23 setembro 2008

ahh, finalmente


alguém vai dar inicio a um sistema de recolha de medicamentos usados para distribuição pelos mais carenciados. Uma espécie de Banco da Saúde, ou do medicamento, uma ideia que já foi debatida aqui algumas vezes, nomeadamente aquando da famosa e na altura tão controversa expressão de Correia de Campos quando alguém lhe perguntou o que fazer com um saco de medicamentos -dê-os aos pobres..-, afinal, além de fazer todo o sentido vai ser posta em prática. E que melhor local que as farmácias?.
Diz no Público que, a Ordem dos Farmacêuticos apresentou um Núcleo de Solidariedade Farmacêutica, que dará início a uma campanha junto dos farmacêuticos, nas farmácias e na indústria farmacêutica, de recolha de fundos e de produtos, para instituições de crianças e idosos carenciados.
A recolha decorre até ao Natal e os produtos angariados serão distribuídos no final do ano pelas instituições seleccionadas.
A Ordem vai ainda lançar o Banco Assistencial Farmacêutico, que arranca em Fevereiro de 2009 e, à semelhança do Banco Alimentar, irá angariar produtos, neste caso farmacêuticos, para os mais necessitados. Este Banco será feito com a colaboração de farmácias aderentes, que recolhem os donativos (medicamentos ou outros produtos) junto dos seus clientes e os distribuem pelas pessoas carenciadas.
.
Num país onde milhares não têm dinheiro para os medicamentos, só peca por tardio. Escandalosamente tardio.

8 comentários:

Carlos Duarte disse...

Pois, só que quando foi o (ex-) Ministro a dizer, cairam-lhe todos em cima e chamaram-lhe do pior...

Cristina disse...

todos menos eu que até fiz um post sobre isso. até houve quem sugerisse começarmos um Banco do Medicamento.aqui :)

ines disse...

Desculpa a minha ignorância, mas, para onde iam os que sempre entreguei na Farmácia? Eu achava que era para esse fim...

Uma noite descansada, se for caso disso

antonio boronha disse...

cristina,
(offtopic, sorry.)

deixei-te um desafio...
só para te avisar.
bjo

Isabel-F. disse...

uma boa iniciativa ...

e ...

como se usa dizer: mais vale tarde do que nunca.


beijinhos

Cristina disse...

ines

não sei, mas com grande probabilidade não era para "reciclar"...

Leonor disse...

tarde, mas pelo menos a ideia passou.
Lembro-me perfeitamente do escândalo que foi a frase do ministro, e do que se debateu aqui.
vamos lá ver os resultados...

Joka disse...

Porque duvidei do destino que a "valormed" daria aos medicamentos, a minha opção passou sempre por entregar aos próprios médicos as embalagens que iam sobrando aqui em casa.
Obviamente que não falo de medicamentos (infelizmente) banais.
Falo de fármacos para doenças neurológicas, cujo preço ronda os 100/150 euros por embalagem.
Para o doente cá de casa é comparticipado na íntegra - por via da "complementaridade" - e, para os que mais necessitam, ainda têm que pagar por unidade cerca de 20/30 euros.
Convenhamos que num rendimento mensal de 300, mais ou menos, faz muita diferença.
Nestes casos, entregá-los aos médicos da especialidade, parece-me ser a melhor "gestão" das sobras!