosas. Lembre-se: o cocktail é apenas mexido, nunca batido..Se o «seu» bartender o agitar, aja como se estivesse a presenciar uma desgraça..., porque está.
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Outra nota em relação ao limão, a gosto: Acrescente um "ZEST de limão" (torçendo a casca do limão, produz um spray sobre o cocktail), ou um "Twist de limão" -corta-se um filete da casca do limão que ao ser torcido, fica a casca enroladinha e pode ser usada para decorar.
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Portanto... agora, que estou quase perdida, reparo que só neste pequeno apontamento já vão três ou quatro receitas. Escolham. É mesmo assim, suponho. E quem será o primeiro a dizer que "não é nada disso"?
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Para além da polémica, uma última nota: "um Dry Martini é pouco, dois é um perigo, três é um erro imperdoável".

5 comentários:

francis disse...

é 1 sff.

AjB disse...

...eu tambem quero, é mais um para o blog do canto, obrigado...

dalloway disse...

A minha sexta vai ser tão boa...
Jasus!

Cristina disse...

sirvam-se.


oi querida dalloway! tchim-tchim. inda não experimentei a receita, mas estou tentada. Gin é a minha destilada de eleição embora não vá aos treinos há muito. muito mesmo!, mas acho que não se desaprende... :))

Fado Alexandrino disse...

Gostei da história do padre.
Agora se for apanhado numa operação stop digo logo ao agente “senhor guarda não bebi nada mas estive a ler o blog da Riquita”. Deve dar para absolvição.