26 dezembro 2008

MUITO IMPORTANTE: URGÊNCIAS

pá....pela vossa saúde, afastem-se dos serviços de urgência a não ser que estejam mesmo a morrer!!!!.. agora a sério:
Está a haver hoje, sabe-se lá porquê, uma espécie de catástrofe nos serviços de urgência, em especial no Amadora-Sintra , Cascais e até em alguns hospitais de Lisboa. E não é só a gripe como diz a DGS, são variadíssimos sintomas minor; parece que de repente qualquer pequeno incómodo é motivo para correr para os hospitais: das constipações vulgares, à dor no pé e à insónia à 3 da manhã, tudo é motivo.
O caos é total, com centenas de doentes, sim, centenas, à espera de serem vistos. A GRANDE MAIORIA estão classificados pelo protocolo de Manchester de pouco urgentes. Estes doentes, com toda a probabilidade, não serão vistos HOJE (sexta) e, provavelmente, nem amanhã(sábado). Se tiverem conhecimento de pessoas nestas circunstâncias, passem esta informação: estas urgências estão sem qualquer possibilidade de atender toda esta gente uma vez que, obviamente, terão que se dedicar aos realmente urgentes.

Segundo a DGS, os centros de saúde mantêm a sua actividade de SAP.

Notícia LUSA
Lisboa: Urgências dos hospitais com afluência elevada, em alguns casos esperas chegam às 12 horas
As urgências hospitalares estão a registar uma afluência muito elevada, com o Hospital Amadora-Sintra a registar um tempo de espera de 12 horas para os casos urgentes e muito urgentes e a prever que os menos graves só sejam atendidos sábado.
Portugal Diário
As urgências hospitalares estão a registar uma afluência muito elevada, com o Hospital Amadora-Sintra a registar um tempo de espera de 12 horas para os casos urgentes e muito urgentes e a prever que os menos graves só sejam atendidos sábado, escreve a Lusa.
De acordo com o director clínico do Hospital Amadora-Sintra, Luís Cunã, a afluência ao serviço de urgência desta unidade de saúde está a ser «anormalmente elevada» para a época e para as capacidades da instituição.
Os casos que afluem à urgência do Amadora-Sintra são essencialmente do foro respiratório, «das situações graves às simples constipações».
Os profissionais estão a tentar responder aos casos mais graves, nomeadamente do foro cardíaco e pulmonar, bem como faltas de ar documentadas, segundo o director-clínico da instituição.
[No Hospital São José, em Lisboa, a urgência também regista uma forte procura. A Lusa apurou junto deste hospital que, às 20:00, os casos menos urgentes tinham de esperar oito horas e 59 minutos para serem atendidos.
A espera dos casos urgentes situava-se nas cinco horas e quatro minutos e os muito urgentes 19 minutos.
No Hospital Santa Maria, os casos pouco urgentes tinham, às 20:00, quase cinco horas de tempo de espera para serem atendidos e os urgentes três horas e meia. Os muito urgentes têm um tempo de espera de duas horas e seis minutos, segundo dados recolhidos às 20:00
.]
RTP
O médico revelou que os casos urgentes e muito urgentes estão a registar um tempo médio de espera para serem atendidos na ordem das 12 horas.
Os outros casos menos graves, que são a maioria dos utentes que estão a ocorrer a este serviço, nem sequer têm data prevista para o atendimento, sendo seguramente a partir de sábado.
Luís Cunã está preocupado com a situação, principalmente com os casos "não urgentes" que não param de chegar a este hospital que atende uma população na ordem dos 700 mil habitantes.
TSF
Em declarações à TSF, o coordenador da Unidade de Emergência de Saúde Pública da Direcção-geral da Saúde, Mário Carreira, explicou que este aumento de afluência nos serviços de urgência não era esperado, mas a gripe está a dificultar o atendimentos dos utentes.
«As pessoas que precisam de tratamento urgente para a gripe são aquelas que ao fim dos dias esperados não melhoram ou idosos e crianças que descompensam. A maioria das pessoas o que devem fazer é esperar que a gripe naturalmente decorra o seu período e desapareçam os seus sintomas, procurar o seu médico de família sempre que isso seja possível, deveram contactar a Linha Saúde 24, que é número 808 24 24 24, e evitar o máximo possível a procura escusada dos serviços de saúde», explica o coordenador

9 comentários:

Pézinhos N' Areia disse...

ai agora é que é trancas à porta ?
depois de casa roubada ...?

