01 junho 2008

quais são as 'proporções que se devem manter' entre o sofrimento de pessoas torturadas até à morte?



Um monomento de 4 metros apenas com uma janela onde se podem observar dois homens que se beijam, foi inaugurado em Berlim em memória das vítimas homossexuais do nazismo entre 1933 e 1945.
Os nazis consideravam a homossexualidade uma aberração ameaçadora para a pureza dos arianos tendo cerca de 55000 considerados criminosas. 15000 destes, foram mortos em campos de concentração. Os pouco sobreviventes, nunca receberam qualquer compensação dos sucessivos governos germânicos, pelas perseguições e mortes. Ao contrário do ocorrido com milhares de judeus mortos por ordem do governo de Adolfo Hitler, os homossexuais vítimas do nazismo tiveram que lutar por reconhecimento. O estigma social e uma lei contra a homossexualidade – só revogada em 1969 – minaram os esforços para o reconhecimento das vítimas gays. Só em 2002, as autoridades da Alemanha apresentaram um pedido de desculpas formal aos gays perseguidos pelo nazismo.
Este memorial foi inaugurado pelo "Berlin's gay mayor, Klaus Wowereit, and Germany's Culture Minister, Bernd Neumann".
Tudo normal? Não. ..
[via Riff ] A construção do monumento perto do memorial dedicado às vítimas judias provocou a ira do historiador Israel Guttman, presidente do conselho do Conselho Científico do Yad Vashem,, o memorial do holocausto em Jerusalém. Ele considerou a proximidade “deplorável”.
E explicou:
Durante anos acreditei que os alemães tinham entendido a atrocidade dos crimes que cometeram durante o Holocausto. O lugar escolhido para esse memorial é abominável. A ideia de que os visitantes possam deduzir que os sofrimentos causados aos homossexuais não foi muito diferente daquelas infligidas aos judeus é escandalosa. As proporções devem ser mantidas”. .

10 comentários:

escrevinhadora disse...

Bom, já se tinha percebido que os judeus queriam ter o 'monopólio' das atrocidades nazis...

Ana Cristina Corrêa Mendes disse...

muito interessante... e triste ainda por cima vindo de um representante de um povo que clama por paz mas parece-me que a "guerra" se tornou na sua "zona de conforto", pelo que há que manter várias frentes em aberto...

Ana Cristina

Sapka disse...

Contra a corrente aqui dominante, acho que o israelita tem razão. O post da Cristina é um bocadinho esquisito, para lhe devolver um mimo com que ela me brindou há tempos. Então foram presos 55.000, morrerram 15.000 e falas dos 'poucos que sobreviveram'? Não te entendo.

A grande diferença, se queres saber, é que os judeus foram todos perseguidos e a grande maioria deles mortos, num território que vai de França à Ucrânia e Rússia. 15.000 homossexuais é apenas uma parte mínima dos homossexuais então existentes só na Alemanha, o que indicia que a verdadeira razão da sua perseguição não foi essa. Além disso, muitos nazis eram homossexuais, como é sabido, inclusive dirigentes, embora não se gabassem disso publicamente. O que aconteceu com os homossexuais que foram mortos foi que os nazis não gostavam deles por razões políticas e prenderam-nos nos campos sob o pretexto da homossexualidade. Por isso, também acho um abuso e uma mentira essa equiparação a vítimas do nazismo no mesmo pé que os judeus, os ciganos ou os deficientes.

Cristina disse...

dos 'poucos que sobreviveram' nos campos de concentração!
"não gostavam deles por razões políticas"??? pois, deve ser porque não se integravam na sua POLITICA povoar a Alemanha com uma
raça superior :))

para além das contas de quantos morreram pra cada lado, que para ti parece ser tão importante, a PERGUNTA do post, é:

quais são as 'proporções que se devem manter' entre o sofrimento de pessoas torturadas até à morte?

é esse o espirito do post.

Cristina disse...

escrevinhadora

o que ficou de bom é que aprenderam e refinaram...

Cristina disse...

ana cristina

qual paz?? os judeus alguma vez quiseram paz? a paz só é possivel para eles, tal e qual como para os árabes, quando o adversário estiver morto e enterrado. mainada.

aquele país foi formado por terroristas e é o espirito que perdura.

Animal disse...

quando o adversário estiver morto e enterrado há que inventar novos adversários para matar e enterrar. há gajos que só encontram na guerra a razão da sua miserável existência.

Pêndulo disse...


The Extermination of Homosexuals

Homosexuals were one of the specially selected groups in the concentration camps. Far less numerous than other prisoners, they experienced a hell of a particular kind. The first transport of homosexuals noted by the Nazis arrived at Fuhlsbuttel concentration camp in the fall of 1933. This was a new prisoner category. They were marked with the letter “A,” which was later replaced by the pink triangle (Rose Winkeln). As opposed to the Jews and the Roma, the Nazis intended not to exterminate homosexuals, but to “reeducate” them. The death rate among homosexuals was high, especially when compared to other groups imprisoned for purposes of reeducation. Fifty-five percent of homosexual prisoners died in the camps, as opposed to 40% of political prisoners and 34.7% of the Jehovah’s Witnesses.

Between 5,000 and 15,000 gays died in the camps, although this figure might have been much higher since homosexuals, as opposed to Jews and Roma, could easily conceal their otherness. Homosexuals were treated as the lowest of the groups within the prisoner population. As a rule, they obtained the worst labor assignments, and were often rejected by their fellow prisoners and treated as deviants.

Cristina disse...

obrigada pelo texto P

Sapka disse...

Este texto deve ser da autoria de algum da confraria, mas nada do que eu disse é posto em causa por ele. Eles eram "de longe muito menos numerosos" do que os outros grupos. Pois foi isso exactamente o que eu disse. Embora na realidade houvesse muitíssimos mais homossexuais na Alemanha. Porque não foi a grande maioria presa? As primeiras tropas de choque do nazismo, as SA, os camisas castanhas, eram bandos de homossexuais, chefiados pelo homosexual Röhm. Hess, Heydrich eram outros chefes nazis homossexuais. O próprio Hitler o seria, segundo alguns defendem.

As tuas opiniões sobre os judeus, Cristina, são esquisitas, desculpa lá.