16 março 2008

Veja, depois informe-se.


O maior fenómeno de anti-jornalismo dos últimos anos foi o que ocorreu com a revista Veja. Gradativamente, o maior semanário brasileiro foi se transformando em um pasquim sem compromisso com o jornalismo, recorrendo a ataques desqualificadores contra quem atravessasse seu caminho, envolvendo-se em guerras comerciais e aceitando que suas páginas e sites abrigassem matérias e colunas do mais puro esgoto jornalístico.
Para entender o que se passou com a revista nesse período, é necessário juntar um conjunto de peças.

Começa assim a longa denúncia e a publicação do dossier A catarse e a mídia por Luís Nassif contra uma das revistas de maior tiragem mundial, a Veja. A revista decidiu processá-lo, a blogosfera brasileira caiu em força em cima da revista e mobilizou-se fortemente numa campanha anti Veja (sim, a do Blog do Reinaldo Azevedo e do Podcast do Diogo Mainardi).
No Biscoito do Idelber, encontramos até concurso de slogans e a criatividade de sempre:
Veja, mas não creia. Leia a Veja, depois informe-se. Leu na Veja, azar o seu. Veja; se leu não acredite, se acreditar não leia. in-Veja é uma merda. Não leia a Veja, gaste o dinheiro em algo útil. Veja de longe. Eu acredito em gnomos e na Veja.
Vamos ver quem ganha essa...

3 comentários:

dalloway disse...

E vai daí que o pior cego é aquele que não vê!

(este comentário é tão sensato que estou até ligeiramente comovida)

dalloway disse...

Mas correcto, correcto é:
o pior cego é aquele que NÃo quer ver.

*insganei-me!

Cristina disse...

lol, prontuuus, tendi :))

e o pior bebado é o que não bebe, cambaleia mas não cai...

:)