05 agosto 2008

é no que dão os atrasos..

agora quero e não encontro, mas, entretanto, aproveito para agradecer e dar os parabéns ao Miguel Pinto, meu mui estimado colega de trabalho, a coragem de colocar em livro parte da sua riquíssima experiência pessoal e de nos mostrar Neste romance de contornos autobiográficos (...)dos sinuosos caminhos de Fifdel castro, permitindo conhecer por dentro as condições de vida e a real dimensão dos problemas enfrentados pelos cubanos sob a ditadura comunista. [editora:sopadeletras]
Quando eu digo que tenho tido a sorte de conviver com vários colegas cubanos e que com eles aprendi muito sobre Cuba, o Miguel é seguramente, um dos mais interessantes elementos desse grupo.

____criticas que encontrei___
Críticas«Há escritores que reinventam a vida. Outras vezes é a vida que inventa o escritor. No caso de Miguel Pinto foi isso que aconteceu. A vida preparou-lhe um enredo. este livro tinha de ser escrito. Exigia ser escrito.»
José Eduardo Agualusa
« Pinto Pereira foi um dos médicos militares do corpo expedicionário que o regime de Fidel Castro mandou para Angola, quando as fronteiras da Guerra Fria se estenderam à antiga colónia de Portugal. Escreveu o livro "O Ano em Que Devia Morrer". Uma narrativa em que intencionalmente o seu autor transita de um memorialismo autobiográfico para a ficção como suporte da história de uma vida»
SIC
Lisboa, 05 Abr (Lusa) - O médico cubano Miguel Pinto, radicado em Portugal desde os anos 1990, acaba de editar o primeiro romance, "O ano em que devia morrer", no qual exorciza mágoas e injustiças do seu passado em Cuba.
"Não é uma autobiografia, é um romance que na sua estrutura mostra factos reais da minha vida", explicou o autor, cirurgião de profissão que se estreia na ficção.
"O ano em que devia morrer", editado pela Princípia, conta a história do jovem médico Carlos Dominguez, um militante comunista que por causa de uma missão em Angola, onde conhece uma mulher branca, é perseguido pelas autoridades cubanas.
"Eu desafiei as autoridades e paguei caro. Fui impedido de trabalhar. Eu era cirurgião no Hospital Universitário de Havana e senti-me injustiçado pelo sistema cubano", lamentou Miguel Pinto, referindo que encontrou abrigo em Portugal nos anos 1990.
Nascido em Havana em 1951, Miguel Pinto diz ter ascendência portuguesa, uma vez que na família prevalecem os apelidos Silva e Pereira Nunes.
"Lembro-me da minha mãe ter uma garrafa de vinho do Porto que abria para os convidados e de ser devota da Virgem de Fátima e isso não era muito comum em Cuba", recorda o autor, médico cirurgião no Hospital Amadora-Sintra e professor assistente na Faculdade de Medicina de Lisboa.
Miguel Pinto esclarece que o seu romance "não é um panfleto político. É uma denúncia indirecta sobre um país que os portugueses não reconhecem do sol e da praia".
Sobre o passado e o seu país, o autor apenas diz:" não aceito a injustiça, mas perdoo-a".
Quanto ao futuro político de Cuba pós-Fidel Castro, Miguel Pinto está convencido que Raul Castro irá "replicar o modelo de economia da China, de um capitalismo de Estado".
"Qualquer coisa é melhor do que a situação que existia e eu desejo que seja um país democrático e com multipartidarismo", disse o médico cubano.
"O ano em que devia morrer" será apresentado segunda-feira na FNAC Colombo pelo jornalista Ricardo Lourenço. No dia 18 haverá uma apresentação na FNAC-Arrábida, no Porto.
© 2008 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.

4 comentários:

Anónimo disse...

Cristina, obrigado pela informação! Ponham à venda esse livro já e que chegue tb ao Algarve!

Tino:)

Cristina disse...

Tino

está à venda. depois de almoço, fui à FNAC e encontrei. estou a lê-lo agora...:)

Anónimo disse...

Pois eu vim da FNAC agora e nada!

Comprei Cássia Eller...:)

Tino.

Anónimo disse...

Se tudo correr bem deve estar cá no Natal...