21 julho 2008

tenham uma boa semana



Entretanto....o papa encontrou-se ontem na Austrália com um grupo de pessoas que sofreram abusos sexuais por membros do clero da Igreja Católica quando eram crianças. Diz que quer "Reconciliar" a igreja católica com as vítimas...

Agora falta só a outra parte...um detalhe.....expulsar da igreja os violadores, publicar os seus nomes e entregar os casos à justiça, certo? acompanhado de um "ardereis no fogo eterno pelo que haveis feito".... ou ficamos pelo "rezar pelas vítimas e suas famílias"?? Que pensará os Das Neves sobre o assunto?...
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Adenda____
A propósito do comentário do Carlos Duarte - "Entregues à Justiça acho que já estão."-, temos muitas razões para duvidar....lembram-se do extraordinário documentário que revela como a igreja católica encobre estes crimes?? está aqui.
Se não viram, façam o favor de ver..

14 comentários:

Álex disse...

como é que fizeram com os padres americanos? foram entregues à justiça? ou esta malta está acima da lei (civil)?
o Das Neves deve pensar que o castigo a Deus pertence...

Desinformador disse...

Isso são notícias típicas da silly season!

O das Neves a esta hora já está a banhos no Allgarve!

Em Setembro logo se preocupará com assuntos que mereçam a sua atenção!

Carlos Duarte disse...

Entregues à Justiça acho que já estão.

Quanto a serem expulsos, não podem. Não me parece que nenhum deles defenda que o que fez está correcto e é doutrina divina, logo não há motivo para "expulsão". Podem ser suspensos (que me parece que está a acontecer), mas continuam a pertencer à Igreja.

Quanto a arder no Inferno, a Deus cabe a decisão e não ao Papa nem a ninguém "cá de baixo"

Brancaleone, o desterrado disse...

Bom, eu cá penso que toda a classe social, política, religiosa ou profissional têm sua cota de facínoras.

Os advogados por acaso não se protegem? E os médicos? E as outras seitas religiosas?

As igrejas (não importa muito a deus ou demônio sirvam) são um negócio como outro qualquer. Tanto faz se é uma igreja, um escritório, jornal ou açougue o objetivo é um só: Lucro, grana, dinheiro. O resto divide-se entre clientes, fregueses, sócios ou vítimas...

Brancaleone, o desterrado disse...

E paremos de vez com esta estória de justiça. Justiça é apenas um conjunto de regras estabelecidas e estas regras podem ou não ser justas e corretas.

FB disse...

Quem conhece a sua ignorância revela a mais profunda sapiência. Quem ignora a sua ignorância vive na mais profunda ilusão.

Cristina disse...

desi

o Das Neves é um mistério....como é que um gajo com uma inteligencia 2 pontos abaixo das amebas escreve num jornal? só pode ser pra fazer de palhaço, tá certo, vender tambem é preciso...na volta, o home está convencido que é por mérito..:))

Cristina disse...

branca

eu não falo das igrejas, falo especificamente da católica. deve ser a organização que mais gente matou na historia da humanidade. e continua matando alegre e impunemente, desaconselhando o uso do preservativo, por exemplo.

Carlos Duarte disse...

Cara Cristina,

Por acaso não... a organização que mais gente matou, na última contagem, foi a URSS (se iss contar com organização)... ou os Khmers... ou a China.

A Igreja está bastante no fundo da lista, como um número bastante reduzido de gente "matada".

Cristina disse...

bastante reduzido?? são seculos e seculos até hoje.
eu posso ser suspeita, mas sempre vi a igreja como orda de bandidos tranvestidos de religiosos, invadindo, saqueando,matando mulheres, crianças e qualquer um que interferisse no seu caminho. Invadiam aldeias, povoações inteiras, os moradores que não se "convertessem" ao catolicismo eram simplesmente mortos,e, convenientemente tinham os bens confiscados para a santa igreja.
O Tribunal da Santa Inquisição não era uma maquina de matar? quantos matou? tudo isto feito em nome do bom Deus.
e continua
ainda ha dois anos o Tribunal Penal Internacional para o Ruanda acusou um sacerdote católico (Seromba) de genocídio e crimes contra a humanidade. há dois anos!
a verdade é que a igreja não respeita ninguem, "a defeza da vida" só existe desde que não interfira com o seu poder, como é tão óbvio na luta contra o aborto.
depois,alem disso, temos outras adaptações à vida moderna: a cena do preservativo... se os catolicos a cumprissem, felizmente não são tão parvos, era outra forma de condenarem à morte uns milhares.
aliás, ja me perguntei se a % de africanos infectados não irão directamente para o céu, ja que nem sabem o que é um preservativo. coitados..

enfim, o que a igreja ja matou de gente ao longo dos seculos estou convencida que ultrapassa muito as contas oficiais. não deve haver espaço prara mais zeros...

