31 julho 2008


Bloody Mary , a rainha sanguinária e o melhor cocktail para a ressaca..
Maria I ( 1516-1558) foi Rainha de Inglaterra e da Irlanda, da casa de Tudor, desde 19 de Julho de 1553 até à sua morte. Filha do rei Henrique VIII de Inglaterra e da sua primeira mulher, D. Catarina de Aragão, subiu ao trono em 1553, depois da morte de seu irmão, Eduardo VI. Em 1554 casou com Filipe, filho do imperador Carlos V, que seria mais tarde Filipe II de Espanha e I de Portugal. É lembrada pelas guerra familiares, a luta violenta pelo trono e pela tentativa de restabelecer o Catolicismo como religião oficial, depois do movimento protestante iniciado nos reinados anteriores. Para tal mandou perseguir e executar umas centenas de hereges e outros tantos inimigos pessoais A perseguição implacável aos protestantes, valeu-lhe o cognome Bloody Mary -Maria, a Sanguinária.
(Aqui fica toda a história, a quem interessar. ) E então, quem melhor para inspirar o nome deste delicioso cocktail feito com sumo de tomate, sumo de limão, molho de tabasco, pimenta e vodka, cujo resultado é um vermelho vivo cor de sangue?
Segue que, lá pelos idos anos 20, um Barmen (ou bartender, naqueles tempos) de origem americana chamado Ferdinand Petiot, que trabalhava no lendário Harry’s Bar de Paris, buscava a exacta medida entre um cocktail aperitivo e ao mesmo mesmo tempo com baixo teor alcoólico. E, teve a brilhante ideia de misturar sumo de tomate, temperos e vodka. A vodka, hoje tão apreciada por conter um álcool neutro em sabor e aroma, e pela sua transparência cristalina que invadiu o mundo por combinar perfeitamente com quase todos os ingredientes que se possa imaginar, caiu com perfeição nesta mistura leve mas com forte apelo aperitivo devido a sua composição picante e ácida ao mesmo tempo, caindo no gosto de seus conterrâneos americanos que frequentavam o Harry’s New York Bar.
Petiot o baptizou a sua mistura inicialmente com o nome de Bucket of Blood (Balde de Sangue), sendo que foi apenas em 1934, quando passou a ser preparado em larga escala nos bares americanos com o fim da lei seca, que o cocktail foi rebaptizado com o nome actual, possivelmente no bar do Hotel St. Regis Sheraton, na esquina da Rua 55 com a 5ª Avenida, em Nova York. O Sheraton propagandeia nos seus cartões de visita a "paternidade" da bebida até hoje.
Bebida muito versátil e que pode ao mesmo tempo ser servida como aperitivo devido à sua alta acidez provieniente do sumo de tomate ou mesmo como frigerante num longo copo com muito gelo, reduzindo-se o picante dos tempêros ao colocar quantidades menores de tabasco, molho inglês e pimenta do reino, tornou-se muito conhecida e apreciada, sendo imprescindìvel nos cardápio de bares e restaurantes do mundo inteiro. Além de tudo, é um excelente curativo de todas as ressacas (é o que dizem).
Ei-lo:
3 doses de sumo de tomate
½ dose de sumo de limão
1 colher (chá) de molho inglês
2 gotas de molho de pimenta
Sal e pimenta do reino a gosto
1 e ½ dose de vodka
ornamenta-se com um pé de salsa.
(alternativo: com muito gelo e menos tempero)
Preparação:Misturar todos os ingredientes e despejar num copo tipo "Long Dring".

6 comentários:

disse...

estive sempre convencido que tinha sido o Hemingway, justamente em paris, quem teria batizado o explosivo cocktail, ou que pelo menos o teria apadrinhado

de qq forma não será a sua origem que lhe retirará as comprovadas propriedades terapeuticas que se lhe reconhece na ressaca

Afectos disse...

A minha receita anti-ressaca: um bom queijo Juromelo e um bom vinho Terras. Viva a rainha.

Anónimo disse...

Se é bom para a ressaca então vou experimentar! Vou fazer uma alteração, em vez do pe de salsa ponho um de ortelã.

Esta Cristina é mesmo boa... Quando chegar o inverno já estou à espera de uma sopa...

Tino.

Cristina disse...



o Hemingway apadrinhou foi os Mojitos na “La Bodeguita del Medio” em Havana :))

que eu por acaso bebi, lá.

beijos

Cristina disse...

afectos

olha que também lembras bem....:)))

Cristina disse...

Tino

experimenta e diz-me como foi:)

adoro hortela ;)