07 abril 2009

Na boca do povo.

Herpes simplex, ou Herpes Labial.


Como aparece? O que fazer?
Uma grande parte das pessoas já teve, ou se não teve, tem grande possibilidade de vir a ter. É um vírus de grande prevalência na população em geral e manifesta-se quando o organismo por qualquer motivo se encontra mais frágil.
Começa com uma comichão discreta acompanhada de um leve ardor no lábio. Estes são os primeiros sinais de que a saga está para vir. Segue-se a vermelhidão, as vesículas e a dor, posteriormente a crosta enorme acrescidos do desconforto que acompanha penosos movimentos simples como comer, conversar ou sorrir, passando pelo constrangimento de exibir uma ferida que todos sabem que é contagiosa numa sociedade em que, por exemplo, as pessoas se cumprimentam com um beijo. Uma via-crucis que irá perdurar por cerca de sete longos dias. Quem já teve uma crise de herpes conhece bem.
Calcula-se que Cerca de 90% da população já tenha tido contacto com o vírus , mas apenas de 10 a 15% manifestem os sintomas. Parte das pessoas contrai vírus na infância, por meio do contacto com gotículas de saliva — haja beijocas ou brinquedos contaminados--. Já na idade adulta, a transmissão costuma ser, literalmente, boca a boca; é feita por contacto oral, anal, genital, incluindo masturbação, beijos ou qualquer contacto pele-pele que permita a transferência de fluidos do corpo, além de talheres e copos recém contaminados.
O vírus mantém-se alojado no organismo para sempre e manifesta-se conforme as características e as defesas de cada um. Pode ir de uma vez, a primeira, e nunca mais voltar, até centenas/várias vezes por ano. Factores diversos estão implicados na recorrência, como fadiga, transtorno emocional (depressão, por exemplo), stress, luz solar em excesso ou tudo aquilo que puder representar cansaço e baixa de resistência ou debilidade. Em casos de imunodeficiência importante, estas manifestações podem ultrapassar a lesão labial e afectar outros orgãos chegando nomeadamente às meninges ou ao cérebro- meningite/encefalites herpéticas. Esta evolução é raríssima em indivíduos imunocompetentes.
Depois da primeira infecção, os vírus do herpes migram pelas células nervosas até aos chamados gânglios neuronais, onde entram numa fase de latência, ou seja, ficam num estado inactivo em que não provocam doença. Estão a aguardar o aparecimento de condições favoráveis para poderem de novo replicar-se e provocar a doença.

O que fazer??
Regra geral, medidas gerais, ou "caseiras", sendo que o mais importante é NÃO CONTAMINAR.
Na fase em que a pele arde e se sente prurido, antes que as vesículas (bolhas) ou a ferida apareçam, é a fase em que vale a pena plicar uma pomada antiviral. Há algumas no mercado, mas é preciso ter em atenção que esta fase dura, ás vezes, menos de um dia. A partir daí, quando já se nota uma vesícula pequena, e isto pode ser literalmente em horas, já não faz rigorosamente nada (além de ser cara). Nota: em casos mais graves, ou extensos, ou em imunocomprometidos, pode justificar-se terapêutica anti-retroviral em comprimidos. Mas isso são a minoria.
Nas situações mais simples e comuns, a regra é: haja paciência.
Cuidado com uma coisa importante: as vesículas estão cheias de vírus e são extremamente infecciosas.
Apesar de todos os cuidados, as vesículas rompem-se e juntam-se, ocasionando uma grande ferida com secreção. O vírus pode facilmente ser transmitido a outras pessoas durante este estágio. Não se deve manusear a lesão pela possibilidade de contaminar as mãos e consequentemente outras partes do corpo (se esfregar os olhos depois de tocar a ferida do Herpes Labial poderá, por ex, vir a provocar uma infecção ocular grave ) e também outras pessoas. Higiene com água e sabão continuam a ser o tratamento indicado.
Aplicar gelo sobre as lesões é uma das dicas mais eficazes. A temperatura fria alivia a dor, inibe a replicação viral e auxilia na recuperação. Abrevia de modo significativo o tempo de cicatrização.
Lavar as lesões com água e sabão, como já se disse, que é um excelente desinfectante, e aplicar uma pomada cicatrizante á noite (pomadas com Vit A-as brancas compactas).
A ferida começa então a secar e sarar. Inicia-se a formação da crosta e a cicatrização. Nunca se deve remover crosta da ferida, pois o tecido abaixo ainda não está totalmente cicatrizado além da possibilidade de ainda estar contaminada.
Continuar a fazer higiene local e uso da medicação indicada pelo médico, se necessário.

20 comentários:

inês disse...

Sempre sofri muito com isto! Agora, Senhora Dra. é logo um comprimido de V.... aos primeiros vestigios! Faço os cinco dias e não chega a aparecer! Claro que o mal estar interior esse só mesmo com um pouco de descanso e cuidados dedobrados na alimentação!

