19 março 2008

KATE AND GERRY MCCANN: SORRY

é a manchete de hoje do jornal britânico Daily Express, que tal como o Daily Mail, usou a primeira página para pedir desculpas ao casal por ter publicado notícias onde se insinuava que eles poderiam estar relacionados com a morte da Madelaine.
The Daily Express today takes the unprecedented step of making a front-page apology to Kate and Gerry McCann.
We do so because we accept that a number of articles in the newspaper have suggested that the couple caused the death of their missing daughter Madeleine and then covered it up.
We acknowledge that there is no evidence whatsoever to support this theory and that Kate and Gerry are completely innocent of any involvement in their daughter's disappearance.

Com a ameaça de um processo legal por difamação, os dois tablóides, do grupo Express, acabaram por decidir doar 635 mil de euros ao fundo criado para ajudar na busca da menina.
Disseram também que iam cobrir as custas judiciais até ao momento e publicaram um pedido de desculpas na primeira página, o que só tinha acontecido nos anos 80 com o jornal Sun por ter publicado a morada da rainha antes de esta ser divulgada publicamente.
O casal tinha identificado mais de 100 artigos difamatórios, 42 dos quais no Daily Express, de acordo com o TheIndependent. [Sol]
Não sei o que é mais extraordinário, se o filão em que se tornou o desaparecimento da miúda, se os pais terem conseguido fazer ajoelhar os tablóides ingleses....
e agora?
Será que também vão processar a policia portuguesa por acusação sem provas? será que a policia portuguesa também vai processar os jornais britânicos por lhes chamarem incompetentes sem provas? Será que alguém vai processar os McCann por afirmarem que a filha está viva sem provas?
só dores de cabeça...

19 comentários:

Francis disse...

doar 635 milhoes ?
para a busca da menina ?

sem comentários.

Baidauei disse...

"Será que alguém vai processar os McCann por afirmarem que a filha está viva sem provas?"... muito bom.

escrevinhadora disse...

pois, presunção de inocência, apesar do que possamos sentir, cá bem no fundo da alma...

Fado Alexandrino disse...

Penso muitas vezes neste caso.
Não no que aconteceu à miúda, nem se os pais são os criminosos, ou se o Doutor Moita Flores sabe onde é Santarém.
Tenho pena daqueles de quem se deve ter pena.
O que me faz pensar neste caso é que eu podia estar a passar naquela rua num momento menos bom e hoje, de acordo com os critérios da Policia Judiciária, podia ser arguido e assim me manter durante ano e meio.
Isso assusta-me.

Cristina disse...

francis

pois, isto tornou-se um filão melhor que o euromilhoes..

Cristina disse...

baidauei

olá, então...os gajos tamem andam prai a dzer coisas sem provas, ora!

Cristina disse...

Facto

pois podias, embora, em principio, fosse preciso um pouco mais do que passar na rua...:)

Cristina disse...

escrevinhadora

é, tem que ser, apesar de tudo..

Baidauei disse...

Só uma ligeira correcção, são 635 mil euros.

Cristina disse...

lol, obrigada, foi exactamente o que copiei do sol..(tambem ja emendaram)

immortal disse...

eeeh, será que os senhores se vão "entreter" a processar uns quantos blogs de opinião formada sobre eles?
sempre "amigalhavam" mais algum...digo eu

dalloway disse...

Ler isto depois dos textos e fotos de João Tunes e Animal...

Não há cu que nos aguente!!!

e-ko disse...

em primeiro lugar, mais uma vez, presunção de inocência... regra básica da justiça dum estado de direito.

em segundo lugar, os médias têm de respeitar os princípios elementares dos estados de direito e não fomentar os julgamentos na praça pública, entre outras coisas, que lhes valem números de vendas que lhes dão astronómicas receitas à custa das violações do direito à privacidade e bom nome.

nestas circunstâncias, considero perfeitamente normal que os MacCain accionem a justiça, e, nestes casos, só a penalização monetária pesada pode ter efeito junto de médias que, sem qualquer espécie de escrúpulos, tudo publicam para vender ou obter audiências. depois, quem obtem reparação faz o que muito bem entende com a compensação a que tem direito e ponto final.

e, como diz o Fado, é realmente um problema andar com um estatuto de arguido durante anos, "acusado" sem provas, com e até sem vagos indícios ou acusações falsas sem investigação séria... basta, por vezes passar no sítio errado no momento errado. as condições para a constituição de arguidos foi modificada, pouco tempo depois que o casal tenha sido formalmente estampilhado com esse estatuto, porque, de facto, era muito fácil, qualquer polícia, com qualquer acusação, podia fazê-lo, hoje apenas pode ser feita por um magistrado, depois de uma análise um pouco mais séria dos casos. Portugal tornou-se num país de arguidos nestes últimos anos e isto tinha de acabar!