Góraguentem-se ...

Quem se lixa são os doentes que de facto têm urgência em serem atendidos. Porque não deve haver triagem de manchester que lhes valha..Qual fita vermelha no pulso ...

E também se lixam os técnicos de saúde que têm levar com todos os doentes "em cima" sem capacidade de resposta para tal ...

e também alguns que entraram sem gripe, vão ficar com ela, por contaminação ...

Agora pergunto:

- Onde estão as campanhas de informação e sensibilização às populações utentes dos hospitais para que utilizem os sap's ?

No meu Hospital (margem sul) não vejo nada. Vejo é os técnicos de saúde a queixarem-se do mesmo problema. Ou seja que atendem doentes que não deveriam ser atendidos no hospital mas nos centros de saúde.


Outra pergunta que me ocorre é:

- E se houvesse uma catástrofe ? Não será este episódio, uma prova que o sistema não tem capacidade de resposta para um número elevadamente anómalo e repentino de utentes.

Um abraço

a saber disse...

Contam-se os dedos de uma mão as vezes que fui a um hospital. Uma foi porque achava que uma dor de garganta ia passar (mesmo assim foi preciso ir a um particular para não ir desta para outra). Outra porque um amigo e eu tivemos o azar de ter um acidente (vários hematomas). E outra quando ao sair do serviço caí de uma escadas numa sexta-feira dia treze e um grande "galo" ao nível da sobrancelha esquerda(e mesmo assim não queria ir.)
Tenho uma fobia dos hospitais desde pequena.

Cristina disse...

pezinhos

se houvesse uma catastrofe, era isso mesmo: uma catastrofe. nem aqui nem em lado nenhum do mundo os serviços de atendimento estão preparados para triplicar o atendimento de repente.

estamos a falar de idas à urgencia completamente desnecessarias. as pessoas tossem, vão pra urgencia. Têm febre há 24 horas, vão pra urgencia. Têm uma diarreia vão pra urgencia. Ficam mal dispostas depois de se empanturrarem com a ceia de Natal (na minha noite, destes, foram dezenas) vão prá urgencia. Não conseguem dormir, vão pra urgencia. Têm uma tontura, vão pra urgencia.Zangam-se com a familia vão pra urgencia porque estao nervosos. Têm um calo que doi mais naquele dia, vão pra urgencia. Embebedam-se (estes tb são dezenas), vão pra urgencia. Não têm familia, vão pra urgencia queixar-se da dor nas costas de ha 1 mês porque sempre têm "cinema" à volta.
agora veja isto num universo de
700 000 habitantes. 500 estiveram lá na noite de natal. sabe quantos internei? uns 20, talvez. portanto, veja a gravidade das situações. é disso que estamos a falar e nada mais.

parece que ficou tudo histérico...

Cristina disse...

mais

a informação que está a ser dada pelo Mario Carreira, é importante e é repetida todos os anos: uma pessoa com gripe não precisa de ir para a urgencia dos hospitais.

a não ser que seja velho, ou tenha falta de ar ou tenha alguma outra doença que possa ser agravada.

o curioso é que antigamente as pessoas tinham mais noção disso que agora. tomavam umas aspirinas e coisas quentes, agazalhavam-se, e esperavam que passasse. agora não, entra tudo em histeria. que coisa..

LM disse...