Como está a sua menina? Beijo

Larose disse...

Nem me fales dessa maldita
É raro que ela se manifeste ....mas há-de ser em momentos mais críticos!

Ao todo ela manifestou-se umas 6 vezes ..... e lembro sempre daquelas pessoas que pelo menos 1x mês lá está ela ... nem chegam a ficar sem a maca na face!

Cristina disse...

Ines

o Valavir é geralmente excessivo para um herpes simples, não complicado. mas OK, tem efeito.

inês disse...

Não é o valavir mas penso ser da mesma familia, valtrex. Não abuso mas de facto faz-me efeito imediato.

dalloway disse...

Caramba, ainda bem que não sei o que isto é...
(é caso para dizer: ainda!)

immortal disse...

pois, eu também ainda não sei o que é isso...e espero não saber, embora a minha mãe padeça desse mal! quando não vai a tempo com a pomada usa o gelo e diz que alivia imenso...há dias o meu namorado apareceu-me com a beiça inchada e agora começo a temer o pior lol
o que geralmente acontece quando há qualquer coisa cá dentro que não está bem, ou uma comida mais pesada ou "mal" codimentada, é sentir uma dor nos lábios que chegam a gretar

Clarissa disse...

Uma vez eu tive herpes e ainda bem que nunca mais apareceu. É muito desconfortavel. O melhor que se pode fazer numa hora dessas é ir correndo para o medico. mas eu achei nesse site uma dica simples e pratica para cuidar da herpes: http://www.bemsimples.com/pages/viewpage.action?pageId=12091541
Valeu!

Leonor disse...

aqui está um mal de que não padeço, mas vejo muita gente padecer... chato e incómodo, já para não falar do aspecto...

vou passar a informação

MariaTuché disse...

Felizmente até agora nunca tal me apareceu, mas também já me chega o catálogo que tenho ahah, amanhã termino o tratamento para ver se é desta que me livro da maldita da Pylori.

Beijos Dra. e obrigada por estas consultas grátis, são muito úteis :)

Mad disse...

Muito útil, este post. Tenho herpes, mas é raríssimo aparecer, graças a Deus. Boa dica, essa do Valtrex e/ou Valavir, não conhecia.

Obg :)

anónima do norte disse...

eu tenho e de vez em quando lá me aparece. costumo usar Aciclovir pomada e comprimidos. a Dra acha que faço bem?
não conhecia o Valtrex nem o Valavir nem sabia que o gelo fazia bem.

Helena disse...

Na Alemanha vendem uma pequena máquina que dá electro-choques (sim, é o tratamento adequado num post com o título "na boca do povo"...).
A sério: chama-se herpifix, deve custar uns 60 euros, e funciona que é uma maravilha. Mal se sente o início do ardor, dá-se um electro-choque nesse ponto da pele, e o vírus vai à vida dele.

Garanto que não ganho comissão pela publicidade. Só me admira que neste post ninguém tenha falado sobre isso.

Anónimo disse...

Helena, e não são precisas umas cadeirinhas eléctricas para eles se sentarem? Não? Coitados, que violência!

sem-se-ver disse...

cara cristina, o melhor truque, o que uso desde que me foi aconselhado e que RESULTA MESMO, É INFALÍVEL, é pincelar (enfim, eu uso cotonete) com ÉTER. resultado certo: seca em questao de pouquissimos dias, provoca crosta, ie, acelera a cicarizaçao da ferida, impedindo assim em grande parte o risco de contagio, proprio ou alheio, crosta que acaba por cair naturalmente, não dói nada, não tem o mau aspecto que a porcaria das pomadas lhe dá, e ah, evita o inchaço, quer dizer, pára-o aos primeiros sinais. e já disse que é tratamento baratissimo?

vá por mim, é mesmo o melhor.

(eu sou de tal modo paranoica com a hipotese de contagio, auto inclusive - fui logo alertada para isso na primeira erupçao que tive, na adolescencia, e da possibilidade dele se instalar nos olhos - que, alem de ser uma noia enquanto o tenho, nunca seco a boca com a toalha de rosto, mas sim com papel higienico)

Cristina disse...

Helena

eu não conheço, nunca vi cá, nem nunca me faladam disso, portanto acredito que não haja mesmo.


é estranho, esse metodo..

Cristina disse...

SSV

o éter sim, é verdade, mas já reparou que a sensação na pele é de frio?? o frio diminui a replicação. eu gosto muito do gelo...

beijinhos

miguel disse...

Infelizmente tenho esse virus comigo, á uns anos. É sazonal, vem com o frio, meses de inverno. Cada vez com menos frequencia e menos doloroso. Começa com comichão e se não fizer nada acaba por ser doloroso. Combato com valavir, tomava grandes quantidades de zov800 (5 por dia), ate aparecer o valavir 1000 (3 por dia). É caro, embora comparticipado, mas é eficaz. Não há muito mais a fazer, visto que não mata, apenas permanece "adormecido" no organismo.

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