26 fevereiro 2009

É ano de eleições, é ano de eleições

A proposta que um grupo de jovens quadros socialista vai apresentar no Congresso do PS para que as famílias trabalhadoras isentas de IRS possam deduzir despesa deverá custar ao Estado até cerca de 150 milhões de euros.

"O custo anual será entre os 140 e os 150 milhões de euros", adiantou o secretário de Estado da Segurança Social, Paulo Marques, durante a apresentação da moção sectorial que o movimento "Geração de Ideias" vai levar ao congresso do PS, que se realiza entre sexta-feira e domingo, em Espinho.

A proposta do movimento, que além de Paulo Marques integra ainda o secretário de Estado da Justiça, Tiago Silveira, entre outros jovens quadros socialistas, defende, assim, a criação do "Imposto Negativo".

Ou seja, trata-se de um "prémio fiscal" para as famílias que estão isentas de IRS por não auferirem mais do que 14 salários mínimos por ano, que passariam a poder beneficiar das deduções relativas aos sujeitos dependentes e ascendentes.

Segundo explicou Hugo Mendes, um dos membros do movimento "Geração de Ideias", este "prémio fiscal" terá "uma eficácia tremenda" caso venha a ser aplicado, já que abrangerá cerca de 50 por cento das famílias portuguesas, ou seja, um universo de 2 milhões de agregados familiares.

"Não será uma devolução ou reembolso do IRS, mas uma entrega do Estado às famílias", acrescentou o secretário de Estado da Justiça, Tiago Silveira.



Isto é fazer campanha eleitoral com o dinheiro de quem paga impostos. Reparem no número de 2 milhões que não paga IRS, estão ali, além dos que realmente ganham pouco, todos os donos de café, mercearia, pequenos empresários , etc. que não pagam impostos porque é impossível fiscalizar anualmente 2 milhões de contribuintes (mais porque estamos a falar de agregados familiares). Ou seja, toda aquela gente que alegremente escapa a impostos vai passar a receber automaticamente dinheiro do Estado, o nosso dinheiro, não tendo a fiscalização que existe quando é atribuído um subsídio pela Segurança Social. Basta entregarem declaração de IRS. Acrescentem a este número quanto toxicodependente, puta, proxeneta, ladrão e toda a corja de parasitas há que irá logo a correr colectar-se para poder receber.

Nós cá estamos para pagar a campanha eleitoral do PS.

Que isto tivesse vindo de um grupo de tontos ignorantes até compreendia mas quando vejo um Secretário de Estado a propor tal coisa, o que indicia que irá para a frente, só me apetece propor que lhes metam 2 milhões de piças de elefante africano, que são os maiores, pelas nalgas acima.

11 comentários:

Cristina disse...

"toxicodependente, puta, proxeneta, ladrão e toda a corja de parasitas há que irá logo a correr colectar-se para poder receber."


não posso concordar mais, eu lido com varios. mete nojo. não só não trabalham como são arrogantes e mal educados e se acham com direito a tudo e mais alguma coisa.. e com doenças que não são impeditivas de trabalhar, atenção!

e as familias que dificilmente têm dinheiro pra comer, que se levantam às 5 da manhã para fazer limpezas e isso, se pedem alguma coisa dão-lhes um pontapé no cu porque têm trabalho.

Pêndulo disse...

Exactamente Cristina. Para se ter uma ideia do que estamos a falar vão aqui os montantes que irá receber quem apresentar declaração de IRS mesmo sem apresentar qualquer despesa
Artigo 79 .º

Deduções dos sujeitos passivos, descendentes e ascendentes

1 - À colecta devida por sujeitos passivos residentes em território português e até ao seu montante são deduzidos:

a) 55% do valor da retribuição mínima mensal, por cada sujeito passivo;(Redacção dada pelo artigo 46º da Lei n.º 53-A/2006 de 29/12)

b) (Revogada pelo artigo 46º da Lei n.º 53-A/2006 de 29/12) )

c) 80% do valor da retribuição mínima mensal, por sujeito passivo, nas famílias monoparentais;(Redacção dada pelo artigo 46º da Lei n.º 53-A/2006 de 29/12)

d) 40% do valor da retribuição mínima mensal, por cada dependente que não seja sujeito passivo deste imposto; (Redacção dada pelo artigo 46º da Lei n.º 53-A/2006 de 29/12)

e) 55% da retribuição mínima mensal, por ascendente que viva efectivamente em comunhão de habitação com o sujeito passivo e não aufira rendimento superior à pensão mínima do regime geral. (Redacção dada pelo artigo 46º da Lei n.º 53-A/2006 de 29/12)

2 - (Revogado pelo artigo 46º da Lei n.º 53-A/2006 de 29/12)


3 - A dedução da alínea d) do n.º 1 é elevada para o dobro, no caso de dependentes que não ultrapassem 3 anos de idade até 31 de Dezembro do ano a que respeita o imposto. (Redacção da Lei n.º 67-A/2007, de 31/12)

4 - A dedução da alínea e) do n.º 1 é de 85% do valor da retribuição mínima mensal no caso de existir apenas um ascendente, nas condições nela previstas. (Anterior n.º 3 - (Redacção da Lei n.º 67-A/2007, de 31/12))
(redacção anterior)

Traduzindo em números dado que o salário mínimo para 2009 é € 450

a) 247,5
c)360
d)180
e) 247,5
3- 360
4- 382,5


Isto baseando-me no parágrafo que diz:
Ou seja, trata-se de um "prémio fiscal" para as famílias que estão isentas de IRS por não auferirem mais do que 14 salários mínimos por ano, que passariam a poder beneficiar das deduções relativas aos sujeitos dependentes e ascendentes.