Coisa estranha, estas sintomatologias que se revelam logo após o Natal; o centro de saúde aqui da área também está sempre cheio na segunda-feira, às moscas na sexta-feira.
Terrível, o day after!
Beijos

Pézinhos N' Areia disse...

cara amiga cristina

no hospital do barreiro (nossa senhora do rosário) que dá apoio aos concelhos barreiro, moita, montijo e alcochete, cerca de 210 000 habitantes, no total, o cenário não é muito diferente.

E não é no natal. É TODO O ANO.
eu bem vejo e oiço os médicos a lamentarem-se do mesmo problema.
Ou seja, que atendem imensas situações de doença para atendimento em centro de saúde, e não para a urgência do Hospital.

Mas o que eu não vejo (insisto) é uma preocupação por parte do Conselho de Administração do "meu" hospital (barreiro) de proceder a campanhas de informação PERMANENTES, nomeadamente no serviço de urgência, isto é, na sala de espera, nos corredores, na porta da entrada, nos quichet's, nos painéis electrónicos de chamada de número de senha, para este problema, apelando ao bom senso do doente, explicando-lhe que o atendimento inadequado dele, pode estar a obstar o atendimento de um caso mais urgente. E que amanhã esse doente pode ser o caso urgente que não foi atendido com a celeridade necessária.

Toda a informação nunca é muita.
E às vezes nem é uma questão de dinheiro. Mas sim de organização, e de estarem as pessoas certas, nos lugares certos.

Se a comunicação e a informação é muito importante, em qq organização, então num hospital, nem se fala, quanto ao nível de importância que assume.

Por outro lado, e não sabendo até que ponto é legal fazê-lo, se eu tivesse poder de decisão num hospital, decidiria que o doente/utente na fase da triagem de manchester, caso fosse verificado pelo técnico de saúde que faz a triagem, que a situação poderia ser resolvida pelo centro de saúde, então o doente seria reencaminhado para o respectivo Centro de Saúde, nem que para tal o Hospital dispuzesse de carrinhas de transporte de passageiros, ou dos bombeiros, etc. para fazer o transporte do doente. E ao mesmo tempo, o hospital procederia de imediato à inscrição do doente por vai informática no respectivo Centro de Saúde. Para que o doente, quando lá chegasse já estivesse devidamente inscrito.


Se esta prática de reencaminhamento dos doentes para os centros de saúde se instalasse por uns tempos nos hospitais, estou certa que as pessoas acabariam por perceber que não vale a pena ir ao hospital, em casos de doença sem carácter de urgência porque seriam "recambiados".

No "meu" hospital chega-se ao descalabre dos cirurgiões estarem a fazer banco, a atender casos de diarreia e de gripe, quando fazem MUITA falta é nos blocos operatórios, ou na Unidade de Cirurgia. Eu sei disso, e sei mais coisas ....




agora um à parte, ... vamos lá ver se percebe o que eu quero dizer:


- Ontem percebi com quem é que a Bea é parecida. O papá é muy uapo !!!
Só podia....
Cristina é mulher de bom gosto
pois ....


Bom Domingo!

Pêndulo disse...

Então não é que na transcrição da notícia da RTP o nome do Director das urgências domésticas tem o til na letra errada !

Se fosse comigo havia porrada em casa eh eh eh

Cristina disse...

Pezinhos

ahahahah....é parecida mesmo...:)))


tem toda a razão nas propostas que faz. assim como o contrario também devia ser possivel: o centro de saude marcar directamente uma consulta no hospital. a nova gestão do Amadora Sintra vai ter tambem a coordenação dos centros de saude, tanto quanto sei. só assim, com trabalho em conjunto é possivel articular bem as coisas.

o drama é sempre o mesmo: não ha clinicos gerais. enquanto houver milhares de pessoas na lista dos "sem medico" é impossivel atender bem uma população. o unico medico "à mão", continuará a estar no hospital. e isto vai demorar anos a resolver.

beijos


ps- entretanto, agasalhe-se. com "s" ;)

Cristina disse...

P

este apelido, é um drama...