16 fevereiro 2009

instalou-se sorrateiramente a segunda com as insanidades que lhe competem.


Segundo dados do Ministério da Saúde, já divulgados, só em 2007 saíram do SNS 1047 médicos, 643 por opção, 321 por reformas e 83 ao abrigo das licenças sem vencimento (...) completam os 36 anos de serviço e a idade mínima para a reforma e saem. Mas continuam a trabalhar, nos seus consultórios e clínicas, nos hospitais privados, ou criam empresas para prestar serviços aos hospitais do sistema público, a ganharem por vezes mais do dobro do que ganhavam por hora. Para já, sabe-se é que os médicos continuam a reformar-se cada vez mais cedo e muitos não equacionam sequer a hipótese de voltarem ao Serviço Nacional de Saúde. Preferem uma vida mais calma, com a reforma e umas horas a trabalhar noutros sítios, a ganharem mais do que se continuassem nos hospitais ou centros de saúde do Estado. Outros, até admitem poder equacionar o regresso, mas só se as "condições forem muito atractivas". DN .
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Extraordinário, não?? Os médicos, ou saem do SNS por opção para trabalhar onde lhes oferecerem melhores condições ou reformam-se e continuam a trabalhar mas, nos termos que bem entenderem. Bem. Era só o que faltava, que ao fim de 36 anos de serviço e a idade mínima para a reforma, ou por opção, não fosse assim. TAL E QUAL como qualquer outro cidadão livre.
Ora.... como, aqui sim ao contrário da maioria dos trabalhadores, quando se reformam raramente deixam de exercer (continuam a trabalhar no sector privado, em hospitais, clínicas ou nos seus próprios consultórios, acumulando a reforma e outro salário. Ou até a trabalhar para o SNS, mas através de empresas de prestação de serviços - próprias ou de terceiros - a ganharem muito mais), o Estado, se precisar deles, vai ter que concorrer com as condições em que esses médicos decidiram continuar a exercer a actividade. É que nem vejo onde é que está a dúvida. Acho uma graça às insinuações tipo "A lógica do sistema passou a ser de carácter económico e não em função do utente", doida!
Quem tem que pensar no UTENTE é o ministério da saúde. O médico, só tem que pensar no seu doente seja ele em que regime for, em que sítio for e qualquer que seja o honorário. . . nada mais.

6 comentários:

dalloway disse...

Nada mais.

Fado Alexandrino disse...

Utente, doente, cliente.
Rima tudo.

Vai Grogh disse...

No fim e no cabo (como qualquer vassoura) da história fica sempre quer seja utente, doente, à espera que se resolvam os problemas como lixo que é varrido para debaixo do tapete já sem espaço.

disse...

Só uma questão : sabe por acaso que um médico na exclusividade ( não tem privada ), a que esteve sempre em tempo completo e prolongado, com muito mais do que 50 horas por semana ( contando com as urgencias), quando atinge 55 anos de vida quantas horas trabalhou?pois é , já trabalhou o equivalente a muito mais do que 70 anos!...

disse...

Só uma questão : sabe por acaso que um médico na exclusividade ( não tem privada ), a que esteve sempre em tempo completo e prolongado, com muito mais do que 50 horas por semana ( contando com as urgencias), quando atinge 55 anos de vida quantas horas trabalhou?pois é , já trabalhou o equivalente a muito mais do que 70 anos!...

Cristina disse...



não sabia mas imagino. as rugas e a quantidade de noites sem dormir já tinham feito suspeitar:)