06 fevereiro 2008

a escolha do candidato democrata: o dinheiro é determinante.



Hillary possivelmente sairá com uma pequena vantagem no número de delegados – que é o que vale.
Mas entra aí uma distinção.
Por conta das regras legais, a maioria dos doadores de Hillary já doaram para sua campanha o máximo legal. São lobistas, grandes doadores. Obama bate um recorde após o outro em arrecadação. Sua fonte é o dólar a dólar do cidadão comum, via internet. Hillary terá um problema de fôlego financeiro. Vai faltar dinheiro para comprar segundos de tevê para continuar a campanha. Obama terá de sobra. Resultado? Hillary vai pedir debates. É tempo gratuito na tevê.
Pedro Doria
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Ainda é cedo para dizer que Obama virou o jogo, mas já não é correto dizer que Hillary é a favorita, como era indubitavelmente o caso até ontem. Isso, por três motivos: 1) o dinheiro. Obama levantou 32 milhões em janeiro, enquanto Hillary levantou 13 milhões. 64% dos doadores de Clinton chegaram ao seu teto legal. No levantamento de verbas para Obama, há um vasto campo de pequenos doadores, mobilizados via internet, que ainda têm muito gás. 2) a tendência geral do voto, que nitidamente favorece Obama, considerando-se que até muito pouco tempo atrás Hillary era a candidata considerada inevitável. 3) o calendário. As próximas primárias são em lugares onde a vantagem é de Obama. No próximo dia 09 de fevereiro, os democratas de Washington State (não a capital, mas o estado, que fica no extremo noroeste do país), Nebraska, Ilhas Virgens e daqui da Louisiana darão o seu pitaco. No dia 12, reúnem-se os democratas de Maryland, que tem a maior população negra do norte do país (28%) e de Virgínia, onde Obama é favorito. Do jeito que vai a coisa, é difícil imaginar que ela se defina antes da convenção.
Idelber Avelar

2 comentários:

Desinformador disse...

Eu concordo com o Pedro, a Hillary vai precisar de muitos debates, mas aí o Obama já demonstrou estar muito à vontade! Mesmo que a Hillary ganhe um debate ou outro, será por uma margem mínima... e enquanto isso a máquina eleitoral do Obama vai continuar muito forte, já que parece que 'grana' não falta!

dalloway disse...

As coisas que eu não sei e que o Pedro Doria faz o favor de as explicar.

Cristina preciso da sua influência e poder de resolução para o seguinte.
Ontem - terça- era o tal dia demasiado importante para as eleições americanas e por isso mesmo decidi ver as ditas em directo e...eis senão quando por vota das duas da manhã (nem eram 2) fiquei sem luz, mais conhecida por electricidade.
Fez-se luz na altura em que Hillary proferia o seu discurso (mais ou menos 4 horas da manhã).
Aguardei pelo discurso de Obama que senti como sendo o mais politico de todos os outros que ele proferiu.
Depois disso não vi muito mais. Não sei o que aconteceu durante o dia de hoje no mundo.

Veja lá se fala com a EDP, faxavor!