24 abril 2009

olha...e eu que nem gosto do personagem,


hoje dei comigo a concordar com tudo. Não, não vi o "diário da crise", foi só mesmo esta parte pra poder dizer mal (:p) mas enganei-me. Realmente, esta via do coitadismo agressivo e vingativo que o nosso primeiro decidiu seguir, não lhe fica nada bem. Diria mesmo que é de uma falta de classe notável. E tem razão, o VPV, no que disse quanto aos processos contra cidadãos. Até porque, parece-me, daqui para a frente, o primeiro vai ter que contratar um batalhão de advogados para processar quem lhe aponte o dedo. Só espero que não sejamos nós a pagar...

8 comentários:

O Fio da Meada disse...

com certeza que iremos pagar a factura, pelo menos enquanto o artista os instaurar como PM

também vi o comentário do VPV, e não concordo nada com ele, o PM não está acima destas coisas, e deve continuar a tentar defender-se (pelo menos é o que ele julga que está a fazer, a defender-se, mesmo que sob a forma de ataque)

pessoalmente acho que está a fazer uma bela figura triste e um excelente trabalho no sentido de convencer definitivamente os já bastante indecisos, em não votarem nele

agora quem eu subscrevo completamente é no Medina Carreira que fez ali um retrato bem lúcido e real desta política

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cumprimentos

Anónimo disse...

25 de Abril sempre :-))

abraço

inruso

dalloway disse...

Especialmente hoje gostava de ter visto o telejornal da TVI mas não consegui o que quer dizer que não ouvi as opiniões de VPV mas concordo com aquilo que ele disse (hoje) na crónica do jornal Público

Fado Alexandrino disse...

Vasco P. Valente tem parcialmente razão quando diz que um primeiro-ministro não deve reagir daquela maneira.
Acontece que ele está a pensar em termos britânicos (é de lá toda a sua cultura) e esquece-se que o Sócrates é um tuga, e por sinal até um tuga bem reles.

Quanto a Medina Carreira que um comentador menciona cumpre aquilo que eu já disse várias vezes:
As melhores soluções para os problemas vêm de pessoas que os resolvem depois de terem saído dos lugares onde os criaram.

Anónimo disse...

Deixem-me entrar na desgarrada. Medina Carreira foi Subsecretário de Estado do Orçamento (1975-76) e Ministro das Finanças (1976-78). Em 1978 abandonou o PS por divergência quanto à política económica adoptada pelo seu partido, então no poder. Face à frontalidade já então demonstrada, como o encaixa o Fado Alexandrino no grupo dos que "resolvem depois de vterem saído dos lugares? Ou é mais um Contentinho da Silva a comentar?
Pedro C.

O Fio da Meada disse...

Parece-me que a referência do Fado Alexandrino ao comentador é para mim, de forma que, me sinto, mesmo que em casa alheia, no dever de fazer umas considerações:

Numa primeira análise, devo referir que a fase de expectativa já a vivi há muito tempo, agora quase nos cinquenta, não são com certeza esta nova geração de políticos a par com inércia dos poderes instalados e a filosofia dos tachos e do compadrio já bastante enraizada, que me irão fazer acreditar de novo na classe política (veja-se o caso recente do enriquecimento ilícito)

Por outro lado, não quero de forma alguma entrar aqui numa de defender quem quer que seja, note, que eu disse apenas que subscrevia as palavras de MC, porém, se analisarmos o percurso dele, constatamos que, politicamente, temos de recuar trinta e tal anos para o encontrarmos como ministro das finanças do primeiro governo do Marocas, ainda não estávamos sequer na CEE, e foi ele o responsável pelo nosso primeiro encaixe financeiro por via do FMI (saiu em litígio com o Marocas do ministério vá-se lá saber porquê, talvez logo ali tenha constatado que dinheiro para esta gente, era o mesmo que pérolas para porcos)

A partir daqui o seu percurso foi essencialmente administrativo, fora da política

Não vejo como tenha contribuído para esta bandalheira, contudo repito, não meto as mãos no fogo por ninguém.

Eu tenho uma convicção forte, e concordo em quase absoluto consigo, anda muita gente muito competente emPortugal que era bem capaz de projectar o país para patamares bem melhores, essas pessoas governam-se a elas próprias e de quano em vez aparecem reconhecidas como notáveis com direito a opiniões que chocam frontalmente com as tais inércias que atrás referi, desaparecem logo de seguida pois na verdade têm coisas bem mais importantes para fazer do que aturar estes oportunistas (eu faria/ço o mesmo)

Entretanto os cavacos e sócrates deste país vão pululando de tacho em tacho, poleiro em poleiro, fazendo o povinho ir acreditando no inacreditável.

MC até o tenho fora deste quadro, englobo-o no primeiro grupo, contudo, deixo em aberto uma margem de imponderáveis não vá você até saber algo que desconheço

Um abr

Fado Alexandrino disse...

Os jornais estão cheios de ilustres pessoas que mal deixam um lugar têm logo na manga a solução mágica para os problemas que não resolveram.
Aliás se os problemas se resolvessem com palavras, éramos hoje um dos países mais desenvolvidos do mundo, talvez mesmo o primeiro.

Medina Carreira anda há trinta anos a fazer o mesmo discurso e a anunciar que Portugal vai acabar.
Nesse aspecto parece-se muito com outro notável, o Garcia Pereira.

Anónimo disse...

Embora confortada pela sua auto-imagem propagandeada, uma das coisas mais pacóvias que temos é a comunuicação social de grande difusão, em especial a televisiva. Prova disso, o tempo dde antena que concedem a um pseudo-economista notriamente tonto que confunde a reflexão económica com ua contabilidade de merceeiro e anuncia a extinção de portugal de quinze em quinze dias.