15 fevereiro 2008

o presidente francês mais tosco de todos os tempos destrambelhou de vez..

Ou, é por estas e por outras que Sarkozy está em queda livre....
Então, esta mente prodigiosa quer manter viva a memória do Holocausto atribuindo a memória de cada criança morta, a uma criança viva. Tipo adopte uma vitima do Holocausto e mantenha a memória viva... ou adopte um animal do zoo e ajude a sociedade a tratar bem os animais...
["Sarkozy a défendu vendredi 15 février son idée controversée de "confier la mémoire" d'un enfant français victime de la Shoah à chaque élève de CM2 "On ne traumatise pas les enfants en leur faisant ce cadeau de la mémoire d'un pays. ". "Les enfants doivent porter la mémoire".link]
Simone Veil não deixou a indignação por mãos alheias e a observação mais suave que proferiu foi que se "lhe gelou o sangue". «C’est inimaginable, insoutenable, dramatique et, surtout, injuste. On ne peut pas infliger cela à des petits de dix ans! On ne peut pas demander à un enfant de s’identifier à un enfant mort. Cette mémoire est beaucoup trop lourde à porter.». 20 minutes
A ex-ministra da saúde -uma das ex-deportadas que sobreviveu aos campos de extermínio em Auschwitz-, que assistia jantar anual do Conselho representativo das instituições judaicas de França, respondeu horrorizada que não se pode pedir a uma criança viva que se identifique com uma criança morta: é uma memória demasiado pesada. Acrescentou ainda, que ainda hoje os ex-deportados têm dificuldade em falar e conviver com essa terrivel memória. Mais...."como reagirá uma família muito católica ou muçulmana quando pedirem ao seu filho que encarne a lembrança de um pequeno judeu?" interroga-se. l'Express
Nós também. Só na cabecinha do Sarkozy-da-escumalha, não parece haver interrogações. Nem bom senso. Tá bem entregue, La France.

23 comentários:

António P. disse...

Pois é ! E a direita portuguesa sempre à procura de idolos perdeu mais um. Já ninguém fala deste senhor.
Bom fim de semana

Francis disse...

allez les bleus.

Geoffrey Kruse-Safford disse...

Howdy, stranger. Long time no see!

Take care, Cristina. Have a good weekend.

immortal disse...

oh mon dieu de lá france....
fez-lhe mal o casamento...

e-ko disse...

aquilo é que ali vai uma arrebaldaria... o que por aqui alguns chamaram "uma lufada de ar fresco na política", eu bem avisei... mas eles sabem tudo... agora é ver aquilo (a política francesa) virar um saco de nós mal atados.

Pézinhos n' Areia disse...

Sorry the off-topic, mas não resisto:

http://www.youtube.com/watch?v=r43yCiKlbCo&eur


Acho que nunca tinha visto nada, na net, que me impressionasse tanto.
Pela positiva, claro !


beijo grande

Cristina disse...

antónio

eu fico espantada é como é que os franceses enguliram este grunho....francamente, aquilo que é desculpável num americano é imperdoável num francês...

:))

Cristina disse...

francis

allez pra onde??? pois..

Cristina disse...

Geoffrey ! hi guy!

yes, i've been missing you. have a nice WK you tooo and...................................................yes you can!!!

:)))

Cristina disse...

e-ko

acho que o partido vai levar uma abada nas proximas eleições que nem se endireitam....ó.ó!!

Cristina disse...

Sofia

ja vi, é impressionante, de facto!

um grande beijo. xodades...:))

Rosalina disse...

...aquilo que é desculpável num americano é imperdoável num francês...

Pego neste teu comentário e interrogo-me: e num português?


É que em matéria de sensibilidade pedagógica o nosso primeiro não lhe fica atrás. E apesar de professora não estou a pensar, sequer, na minha avaliação, mas nas barbaridades que esse senhor tem tutelado em matéria de pedagogia e educação.

Por exemplo, a propósito disto: as alterações feitas pelo executivo deixam de fora «alunos com dislexia, com dificuldades de aprendizagem específica, alunos com problemas de comunicação, linguagem e fala, alunos com distúrbios de comportamento, alunos sobredotados, ou alunos com deficiência mental moderada ou ligeira»..

Rosalina disse...

ups

Esqueci-me das beijocas. :D

Rosalina disse...

Sobre o mesmo assunto e mais claro:

O Ministério da Educação está já a rejeitar o encaminhamento de alunos com deficiências várias para as escolas de ensino especial, pondo assim um ponto final no financiamento integral à permanência destas crianças em colégios especializados. Caso os pais insistam em colocar no ensino especial os seus filhos - que não encaixem na nova definição restritiva de deficiência - terão de pagar do seu próprio bolso mensalidades que rondam em média os 360 euros mensais.


360 euros mensais são 360 euros.
É pouco? Poderá a maioria dos pais que tem filhos com estes problemas desembolsar todos os meses 360 euros do seu bolso?

Os filhos, porque estes senhores mudaram a lei deixaram de ser deficientes e de necessitar de um apoio que as escolas, ditas normais, não têm?

