25 abril 2009

Um dia, hei-he fazer um post com 50 links. Hoje é esse dia

onde é que eu estava no 24 de Abril??
Pergunta-me o Rui Perdigão na sequência do repto lançado pela Sofia Loureiro dos Santos. A mim e a mais uns quantos... pergunta inevitável mas penso que ainda não feita na blogosfera. Muito interessante e curioso saber por onde andavam nessa altura estes amigos que me visitam :) espero que o José Manuel Fonseca (anarca constipado), o João Tunes, o Tomás Vasques e a Catarina Campos lhe respondam, porque seriam também os meus "alvos". Depois vou lá ver.
Mas e eu?
Eu, confesso, do dia 24, tenho tanta ideia como do 23 e do 22 e do 21.....agora no dia 25, com 11 anos, posso dizer que saí de casa para ir comprar pão, pela Rua da Penha de França fora e apanhei o maior susto da vida quando vejo subir pela Heliodoro Salgado acima uma série de tanques de guerra, coisa que eu só tinha visto em filmes. Fiquei petrificada por uns segundos sem saber o que pensar. Escondi-me atrás de um carro, aterrada, a ver para onde raio "aquilo" ia, a minha mãe a fazer-me sinais da janela para me deixar estar, e quando os perdi de vista corri para casa. Só quando ligamos o radio percebemos o que estava a acontecer. Lembro-me de a minha mãe dizer "vão tomar o quartel da Legião Portuguesa" (ao lado da Igreja). Fomos até lá. A partir daí foi uma festa o dia inteiro.
. E vocês?
Os nomeados, são todos aqueles que penso que irão responder, mais os visitantes sem link que não se importem de partilhar esse dia connosco.
A Barbearia - Luis LuisNovaesTito, anjo e demonio, Cila- a la long , Piresf, António P., Animal, blogotinha, Desinformacao total Desinformador, E-Konoklasta, edicoes pirata Eric Blair, Em Banho Maria Maria Jose, Entre as Brumas da Memoria Joana Lopes, Espumadamente espumante, Fado Alexandrino, Forum Cidadania Carminda Pinho, Ideias Soltas II, immortal thoughts diary, Letras para enSonar Filipa Taipina, Francis, O Dono da Loja, LOLA, Me, Myself and I tuche, mEiA vOlTa e... aNa, Mocho Falante, Nao Compeendo as Mulheres Bagaco amarelo, Pensamentos HR, Pezinhos, PIANO Mendes Ferreira, baidauei-po-caralho-pah, PISCOISO, Praca da republica Nikonman, Relogio parado Pêndulo, sem-se-ver, Sopa de Ideias, Sorrisos aos molhos Rosa, Tempus Blogandi DUCA, Titulo Qualquer Serve alien, Voz em fuga Hipatia, WebClub Wind, WEHAVEKAOSINTHEGARDEN Kaos, Blogame Mucho, malta do jugular, do Corta Fitas, doDelito de Opinião, do cinco dias, e do Puxa Palavra.
.
Pronto, sempre quero ver onde é que esta malta toda estava no 25 de Abril.....
(se não vos apetecer fazer um post podem responder aqui mesmo. sff)

44 comentários:

Pêndulo disse...

Do dia pouco me lembro:
Escola, 3ª classe,e fomos para casa no intervalo da tarde porque "os terroristas fizeram qualquer coisa". Também me lembro do meu pai que sempre chamou nomes feios aos governantes da altura estar contente.
Dos dias seguintes ficou a lembrança de uma imensa festa e que as pessoas eram verdadeiras. Não eram mas, na altura, pareciam.

O meu pai já está velhinho e voltou a chamar nomes feios ao governo.

O Fio da Meada disse...

