30 outubro 2008

Yes you can

Guerra dos Mundos de H.G. Wells. que Orson Welles radializou, foi lembrada sim, Desi.
No caminho para casa vim a ouvir, pela primeira vez, excertos da dita emissão....impressionante.
De qualquer modo, talvez este literalmente fantástico episódio tenha ficado esquecido lá pelo meio da repercussão de uma outra invasão mediática, acontecida ontem, bem real, bem mais importante e igualmente impressionante, que teve lugar nas estações de televisão americanas. Refiro-me obviamente aos "30 minutos de Barack Obama" , transmitidos em simultâneo em sete canais de televisão nacionais.
Espero sinceramente, no fundo espera o mundo, que, desta vez, seja muito mais que uma fantasia, uma encenação, ou um mero engano.

até por causa do que escreveu o Anarca...




a análise, no Pedro Dória

4 comentários:

Rosa disse...

Será? Os americanos são tão conservadores e tão parvos ao mesmo tempo, que eu nunca sei o que esperar.

Fado Alexandrino disse...

Há muito tempo, desde a eleição do Vilarinho, que não me divertia tanto com umas eleições.
Ainda agora estive a ler que uma sondagem, sim uma sondagem à boca das urnas (early voters) na Florida, dá a vitória naquele estado a McCain, isto quando em Portugal ainda nem se começou a votar.
Sobre estes fantásticos 30 minutos que só verei se me apontarem a Magnum do Clint à cachimónia acho que deve ter sido o momento Lux.
Nove em cada dez americanos tinham as televisões ligadas e estavam a fazer outra coisa qualquer, provavelmente a conferir as contas para pagar.
Até me arrepio se a moda pega e o Nosso Primeiro resolve antes do jantar falar 30 minutos de propaganda.

dalloway disse...

Da mesma forma que não ouvi excertos da Guerra dos Mundos (ouvi em tempos), também não vi os 30 minutos de B.Obama mas quero ver. Acho que um marketing politico desta dimensão tem muito que se lhe diga. Ter apanhado meio mundo desprevenido e outro meio a tentar tirar ilações de como foi conseguído este feito a meio de uma crise mundial como aquela que se atravessa, é tentar perceber como é que Orson Wells conseguiu tamanha encenação há 70 anos sem que ninguém tivesse pensado nisso antes.
O dinheiro é de facto o primeiro poder e quem o tem é capaz de satisfazer caprichos, espalhar sonhos, comprar tempo, tornar-se no produto mais eficaz do mercado e transformar-se no salvador da pátria.
Depois de um marketing politico destes nada voltará a ser como dantes.
Uma coisa é certa, Barack Obama e Orson Wells são uns encenadores do caraças!

Brancaleone, o degredado disse...

Pois para mim o "Obama" não existe. Primeiro que "Obama" não é nome de Presidente americano. Parece mais nome de candomblé, tipo nome de pai-de-santo.
Obama é apenas o resultado duma reunião de publicitários. Ele é um produto, algo que o mercado precisava mas não os eleitores. Obama será uma decepção. McCain pode ser o que for, mas é McCain. As canalhices dele são autênticas. As gafes da vice dêle são autênticas.
Obama é "certinho" demais. "bom moço" demais. Obama é "self made man" demais. Obama é uma fraude.