Eu sou professora há quase 20 anos. Já passei por algumas escolas e em nenhuma encontrei um professor do chamado ensino especial capaz resolver esses problemas.

E estou lá todos os dias.

Aliás, acabei de chegar de uma reunião em que se discutiu precisamente a situação de dois alunos que apesar de estarem matriculados no 7º Ano, apenas são capazes de desenvolver competências a nível do 2º e 4º anos.

Estão desde sempre integrados no ensino normal. Não têm nenhuma deficiência visível. E no entanto tenho consciência de que o que ali temos feito é muito pouco.

Imaginemos agora o que vai acontecer a curto prazo.

As escolas vão ficar cheias de jovens, crianças com problemas bem mais graves, isto porque não acredito que a maioria das famílias tenha 360 euros para os poder manter em instituições adequadas.

Ou então foi feito um estudo do tipo daqueles que tem sido feito para o novo aeroporto e concluíram que as crianças e jovens que frequentam essas instituições são filhas de gente abastada...

E acho que já escrevi de mais. :p

Cristina disse...

rosalina

entendo a tua indignação, mas só gostaria de saber qual é a definição de deficiência. só isso, para poder julgar a medida.

primeira coisa: critérios de deficiencia, quais são? quem os avalia e que formas de auto controlo tem o sistema? deficiencia é o mesmo que dificuldade de aprendizagem? não, esta última pode surgir em varios contextos. precisam todos de ensino especial? então quem faz essa avaliação? qual é a actuação preconizada nuns e noutros?

rosalina, avaliar assim uma medida que diz que o primeiro cortou o ensino especial a crianças com varios tipos de deficiencia, não me ajuda muito a pensar sobre o assunto...

não quero com isto dizer que não tenhas razão.. e que provavelmente estejam familias a entrar em dificuldades. só que assim, não sei avaliar.

beijos

rosalina disse...

Ora bem, eu até sou capaz de te arranjar assim uma espécie de definição de deficiência se essa questão é assim tão fundamental para concluir que esta alteração é de uma barbárie atroz:

Acontece que, como disseram ao DN pais e professores de ensino especial, crianças com síndrome de Dawn, paralisia cerebral ou défices cognitivos passarão a estar integrados no ensino regular. O mesmo não acontecerá com crianças, surdas, cegas ou autistas.


Quanto a saber quem os avalia, ninguém sabe. Os critérios ainda não estão definidos, nem os instrumentos de avaliação feitos.

Obviamente que deficiência não é o mesmo que dificuldade de aprendizagem.

Há deficiências físicas que não impedem a progressão da aprendizagem. Outras que sim.

Por exemplo, tenho uma aluna que não fala na escola. Nem com colegas, nem com professores, nem com funcionários. Fora da escola fala.

Como sabes, sou professora de Língua Portuguesa, a competência da oralidade tem um peso de 10% na avaliação dos alunos a LP.

Com a anterior legislação, esta aluna usufruia da seguinte condição especial de avaliação: não era avaliada na oralidade e os tais 10% estavam diluídos pelas restantes competências.

Claro que esta aluna tinha de estar integrada no ensino normal. A sua mudez selectiva não a impedia de progredir. No entanto, deixa que te diga que não havia apoio algum específico na escola. Não sendo o problema dela físico, quanto a mim deveria ser acompanhada por um psicólogo. A escola não tem esses serviços. Mas devia.

Aliás, nunca estive em alguma escola que o tivesse e estava previsto pela anterior legislação.

Em suma, minha cara, o que acontece é o seguinte:

ANTES, tinhas uma lei que protegia, nas escolas ditas normais, todos os alunos que tivessem dificuldades de aprendizagem. Muitas vezes eram apoios e medidas temporárias, uma vez que há problemas que surgem pontualmente.
As coisas funcionavam.
E com essa Lei, os jovens que sofressem de deficiências físicas e do foro neurológico graves frequentavam as tais instituições do ensino especial, dado que as escolas normais não tinham condições para os receber. Porque, Cristina, não tinham mesmo!

AGORA, tens uma lei que diz mais ou menos isto: só os alunos surdos, cegos e autistas é que têm o apoio necessário para frequentar instituições especiais. TODOS os outros têm de frequentar a escola normal.

Portanto, eu que não tenho qualquer tipo de qualificação ou formação para trabalhar com jovens com deficiências como síndrome de Dawn, paralisia cerebral,
, vou tê-los nas turmas alunos assim. Turmas com mais de 20 alunos. E repara ainda que acho que um aluno com síndrome de DAwn ou paralisia cerebral possa frequentar a escola normal, uma turma normal, não acredito de todo que haja por freguesia apenas um aluno com esses problemas. A questão é que as escolas normais até suportam um em 100. Apesar de não estarem preparadas nem professores, nem funcionários, nem alunos para os receber. Mas quando forem 10 em 100?

É justo? Está correcto? Que vai acontecer a esses alunos? E aos outros? Que me vai acontecer a mim? Que vai acontecer à escola?



Mais, esta lei entrou em vigor em Janeiro/o8. O ano lectivo iniciou em Setembro. Revogou a outra.