Bem, eu sou novo aqui de forma que despacho-me já para dar lugar aos da casa

:)

eu no 25 de abril de 74 tinha 12 anos e fui para o liceu nacional de Almada, como sendo um dia perfeitamente normal, só lá, me deparei com toda aquela confusão. como naquela altura tinha muito pouca consciência política, andei a primeira aula (que não houve, aliás não houve nenhuma) completamente à nora, foi um professor que se manteve junto dos alunos e solidário com o movimento que nos elucidou ali mesmo na rua à porta da sala de aula do que se supostamente se estaria a passar, pois durante a manhã a informação foi sendo dada em comunicados pela radio não muito claros

acabei a manhã no Cristo Rei junto da peça de artilharia que estava apontada para o Terreiro do Paço

:)

Animal disse...

pá, eu estava em Moçambique e desse dia lembro-me que fiz um teste de matemática (com a magnífica classificação de zero...) e que quando cheguei a casa os meus velhotes estavam todos atarantados ca notícia que "tinha havido uma revolução na metrópole e que corria sangue pelas ruas". depois o velhote lembrou-se e sintonizou a bbc e a rádio moscovo...
a primeira coisa fixe que o 25A me truxe foi que ca confusão nem repararam na minha nota a matemática, hehehehe

a segunda coisa (ainda mais porreira) foi que me safei da guerra, que estava a menos de 300 Km de lá de casa...

Cristina disse...

P

"o" governo é sempre a Geni da história :) (ela é boa de apanhar, ela é boa de cuspir...)

Hipatia disse...

Também preciso fazer 50 links?

:D

(Amanhã respondo-te, está prometido; agora tenho de ir ali fazer umas coisas que só me são permitidas sem levar comigo um atestado do "chefe de família" ou ter medo da multa por estar com a "mão na mão" ou noutros lados porque houve esse distante Abril de 74. Aviso já é que há pouco para contar, lol)

Fado Alexandrino disse...

Sei perfeitamente onde é que estava no dia 25 porque para começar não tinha nem onze nem doze anos.
Estávamos a quinze minutos de aterrar no aeroporto da Beira/Moçambique e no Piper Aztec viajava eu e o meu amigo piloto quando o avião da TAP que se aproximava também do mesmo aeroporto deu a notícia para a torre e para nós também.
Aterramos, fomos tratar do que havia a fazer e à noite fomos até ao Moulin Rouge que era um belíssimo cabaret.
Era tudo vago e longe.
Depois a tempestade aproximou-se e caiu sobre nós.
Foi assim.

Pendulo.
Já há muito tempo que não me ria tanto a ler uma frase. Belo Pai.

Cristina disse...

fio da meada

pois...com essa idade, primeiro que a gente tivesse alguma vaga ideia do que se estava a passar, durou dias :)))

olha, eu, enquanto estive a ver o cerco `Legião Portuguesa, só conseguia achar aquilo muita giro....

Cristina disse...

Fado

então festejaste no Moulin Rouge??

acho que foi mesmo a melhor comemoração possivel!! :))))

Cristina disse...

Animal

epá, eras tu e um colega meu nos anos seguintes que tinha sempre "um a fugir pra zero" :))
quanto à guerra, nem te conto o que me lembro de as pessoas fazerem pra não irem lá cair. os que podiam. os mais desfavorecidos, coitados, estavam sempre lixados. tal e qual como hoje, em outras guerras não menos letais.

enfim, basicamente, és um gajo de sorte, ó animal!

Cristina disse...

hipatia

bale, guapa!

espero.

mjf disse...

Olá!
Eu andava no Liceu Pedro Nunes, e a minha mãe, de manhã, andava muito preocupada, e disse hoje é melhor ficares em casa...
Eu sem perceber lá fiquei, mais o meu irmão....só mais tarde é que me comecei a perceber, que se passava algo diferente :=)
Toda a gente estava alegre em festa.

Beijocas

Carminda Pinho disse...

Olha minha linda! Eu estava de saída para o emprego, e a minha mãe, que tinha saído antes de mim, chegou a casa aflita a dizer que a rua estava cheia de militares e a pedir-me para eu não sair de casa. Na altura eu morava ali para os lados da calçada da Ajuda onde se situavam montes de quartéis.
Resultado: - fiquei em casa a ouvir rádio e a ver televisão durante todo o dia e noite.
No dia seguinte já saí, foi uma festa.:)

Beijo

Larose disse...

....eu vivia na altura em Peniche, a minha mãe estava em MOçambique e meu pai na Guiné.
Como o meu tio era economo na fortaleza, antiga cadeia política, tá-se mesmo a ver, o meu tio fechou as janelas ....e eu e o meu primo pisgamo-nos para ver o que se passava!
foi festa todos os dias em frente à fortaleza, e pela primeira vez entrei lá e vi os escritos , desenhos e pinturas de Álvaro Cunhal, lindíssimos!

