28 dezembro 2008

Como se monitoriza a evolução da gripe?


www.eiss.org,
Vigilância da Gripe
Semana 51:
de 15/12/08 a 21/12/08
Rede Médicos-Sentinela e Serviços de Urgência
Actividade gripal epidémica de intensidade alta e tendência crescente associada à circulação predominante de vírus AH3N2.
http://www.eiss.org/html/maps.html, clicar em Portugal (no mapa da esquerda), e em
2008-12-26 Relatório semanal de Saúde Pública de 20/12/2008 a 26/12/2008

Espaço europeu
In week 51/2008, influenza activity reached high intensity in Portugal and medium intensity in Bulgaria, Ireland, Spain and the UK (England and Northern Ireland). Geographical spread was reported as local in France and Switzerland, regional in Spain and Wales, and widespread in England, Northern Ireland and Portugal. Most of the viruses isolated so far are type A of which the majority is of the H3 subtype. Given the current epidemiological and virological situation it is anticipated that in the coming weeks seasonal influenza will reach epidemic levels in a number of European countries.
__________
Desde 1990 que a Rede Médicos-Sentinela realiza a vigilância epidemiológica, semanal, do síndroma gripal, em colaboração com o Centro Nacional da Gripe. Até 1999, na Direcção Geral da Saúde e, a partir daí, no Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge.
Este programa, que se inicia no princípio de Outubro e termina em Maio do ano seguinte, integra as componentes clínica e laboratorial da vigilância. A primeira é constituída pelas taxas de incidência da síndroma gripal, estimadas através da notificação dos novos casos da doença ocorridos nas listas de utentes dos médicos participantes, e identificados segundo critérios exclusivamente clínicos. A segunda é obtida através da identificação dos vírus isolados em amostras de sangue e/ou zaragatoas faríngeas recolhidas nos utentes identificados como tendo síndroma gripal.
A vigilância clínica ocorre, semanalmente, durante todo o ano. A laboratorial decorre de Setembro a Maio do ano seguinte.
Parte da informação, provisória, obtida através deste programa é enviada, semanalmente, para www.eiss.org, de forma a permitir, juntamente com a informação enviada por mais 20 países, a descrição da actividade gripal na Europa, e ainda, identificar precocemente eventuais surtos de gripe nos países participantes.
Semanalmente, à 5ª feira, é elaborado um Boletim de Vigilância Epidemiológica.

3 comentários:

Pêndulo disse...

ÀS vezes tenho a sensação de haver dois portugais, um o real destas tuas palavras:

Está a haver hoje, sabe-se lá porquê, uma espécie de catástrofe nos serviços de urgência, em especial no Amadora-Sintra , Cascais e até em alguns hospitais de Lisboa.
(...)
O caos é total, com centenas de doentes, sim, centenas, à espera de serem vistos.


e outro imaginário, um país das maravilhas que faz lembrar o tempo da ditadura em que as notícias de catástrofe e caos eram censuradas para que se julgasse viver num idílico país das maravilhas graças aos nossos abnegados governantes que nos salvam do mal "amén".
Esse país imaginário é o das palavras de uma ministra que ouvi na rádio.

A ministra da Saúde recusa que tenha existido uma situação de caos nos serviços de urgência das unidades de saúde e hospitais devido à epidemia de gripe.

Pode-se confiar nesta gente ?

Pêndulo disse...

Joga-se com as palavras num perverso "com a verdade me enganas".
Diz-se a verdade(não foi só devido à gripe) para negar o caos que existiu.


Claro que a maior parte da gente que lá foi não tinha de ir mas a propósito conto uma experiência pessoal:

Moro num concelho com hospital e mais de um centro de saúde. O meu já funcionou 24 horas. O concelho tem mais de cem mil habitantes.
Há une tempos tive uma mera hemorragia nasal perto das 23 horas. tentei fazer parar o sangue mas era impossível e decidi ir a algum sítio, preferentemente ao meu centro de saúde. Soube por um amigo que só o poderia fazer até à meia-noite. No centro de saúde confirmei isso. Ainda perguntei se o hospital do concelho atendia. Disseram-me que não, após a meia-noite só o Hospital de S. João (o grande hospital do Porto).
Ou seja, tivesse eu tido o problema mais tarde e teria de ir ser mais um a entupir uma urgência por um problema menor que não sendo grave necessitava de cuidados médicos.

Cristina disse...

P


só podia estar distraida...então, não tomou ela medidas exactamente porque o caos existiu???

do que falas é exactamente no nosso maior problema: nós não temos falta de serviços de urgencia, temos sim, falta, e muita de centros de saude com consultas alargadas que era o que estava previsto no sistema de reestruturação. faz muito mais sentido haver consultas rapidas, no mesmo dia, nos centros de saude, porque resolvem a maioria dos casos, do que pseudo urgencias onde as ~EMERGENCIAS só perdem tempo...