Cristina disse...

e-ko

não há como não te dar razão. tu respondes sempre a sério pá...

Baidauei disse...

Sobre: "em segundo lugar, os médias têm de respeitar os princípios elementares dos estados de direito e não fomentar os julgamentos na praça pública, entre outras coisas, que lhes valem números de vendas que lhes dão astronómicas receitas à custa das violações do direito à privacidade e bom nome" e sobre "médias que, sem qualquer espécie de escrúpulos, tudo publicam para vender ou obter audiências"

umas notas,

Quem libertou e alimentou o "monstro" da "paranóia mediática" foram os próprios McCann. Mas, e como em qualquer "bom monstro", este não só cresceu como passou a ignorar o seu criador. Se os jornais fizeram "astronómicas receitas" foi só e apenas porque os leitores ficaram "viciados" no que os McCann lhes davam.

Agora, toda esta exposição é um monstro incontrolável e tem obviamente um preço. Não é algo que se possa dizer: "Ok já chega pronto".

Faz-me lembrar aqueles "wanabees" celebridades, que fazem de tudo para aparecer nas revistas, depois ficam famosos e queixam-
se que a imprensa não os larga.

A imprensa abusou? Certo. Os McCann abusaram? Certo. A polícia precipitou-se? Certo. Este foi um caso único? Errado.

Quem dera a muitos pais ter tido a atenção mediática que estes dois conseguiram... e ainda se queixam.

Baidauei disse...

Sobre: "em segundo lugar, os médias têm de respeitar os princípios elementares dos estados de direito e não fomentar os julgamentos na praça pública, entre outras coisas, que lhes valem números de vendas que lhes dão astronómicas receitas à custa das violações do direito à privacidade e bom nome" e sobre "médias que, sem qualquer espécie de escrúpulos, tudo publicam para vender ou obter audiências"

umas notas,

Quem libertou e alimentou o "monstro" da "paranóia mediática" foram os próprios McCann. Mas, e como em qualquer "bom monstro", este não só cresceu como passou a ignorar o seu criador. Se os jornais fizeram "astronómicas receitas" foi só e apenas porque os leitores ficaram "viciados" no que os McCann lhes davam.

Agora, toda esta exposição é um monstro incontrolável e tem obviamente um preço. Não é algo que se possa dizer: "Ok já chega pronto".

Faz-me lembrar aqueles "wanabees" celebridades, que fazem de tudo para aparecer nas revistas, depois ficam famosos e queixam-
se que a imprensa não os larga.

A imprensa abusou? Certo. Os McCann abusaram? Certo. A polícia precipitou-se? Certo. Este foi um caso único? Errado.

Quem dera a muitos pais ter tido a atenção mediática que estes dois conseguiram... e ainda se queixam.

Anónimo disse...

E eu a pensar que os GAIJOS tinham abandonado três miuditos no estranjeiro..

abraço

intruso

Cristina disse...

baidauei

no fundo, era bom que a imprensa só fosse usável quando faz falta, quando nos interessa ou para fins humanitários....mas não, e não porque aqui e em qualquer lugar do mundo a atracção morbida pela desgraça se ultrapassa sempre a curiosidade saudável. faz parte de nós. quando paramos para ver um acidente, não paramos pra ver os estragos na lata nem perceber o que aconteceu, paramos para ver sangue. um acidente que~só tem chapa batida perde o interesse.
e nem sempre é para ajudar...

e-ko disse...

Cristina,

sabes, há assuntos dos quais não posso rir ou falar de modo ligeiro...

beijinho

baidauei,

o serviço que os MaCain pediram aos média, e que descambaram para o grande excesso mediático, não autoriza os média a fazer acusações sem as provas que a própria polícia não tem...