Anónimo disse...

Eu era um jovem oficial da Delegação do Serviço de Comunicações e Tráfego Aéreo, em Luanda, onde a notícia chegou ainda na fase dos rumores. Expectativa tensa seguida de confraternização. Fui o escolhido para arrear a fotografia de Américo Tomaz. A seguir fui incumbido da ligação entre a Delegação do MPLA e o Governador Geral, então o General Cardoso, da Força Aérea. Depois assisti a um abandono precoce, por parte da generalidade dos militares e em função de directivas da "metrópole", de algumas missões que se impunham, nomeadamente a defesa de interesses legítimos da população portuguesa e a transição pacífica.
Pedro C.

LNT disse...

A resposta mais certa que poderia dar é que estava a dar " banho ao cão" mas como é politicamente incorrecta vou tentar responder lá na minha casa, até porque vai servir para todos os outros curiosos que hão-se questionar a mesma coisa em mais uma corrente bloguista. :)

Estas correntes são uma canseira...
beijinhos

dalloway disse...

Pois eu não me lembro o que estava a fazer nesse preciso dia mas sei que tinha 7 anos, vivia em Londres e que o facto de ser inglesa torna o vosso 25 de Abril tão importante para mim como qualquer outra comemoração da liberdade.

Anónimo disse...

Não sei onde este estava.
http://blogdelacoesdoego.wordpress.com/2009/04/26/25-abril-sempre/

António P. disse...

Boa noite Cristina,
e os meus agardecimentos por figurar em tão distinta lista de 50 linkados.
Eu no 24 já era crescidinho. E no 25 també.
Na noite de 24 acho que estava por casa com amigos a ouvir rádio. Na madrugada como o meu irmão mais velho ( já falecido ) estava na tropa levantava-se cedo, para ir para o Hospital Militar da estrela. Ligou o rádio e ouviu as notícias. Acordoume e oa meu irmão mais novo.
Fui para o Técnico de manhã onde encontrei amigos da militância. Não houve aulas e descemosa Almirante Reis até à baixa e á António Maria Cardoso....e depois até ao 1º de Maio acho que andei sempre na rua.
Beijos

Pézinhos N' Areia disse...

Queridíssima, então ... foi assim:



... estava no antigo 7º ano...

a maior alegria foi a de perceber que não havia aulas e .... melhor ainda, ... nesse dia, já não tive que aturar o chato de OPAN ...Organização Política e Administrativa da Nação...

outra grande nouvelle desse dia... é que se abria fortemente a possibilidade de OPAN, acabar como disciplina obrigatória ...


Uff ! respirei de alívio ... OPAN .... era uma séca pior que aprender o Código de Estrada ...


do que se conclui que ... sou alta kota ....snif, snif ....ó tempo volta para trás....


beijão

Cristina disse...

mjf

olá amiga! ora então, um dia de gazeta, né? e pra que é que servem as revoluções? :))

beijinhos, por falar nisso, não estou na proxima guerra.

Cristina disse...

Carminda

olha, eu, fui logo a seguir ver o que é que os tais dos tanques iam fazer. vi-os cercar a Legião até alguns entrarem. emoção nenhuma, afinal. :)

a parte chata desse dia foi que tinha a mãe toda contente e o pai furioso da vida. e foi assim durante anos... :/

Cristina disse...

Larose

bela experiencia, deve ter sido emocionante, de facto. :))obrigada

Cristina disse...

Pedro

inevitavelmente, há momentos a lamentar nesta história. inevitáveis, imagino.

comentei no blog do LNT que parece que muita malta estava na tropa nessa altura. eu, por estranho que vos pareça, tinha acabado de fazer a minha. 4 anos de instrução primaria numa instituição militar, era o primeiro ano que andava numa escola civil :)


beijinhos

Cristina disse...

António P.

o que eu palmilhei a Almirante Reis, na infancia, juventude e ja idade adulta :)

imagino que no meio universitario deve ter sido uma coisa do outro mundo :)))

beijinhos e Obrigada.

Cristina disse...