Portanto, todos os alunos que até agora eram avaliados ao abrigo da anterior Lei (319º/91), neste momento encontram-se num vazio legal profundo.

A tal aluna de que falei antes vai passar a ser avaliada também na oralidade.

Porque a lei tem de ser cumprida.

Portanto, minha cara, o que este senhor PM está a fazer é bem mais grave do que o francês.

Mandar uma lei cá para fora e dizer : cumpram, sem ter promovido as condições para que seja cumprido é, quanto a mim, leviandade.

Porque isto está errado.

Woman Once a Bird disse...

E contudo, aquando das eleições, alegou-se até à exaustão que a competência estava com este senhor, que tinha um programa, ao contrário da adversária. Então não estavam à espera de competência máscula? Aqui a têm! ;)

Rosalina disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Cristina disse...

rosalina

numa coisa são diferentes e não podemos comparar gravidades. o que este faz afecta a nós, o que o Sarkozy faz pode repercutir na europs inteira, inclusive em nós. o LFMenezes, por exemplo, diz que tem nele um modelo.so...

quanto ao que contas, é óbvio que posto assim, parece quase criminoso. mas como nestas coisas, tanto na saude como no ensino, não acredito que as pessoas sejam sadicas ou deliberadamente crueis ou que tenham como objectivo torturar os cidadãos, gostava de ver escritos os criterios de avaliação e a filosofia que presidiu às decisões.
é que às vezes, o que está na intenção de quem fez e aquilo que resultou, são coisas completamente diferentes.

:)

Rosalina disse...

é que às vezes, o que está na intenção de quem fez e aquilo que resultou, são coisas completamente diferentes.


Podia aqui transcrever, quer o actual diploma (Lei n.º3/08), quer a anterior que já referi no meu comentário anterior. Portanto se queres ver escritos os critérios de avaliação e a filosofia que presidiu à decisões é lê-los.

Podia dar-te outros tantos exemplos da praxis.

Mas vou-me ficar pela análise da frase que transcrevo da tua resposta.

o que está na intenção de quem fez - deduzo que te estejas a referir aos doutos senhores que criaram a lei.

aquilo que resultou - aquilo que resultou, suponho que seja aquilo que nas escolas os professores fizeram com o que os outros inventaram.

Concluis que são diferentes. Pois são. Mas não porque os que criaram é que soubessem e fossem os que queriam resolver os problemas, mas sim porque aquilo que inventam está completamente desfasado da realidade e dos problemas diários.

A questão passa tão simplesmente por uma questão economicista.

ANTES, turma onde estivesse integrado um aluno com Necessidades Educativas Especias, não poderia ter mais de 20 alunos.

AGORA e porque a maioria dos alunos que se enquadravam na anterior disposição legal eram muitos, esses alunos deixaram de ser considerados alunos com NES. Logo, as turmas poderão ter mais alunos.

Mas eles continuam lá.

Portanto, turmas maiores, menos turmas, menos professores, menos despesas.

Porque apoios não há. Nem os que já devia haver antes, nem agora. Como escrevi antes, estava previsto que houvesse nas escola serviços de apoio psicológico permanente e em todas as escolas onde estive não havia.

Podia alongar-me por aqui...

Não o vou fazer. Vou cingir-me ao criminoso e ao sadismo.

Repito, o diploma actual entrou em vigor, revogando o anterior, em Janeiro de 2008. O ano lectivo, como sabes, iniciou em Setembro de 2007.

Imagina que o teu Benfica estava a jogar e que de repente o árbitro parava o jogo e declarava: "Meus senhores, a partir deste momento, os golos que tiverem marcado na baliza do adversário revertem a favor dos mesmos. "

O teu Benfica que já tinha marcado 3 golos pelas regras antigas e estava, portanto, a ganhar, afinal estava a perder e faltavam apenas 15 minutos para acabar o jogo.

A tua reacção e capacidade de intervenção também iria depender de leres os criterios de avaliação e a filosofia que presidiu às decisões.?

É criminoso o que se está a fazer na educação? - É.

É sádico? - É.

É cruel? - É.

Cristina disse...

rosalina

nem me atrevo a meter futebois nisto, não az sentido. mas sim, acho que quando se faz alguma alteração deve haver alguma intenção e gosto de entender qual é, ou qual foi, e o que correu mal.

tambem não acredito que quem anda a fazer leis o faça só para que os cidadãos tenham pior ensino, pior saude e pior qualidade de vida.

é por isso que gosto de entender o que lhes estava na ideia.

Pêndulo disse...

Claro que não é o mal pelo mal. É o mal para arranjarem verbas para outros fins. Verbas que acabam por lhes cair no bolso.
Não é o mal pelo mal, isso era coença psiquiátrica. è roubo, consciente e imputável.

Rosalina disse...

nem me atrevo a meter futebois nisto

Pois, olha, Cristina, eu que estou lá e sei e sinto o que aquilo é, meto futebois, porque, minha cara, às vezes, é essa a única forma que o povo português tem de perceber as coisas.

Outras vezes nem assim.