24 agosto 2008

Mas...mas...mas...

Então não foi para defender a saúde pública e assegurar a qualidade dos cuidados prestados que se fecharam maternidades e salas de parto com pouco serviço ? E que o número de partos era essencial? Coisa com a qual eu até concordei depois das explicações da Cristina quando aqui se falou disso.

O critério da realização de 1500 partos por ano – que esteve na base do fecho das maternidades públicas – não será exigido para os blocos de parto privados.

Mas este não é um governo socialista? Ou é apenas uma comissão leiloeira ? Quando for a próxima reforma "imprescindível, inadiável, fundamental, etc.", alguém ainda vai acreditar?
E a Ordem dos Médicos, cala-se?

6 comentários:

Cristina disse...

P

pensa só numa coisinha...uma coisinha simples que eu disse aqui várias vezes: quem faz partos nas privadas são os médicos do serviço público. logo....o treino é adquirido no serviço publico. logo....a experiencia também. logo....a formaçao também. logo...um obstetra até pode fazer um, repito: um parto por ano na privada, que isso não significa que não tenha "mão". e também não ha obstetras a 100% na privada, porque, não é aí que eles adquirem técnica e confiança, é nos tais serviços onde se exige 1500 partos por ano. é desses locai que tooodos eles saem. e na privada far-se-ão sempre muito menos partos no serviço publico, aqui e em qualquer país DO MUNDO..percebes agora, ou queres que explique melhor? tem nada a ver o cu cas calças.

Pêndulo disse...

Então o critério para fecho de maternidades e salas de parto públicas deveria ser o número de partos dos médicos que lá trabalham e não o número de partos da unidade, como foi utilizado. Estou certo?

vendoumacasa disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Cristina disse...

Não.
a estatistica de um serviço não se faz em parte nenuhuma pela soma das estatisticas pessoais. o serviço dá formação, o serviço distribui o trabalho, o serviço como um todo garante qualidade, e a estatistica é colectiva.

a estatistica pessoal existe e é apreciada pelos exames que o medico vai fazendo e que começa logo pelo exame para especialista. ao fim de 6 anos de especialidade, tem que ter feito X partos. em cada grau, apresenta a sua propria estatistica.

outra coisa importantissima: o parto até pode ser feito pelo interno do primeiro ano como eu fiz quando lá passei. a minha experiencia era nenhuma mas...O SERVIÇO garante que esses partos foram feitos ao lado de pessoas capazes de resolver qualquer problema. É POR ISSO, também, que a estatistica É DO SERVIÇO. É o serviço que garante a quallidade, como equipe e não o médico isolado.

o médico só se deixa isolar, como é o caso da privada, quando tem diferenciação, experiencia e tem a certeza que resolve qualquer drama.

a obstetricia é muito particular nesse aspecto.

Lola disse...

Pendulo,

E faço minhas as brilhantes palavras da Cristina.

A Medicina é um mundo com regras claras.

A qualidade é uma exigência diária.

Não digo que pontualmente não haja falhas, todos sabemos que há, mas podem ser penalizadas e são.


Beijos.

Fado Alexandrino disse...

É mais fácil faze-los do que tê-los.
O meu futuro neto vai nascer do Amadora-Sintra e estou feliz por isso.
Quando o meu filho fez uma fractura exposta do braço fomos a Santa Maria e o médico depois de estabilizar o problema perguntou-me onde é que eu queria que ele fosse operado. (eu estava ao abrigo do protocolo PT)
Respondi-lhe que confiava inteiramente nele.
A resposta veio rápida; então é aqui, porque é onde estão os melhores (que depois vão lá fora) e as melhores condições( que ás vezes não há lá fora).