Carlos Duarte disse...

Cara Cristina,

Tanta confusão... mas vamos por partes:

" Invadiam aldeias, povoações inteiras, os moradores que não se "convertessem" ao catolicismo eram simplesmente mortos,e, convenientemente tinham os bens confiscados para a santa igreja."

Bem, isso é completamente falso. Por dois motivos: primeiro, conversões à força existiram (sendo o caso mais célebre dos Judeus em Portugal e dos Judeus/Mouros em Espanha no final da Reconquista), mas normalmente com ameaça de expulsão e não de morte. Razias do estilo "convertam-se ou morram" foram mais o apanágio da expansão levantina.

Quanto à confiscação de bens, a Igreja (mesmo durante o Santo Ofício) nunca confiscou bens, até porque não tinha poder para isso. A confiscação era feita pelo Estado (ou pelos Reis/Nobres, como quiser).


"O Tribunal da Santa Inquisição não era uma maquina de matar? quantos matou? tudo isto feito em nome do bom Deus."

Segundo as estimativas, em Portugal e Espanha (o resto é praticamente residual), o número de vítimas estará entre as 4.000 e 7.000 pessoas num período de aprox. 300 anos (menos em Portugal, mais em Espanha), ou seja, 15-25 pessoas/ano.

Concordo que nem que fosse uma era a mais, mas para a época e comparando, por exemplo, com a execução de pessoas por tribunais "civis" por crimes "semelhantes" como bruxaria (que se estima, na Alemanha, em 26000 em 300 anos, maioritariamente nos reinos protestantes, especialmente os com influência calvinista significativa) não me parece uma razia desenfreada.

"ainda ha dois anos o Tribunal Penal Internacional para o Ruanda acusou um sacerdote católico (Seromba) de genocídio e crimes contra a humanidade. há dois anos!"

E a culpa é da Igreja? Se o homem fosse, por exemplo, benfiquista os benfica também era uma associação de facínoras? Desculpe lá, mas a não ser que existam provas que esse senhor agiu por ordens da Igreja, não colhe.

"a verdade é que a igreja não respeita ninguem, "a defeza da vida" só existe desde que não interfira com o seu poder, como é tão óbvio na luta contra o aborto."

Não percebi. Como é que a oposição ao aborto interfere com o poder da Igreja?

"depois,alem disso, temos outras adaptações à vida moderna: a cena do preservativo... se os catolicos a cumprissem, felizmente não são tão parvos, era outra forma de condenarem à morte uns milhares.
aliás, ja me perguntei se a % de africanos infectados não irão directamente para o céu, ja que nem sabem o que é um preservativo. coitados.."

Eu por acaso até sou da opinião que o preservativo deveria ser autorizado e não vejo motivos "fortes" para a sua condenação. No entanto, a sua utilização devia ficar na mesma restrita às relações dentro do casamento.

Quanto a condenarem à morte, tenho uma solução mais "simples". Abstenham-se. Se não houver contacto, não há contágio. Já sei que me vai dizer que isso é utópico e que as pessoas não o vão fazer. Concordo. Também é utópico achar que as pessoas não mentem e não é por isso que deixa de ser pecado. A Igreja ensina imperativos morais que, por serem imperativos, são regras absolutas. Ela NÃO está à espera que os seus fiéis as cumpram, mas antes que as procurem cumprir. Com o preservativo é a mesma coisas: a Igreja defende que NÃO deve ser usado, mas não vai condenar ninguém ao Inferno por o usar, especialmente se, dadas as circunstâncias, for um mal menor.

Em relação ao assunto dos padres, é verdade que houve muito pé na poça e que a reacção em muitos casos (na maioria se calhar) foi fraca e tardia. Mas por isso mesmo é que existe actualmente um esforço para corrigir a situação e, acima de tudo, implementar mecanismos que evitem que a situação se repita.

Cristina disse...

Carlos

obrigada pela defeza da igreja, no entanto, para mim, é e será um bamdo sedento de poder e nada mais...nunca, na minha opinião, repito, para a igreja católica esteve em causa o bem estar das pessoas; é uma organização mafiosa como outra qualuqer. pode compara-la ao futebol, à politica, à mafia etc, se quiser, que não me escandaliza. acho que matou muita gente sim. para mim, tão capazes de genocidios, de violações de pedofilia, como qualquer ditadura ou qualquer delinquente normal. nada, rigorosamente nada , os diferencia do comum cidadão em materia de crimes.

só me irrita profundamente que queiram convencer-me do contrario.acho mesmo um atentado à nossa inteligencia..
mais ainda me irrita, que se sintam moralmente acima e no direito de condenar os outros. quanto a mim, não estão moralmente acima de ninguem. estão abaixo. pior, porque são mais falsos. fujo dessa gente a sete pés..