Pezinhos

alta kotação, tambem :))) e pode ser que a gente se encontre no lar para relembrar esses tempos :)))))

beijocas

LNT disse...

Instrução primária na tropa!!! coitadinha..., valha-nos São Nuno Álvares Pereira, o nosso mais recente Santo.

Isso não se deseja nem ao nosso maior inimigo.

Desinformador disse...

Épá... provavelmente alguém me estava a dar de comer... com 11 meses de vida não me lembro de puto... o Alzeimer começa a fazer estragos bem cedo!!!

Tenho de perguntar aos meus pais!...

francis disse...

"mais os visitantes sem link que não se importem de partilhar esse dia connosco."
é o meu caso, e partilho sim.

Eu tinha 11 anos e estava preparar-me para sair para o Licue.
Eis senão quando o meu pai recebe um telefonema e com um ar muito preocupado diz-nos, a mim e à minha irmã, que já ninguém saía de casa.
E passámos o dia ouvir as noticias via rádio ou TV.
Eu vivia em Caxias, e a partir desse dia foi uma espiral de acontecimentos que nunca mais esquecerei.

Joana Lopes disse...

A resposta chegará, lá no Brumas. Abraço

Cristina disse...

francis

mas ca ganda bronca!! onde é que rao está o teu link?? pá, só pode ter ido junto com uns que retirei um dia destes de malta que já desapareceu há que tempos e os blogs tambem....

mil e uma desculpas e ainda bem que me avisaste!! vou ja corrigir isso.

Obrigada, beijinho

francis disse...

cristina,

infelizmente nunca tive link aqui na tua tasca. acho que ao longo dos tempos mandei 2 ou 3 bocas sobre isso mas nunca surtiram efeito, e pronto calei-me, agora foi mais uma, pelos vistos desta foi de vez.

;)

Cristina disse...

hã?? francis, desculpa lá, tenho a certeza que sim, de resto como é que eu ia ao teu blog?? não era pela identificação nos comentarios, com certeza, porque não costumo ir por aí.

pá, não me baralhes.

Cristina disse...

desi

lool, esqueci-me que há crianças, por aqui :)))

pergunta, sim

Cristina disse...

dalloway

inglesa?? por Deus...eu a pensar que tinha aqui uma bela amiga tuga, sai-me uma inglesa...isto é só surpresas, hoje.

dalloway disse...

hehehehe...passa a ter uma bela amiga brit e tudo continua como antes!

Ó artista, não se atrapalhe com a língua :)

Joana Lopes disse...

Já está, Cristina. Abraço

http://entreasbrumasdamemoria.blogspot.com/2009/04/como-foi-o-25.html

ATRIBUTOS disse...

Bem, respondendo a um repto que me não foi dirigido, eu escrevi isto:

http://atributos-1.blogspot.com/2009/04/onde-estavas-tu-jose-no-25-de-abril.html

Melhores cumprimentos

José Magalhães

Anónimo disse...

Onde estava eu no 25 de Abril.

Ora bem, em casa. Em casa? Claro, estava na clandestinidade, onde queriam, caríssimos, que estivesse.

Pois estava na clandestinidade, mais o meu marido e os meus filhos.

Cerca das 9h horas da manhã ouvi os vizinhos a conversa no patamar. A conversa demorou algum tempo, mas como estava com um pouco de sono deixei-me estar. Mas a conversa continuava e achando aquilo já demasiado levantei-me para ir escutar o que diziam. Quando cheguei ao pé da porta, cada um entrou em sua casa. Fiquei a pensar que seria que estava a dizer? E voltei para a cama e disse ao meu marido: olha não consegui ouvir nada, já voltaram para casa.

Passados nem 5 minutos voltou a conversa ao patamar. Estavam todos os vizinhos do 3º andar (menos nós, claro) todos à conversa. Num pulo estava à porta de ouvido à escuta e o que ouvi deixou-me contente e apreensiva.

Dizia um: a vizinha deixe-se ficar em casa, não se pode entrar em Lisboa, está tudo cercado pela tropa. Ninguém passa nem para Lisboa nem para lado nenhum. Há uma revolução dos militares.

