28 março 2008

entretanto....




Hillary Clinton já reconheceu que não tem mais chances de ser a indicada à sucessão presidencial nos EUA pelo Partido Democrata e, por isso, aumentou nos últimos dias e aumentará cada vez mais nos próximos o tom dos ataques ao provável escolhido, Barack Obama. A idéia é enfraquecer o senador ante a opinião pública para que o republicano John McCain vença em novembro. Segundo o raciocínio, com a derrota de Obama nas urnas e pela idade do candidato da situação, que terá 72 anos e será o político mais velho a assumir a Casa Branca na história dos EUA caso vença, Hillary voltaria à disputa já em 2012, dessa vez como a favorita. Se Obama ganhar, ele seria o candidato natural do partido à reeleição. Quem diz isso são membros do comando da campanha da ex-primeira-dama, que preferem não ser identificados, em conversas com jornalistas norte-americanos. A estratégia foi batizada de "Tática Tonya Harding", alusão à patinadora norte-americana que em 1994 mandou quebrar os joelhos da concorrente, Nancy Kerrigan, durante as eliminatórias de um campeonato. O pensamento, segundo esses relatos, é o de que Hillary chegará à convenção nacional democrata, no final de agosto, atrás de Obama em número de delegados (participantes votantes) e votos populares e empatada em número de superdelegados, que são membros do partido que podem votar em qualquer um dos dois candidatos -isso tornaria a escolha do senador inevitável. Daí os ataques dos últimos dias. Entre outros, a senadora voltou a tocar na relação do polêmico pastor Jeremiah Wright com Obama, dizendo que "ele não seria meu pastor", o ex-presidente Bill Clinton sugeriu que o senador não era tão patriota quanto sua mulher e McCain e o governador Bill Richardson foi chamado de "Judas" pelo marqueteiro James Carville, ligado aos Clinton, ao anunciar seu apoio ao rival. Em evento na tarde de ontem, Hillary disse que não era boa em desistir. Em conferência telefônica, seus assessores fizeram o mesmo. Mais recentemente, começaram a bater numa nova tecla, a de que os delegados escolhidos em prévias democratas até agora não devem votar de acordo com o desejo dos eleitores, mas de acordo com sua consciência.
Assinado por Sérgio Dávila n "O Povo" , autor do Blog com o seu próprio nome .

3 comentários:

Desinformador disse...

o sistema eleitoral americano mostra-se cada vez mais ser absolutamente anedótico! Mais de um ano de circo para resolver algo que na Europa, ou qualquer outro país minimamente avançado, se resolve em menos de um mês... e ainda assim me parece demasiado tempo!

enfin!

dalloway disse...

Olha a versão light do Castelo Branco!

Cristina disse...

por acaso....mas pra melhor.