Como é que a oposição ao aborto interfere com o poder da Igreja?

interfere de forma dramatica, e é por isso que se empenharam tanto.

quando a igreja deixar de ter opinião sobre a vida e a morte, quando deixarem de ter filhos ao sabor do que lhes mandam, com filosofias do tipo deus-os-dá-deus-os-cria, como dizem na minha terra, quando as pessoas deixarem de temer o inferno porque abortaram e quando deixarem de necessitar de um padre para as livrar do pecado monstruoso que é o aborto, acontece uma coisa dramatica e irreversivel: passam a ser livres.

e a sobrevivencia das religiões e de qualquer seita, manipuladoras como têm que ser, não é compativel com pessoas livres.

quanto ao preservativo....se a sua opinião é "Abstenham-se. ", estamos conversados.

é uma boa conclusão, nem o Cesar das Neves diria melhor....:)

acrescente-lhe o poema da Natalia Correia e será perfeito.

Carlos Duarte disse...

Cara Cristina,

Cada membro da Igreja é, efectivamente, tão capaz de cometer crimes como um outro ser humano qualquer. Pertencer à Igreja (ou de forma mais específica, ao clero) não torna essa pessoa iminentemente "boa" ou menos capaz de cometer as mais diversas vilanezas. Aliás, é doutrina da Igreja que o Homem é um ser "caído", ou seja, não é intrinsecamente bom.

Concordo igualmente que não pode existir diferenciação em termos de tratamento face aos crimes por se ser um cidadão comum ou se ser um bispo da Igreja Católica.

Quanto ao resto da primeira parte do seu post, como se trata da sua opinião não posso, obviamente, discuti-la, apenas discordar veementemente dela (até porque a acho errada e injusta).

"quando a igreja deixar de ter opinião sobre a vida e a morte, quando deixarem de ter filhos ao sabor do que lhes mandam, com filosofias do tipo deus-os-dá-deus-os-cria, como dizem na minha terra, quando as pessoas deixarem de temer o inferno porque abortaram e quando deixarem de necessitar de um padre para as livrar do pecado monstruoso que é o aborto, acontece uma coisa dramatica e irreversivel: passam a ser livres."

A Igreja, sendo uma religião, tem que ter obviamente opiniões sobre a vida e sobre a morte. Se alguém que é ateu tem (quando, no máximo, deveria ter somente no que diz respeito à sua pessoa e aos seus descendentes, num lógica "Darwinista" pura), uma religião que, por isso mesmo, "lida" com a "comunicação" entre o secular e o divino e se baseia na ideia que somos filhos de um Deus, tem de ter opinião.

Quanto ao aborto, a posição da Igreja é que um aborto é igual na forma e no resultado a um homícidio, logo é pecado (mortal) pois atenta directamente contra Deus. E, de acordo com a sua doutrina, os pecadores devem procurar arrependimento através da reconcialação com Deus. Só para acrescentar lenha para me queimar ;), o aborto (como o homícidio) apenas pode ser absolvido por um padre quando este tem autorização de um Bispo, ou seja, se fosse tudo muito "rígido" a pessoa tinha de se confessar a um Bispo.

Quanto ao ser livre, depende da noção de liberdade. Se liberdade é eu poder dar um tiro no (a título meramente de exemplo) arrumador que me está a pedir moedinha só porque me chateia, então efectivamente não ter Deus ajuda...

Ao contrário do que diz, os regimes totalitários (e não os livres) é que são incompatíveis com a existência de uma religião. E por isso mesmo é que os mais tristemente famosos foram, na sua génese ideológica, ateus. A religião (e neste caso estou a falar do Cristianismo nas suas mais diversas faces) equaliza os homens, não tornando ninguém superior a outrém aos olhos de Deus, o que é obviamente incompatível com um regime totalitário.

Quanto ao preservativo, não percebeu. Estaria correcta a acusação à Igreja de ser responsável pelas infecções com HIV em Africa se: a) a Igreja andasse activamente a infectar; b) a Igreja incentivasse o contágio e/ou proibisse todos os métodos de evitar o mesmo.

Ora a Igreja não incentiva o contágio (antes pelo contrário) e não proibe o único método 100% eficaz contra o contágio por via sexual. O problema é que é mais fácil dizer a alguém para usar preservativo do que para não ter relações sexuais, até porque se suspeita (e bem) que a pessoa terá as relações independentemente disso. Mas a Igreja não está aqui para ensinar facilidades. E, como disse anteriormente, cabe a cada um avaliar o mal menor em cada circunstância.

Pêndulo disse...

Sobreo o assunto só tenho isto a observar