Olá…? pensei eu e a correr, regresso ao quarto para avisar o meu marido do que estava a ouvir. Não queríamos acreditar. Rádios ligados, televisão ligada, ouvindo o que acontecia e conforme as coisas avançavam no derrube do regime dávamos pulos de alegria. Mais tarde quando perguntei à minha filha que na altura tinha 4 anos, o que pensou daquelas manifestações ainda muito contidas, disse: pensavam que estavam loucos…

Bem me tinha dito ele, há oito dias atrás, quando chegou de uma reunião altas horas da noite: para semana é que vai ser. Ao que respondi: Tá bem deixa-me mas é dormir.

Afinal ele tinha razão.

Depois de 14 anos de clandestinidade, há 6 sem ver os pais e as irmãs, FINALMENTE A LIBERDADE!

Maria

Jorge Conceição disse...

Cristina

Obrigado pela sua observação no "Brumas" da Joana ao comentário que ali fiz. Julgo que o facto de falar nos visitantes sem link não era apenas dirigido aos do seu blogue, mas também aos dos blogues citados. Assim o entendi e lhe dei sequência.

Aproveito para deixar um link para mais um olhar sobre o 25 de Abril e tempos posteriores efectuado por "d'Oliveira" no dia 26 no blogue "Incursões", com o título «Diário Político 107». Embora não concordando em tudo com ele, acho que dá boas pistas de reflexão.

Cristina disse...

Obrigada eu pelo tempo que nos dedica e pelo seu testemunho.
um abraço e vá dizendo alguma coisa. :))

(referia-me aos visitantes que por aqui passam regularmente mas não têm blog, ou pelo menos não estão identificados como tal)

Cristina disse...

Maria,

estou sem resposta..

obrigada por ter partilhado. estes posts, ou melhor, os posts que dão comentários destes, já valem o blog inteiro.

um beijo, querida.

JP disse...

Embora atrasado...

Na noite de 24, lembro-me de ter vindo para a varanda da casa dos meus pais, que não tiravam os ouvidos do rádio, gritar viva a liberdade! Estava uma noite quente, como era hábiro naquela região de savana. Lembro-me de ser puxado para dentro de casa pelo meu pai. Foi uma alegria contida enquanto as certezas não chegaram.

Mal eles sabiam que a sua força, que a sua vontade de liberdade, que tantas vezes lhes foi roubada, lhes traria também o fim de trinta anos de trabalho árduo. Fim de uma vida, roubada por um estado sem vergonha, que os abandonou e tratou como "retornados". Apesar de tudo, retornados que ajudaram a fazer o Portugal de hoje, retirando-o da sua ruralidade analfabeta e miserável que o caracterizava. Mas as feridas não sararam e as mágoas jamais esqueceremos. Afinal, Portugal nunca assumiu os seus erros e as suas responsabilidades. Antes por não reconhecer a soberania das nações africanas colonizadas, depois por ter virado as costas aos PORTUGUESES que lá viviam, lavando as mãos como Pilatos. Morreu muita gente. Primeiro, portugueses brancos, a quem o exército virou as costas e os seus oficiais exploraram, depois os nativos negros apanhados em guerras civis fraticidas. Foi a pior descolonização da História da Humanidade. História que nao está a ser escrita com verdade... basta saber que até assassinos, aprendizes de enfermeiro, foram doutorados H.C. por universidades portuguesas...

JP disse...

Era só para notarem que resolvi publicar este meu comentário no meu blogue, aonde poderão aceder a um testemunho muito importante sobre a descolonização de Moçambique, onde ocorreu, no dia 7 de Setembro de 1974, e nos dias que se seguiram, o maior genocídio perpetrado sobre portugueses. Isto não pode ser esquecido e omitido da História de Portugal, como têm tentado fazer até aqui. Existem milhares de testemunhas vivas que deveriam ser ouvidas. Lamentável é que somente os portugueses que estiveram em Moçambique sabem disto. Estes acontecimentos trágicos foram sempre muito bem escondidos do povo português.

http://naturezanaturada.blogspot.com/2009/05/aonde-e-que-eu-estava-no-24-de-abril.html

JP disse...

Era só para deixar uma questão:

Alguém quer saber disto para alguma coisa?

Creio que não. Só os vossos umbigos interessam...