17 maio 2008

Do xadrez

Às vezes, os valores convencionais das peças de xadrez perdem vigência. É quando surgem os sacrifícios, definidos como entrega de material ou troca de uma peça por outra de menor valor teórico. Há sacrifícios de duas classes: voluntários e obrigados
Os primeiros formam parte de um plano de ataque no curso do qual se espera recuperar com vantagem o material sacrificado ou dar xeque-mate. Os segundos, forçados, ocorrem quando um jogador se vê obrigado a entregar alguma peça ou peão para evitar males maiores.

Tenho pena de não jogar xadrez. Fi-lo na juventude, entre amigos, mas depois não mais.
Se tivesse continuado talvez hoje tivesse uma mais imediata compreensão do nosso mundo. Talvez compreendesse a razão de após isto e isto, quando se esperava um silêncio que olvidasse o assunto, no dia seguinte ao "mea culpa", ter surgido gasolina na fogueira. Por vezes demasiada labareda encandeia-nos e, fascinados com o bailar das chamas, nem reparamos que na penumbra acontece, exactamente no mesmo dia disto a divulgação de um outro facto.
Ah se eu jogasse xadrez...como me teria sido clara a movimentação de certas peças.

Raio do post deu-me trabalho a fazer com tanto link, estimem-no.

2 comentários:

Animal disse...

pões-te praí a falar de xadrez e de sacrifícios e de labaredas e distrais a freguesia da leitura do texto (profundíssimo) do poste anterior....

tá mal pá.

Romeu disse...

Será que podemos contar consigo nesta iniciativa?

http://legumesalteados.blogspot.com/2008/05/blogosfera-em-portugal_17.html

Fico a aguardar.
Obrigado.