Aliás não sei como chegam ao valor de 150 milhões de euros. Se estão a falar, como diz o parágrafo acima transcrito de deduções relativas aos sujeitos passivos, dependentes e ascendentes indo só para o caso da a) 55% do valor da retribuição mínima mensal, por cada sujeito passivo teremos
2.000.000 X € 247,5= 495 milhões de euros. Agora acrescentem as restantes deduções e lembrem-se que são 2 milhões de agregados familiares, ou seja, a multiplicação que fiz peca por defeito pois há muitos casos de agregado com 2 ou mais elementos.
Isto para os existentes, acrescentem-se aqueles de que falas com conhecimentos de causa.

Pêndulo disse...

Nem de propósito chegou-me a carta do banco onde tenho o empréstimo da habitação. Paguei € 3573,08

Artigo 85.º

Encargos com imóveis e equipamentos novos de energias renováveis

1 - São dedutíveis à colecta 30 % dos encargos (...)
a) Juros e amortizações de dívidas contraídas com a aquisição, construção ou beneficiação de imóveis para habitação própria e permanente ou arrendamento devidamente comprovado para habitação permanente do arrendatário, com excepção das amortizações efectuadas por mobilização dos saldos das contas poupança-habitação, até ao limite de € 586;


30% de 3573,08 são 1071,24, tenho o limite de 586.
Quer dizer que se eu fosse um desses empresários que declara receber o salário mínimo ou menos iria receber de mão-beijada € 586,00 da casa mais 247,5 do comentário anterior num total de € 833,50

A criatura que defende isto é secretário de Estado !

Pêndulo disse...

Claro que se poderá dizer que compete às Finanças fiscalizar os rendimentos. Façamos umas contas:
O ano tem 365 dias, desses 25 são de férias e ainda temos uns 96 dias de fim de semana. Abstraindo-me dos feriados um fiscal das finanças trabalha uns 244 dias por ano.
2 milhões de agregados, se ele perder um dia a fiscalizar cada um são 8196 . Ou seja, para fiscalizar todos teríamos de ter 8200 fiscais das finanças a trabalhar, só para estes caso.
A título informativo saiba-se que o total dos funcionários das finanças anda pelos 11.000 e desses só uma pequena parte são fiscais. Se o governo decidisse fiscalizar apenas um quarto dos casos teria de admitir 2000 fiscais, a 1000 euros mensais cada um dava 28 milhões de euros por ano.

Cristina disse...

loool, ate fiquei agoniada....vou beber um chá, ja volto...:/

dalloway disse...

Nem com chá...

Animal disse...

acho que elefante africano não é satisfatório: cá pra mim as baleias são mais adequadas pra tão nobre tarefa.

Fado Alexandrino disse...

Desculpem há aqui coisas a considerar.
Primeiro a pena que para ai é escolhida para castigar os fulanos corre o risco de em alguns casos ser apreciada, agradecida e pedir por mais.
Segundo o Estado de qualquer maneira vai sempre gastar esse dinheiro. Se não é aqui é ali, o Estado gasta tudo o que puder arrebanhar e mais além.
Ora se o há-de gastar com deputados (um exemplo) que vão a correr depositar na conta de um familiar na Suíça ou noutro lado qualquer acho melhor dar a esta gentalha que o que vai fazer a seguir é espatifá-lo numa merda qualquer.
E assim o dinheiro volta a entrar no circuito económico.
Penso eu de que.

João disse...

Campanha está o senhor a fazer, e bem dentro da temática adoptada pelo PSD e extrema esquerda. Extranha aliança essa. Mas fique vossa Excelencia sabendo que não. Que não lhe desejo para si o que o senhor receitou aos tipos do Governo. Para si, julgo que a receita de burro será suficiente. A Cristina, que é médica, que se pronuncie sobre a dose adequada....

Pêndulo disse...

E poderá o João demonstrar aqui, publicamente e com a garantia de que o seu comentário será publicado quais os erros que cometi no post e nos comentários ? Caso não o faça vejo-me forçado a desejar-lhe o mesmo tratamento com a diferença de ser ministrado por via oral pois parece ser muita garganta o seu padecimento.

Anónimo disse...

Ahhh... Não me devia ter metido consigo, sou um froxo... Atiro a toalha ao chão e desisto, não sou perito nem especialista nestes combates. Admiro-lhe a técnica, a coragem, a retórica e com certeza a pratica nesses combates "politicos", quem sabe..... Vou-me já embora, enganei-me na porta.