03 fevereiro 2008

carrum navalis, carnelevarium, ou folia mesmo.




Depois de uma breve googlopesquisa, as explicações.
Em Roma, em Glória ao deus Saturno, comemoravam-se as Saturnais. Outra explicação, diz que
O termo carnaval é de origem incerta, embora seja encontrado já no latim medieval, como carnem levare ou carnelevarium, palavra dos séculos XI e XII, que significava a véspera da quarta-feira de cinzas, isto é, a hora em que começava a abstinência da carne durante os quarenta dias nos quais, no passado, os católicos eram proibidos pela igreja de comer carne.
A própria origem do carnaval é obscura.
É possível que suas raízes se encontrem num festival religioso primitivo, pagão, que homenageava o início do Ano Novo, a Primavera e o ressurgimento da natureza, mas há quem diga que as suas primeiras manifestações ocorreram na Roma dos césares, ligadas às famosas saturnálias, de carácter orgíaco.
Esse festejos eram de tamanha importância que tribunais e escolas fechavam as portas durante o evento, escravos eram alforriados, as pessoas saíam às ruas para dançar. A euforia era geral. Na abertura dessas festas ao deus Saturno, carros com forma de navios saíam pela rua com homens e mulheres nus. Estes eram chamados os carrum navalis.
Há quem defenda que foi daí que saiu a expressão carnevale.
De qualquer modo, a história do Carnaval começa provavelmente no princípio da nossa civilização, nas celebrações da fertilidade e da colheita nas primeiras lavouras, às margens do Nilo, há seis mil anos atrás, reunindo os agricultores à volta da fogueira, da dança, da música, da celebração...
O primeiro foco de concentração carnavalesca localiza-se no Egipto. A festa era nada mais que dança e cantoria em volta de fogueiras. Os foliões usavam máscaras e disfarces simbolizando a inexistência de classes sociais. Foram em intenção à Deusa Isis, as primeiras celebrações carnavalescas.
Depois, a tradição espalhou-se pela Grécia e Roma, entre o século VII a.C. e VI d.C. A separação da sociedade em classes fazia com que houvesse a necessidade de válvulas de escape. É nessa época que sexo e bebidas se fazem presentes na festa.
Com a evolução da sociedade grega evoluíram os rituais, nos cultos ao Deus Dionisus com as celebrações dionisíacas. Na Roma Antiga bacanais, saturnais e lupercais festejavam os Deuses Baco, Saturno e Pã. A Sociedade Clássica acrescenta ainda uma função política de distensão social às celebrações, tolerando o espírito satírico, a crítica aos governos e governantes nos festejos.
O Carnaval Pagão termina, quando a Igreja Católica adopta a festa.
A civilização judaico cristã fundamentada na abstinência, na culpa, no pecado, no castigo, na penitência e na redenção renega e condena o Carnaval. A instituição condenava a festa pelo seu carácter “pecaminoso”, no entanto, as autoridades eclesiásticas da época encontravam-se num beco sem saída: não era possível proibir o Carnaval. Foi então que houve a imposição de cerimónias oficiais sérias para conter a libertinagem, mas esse tipo de festa contrastava com a principal característica do Carnaval: o riso, a brincadeira... É só em 1545, no Concílio de Trento, que o Carnaval é reconhecido como uma manifestação popular de rua. Em 1582, o Papa Gregório XIII transforma o Calendário Juliano em Gregoriano e estabelece as datas do Carnaval. O motivo da mobilidade da data é não coincidir com a Páscoa Católica, que não pode ter data fixa para não coincidir com a Páscoa dos judeus.
O cálculo é complicado: Determina-se o equinócio da primavera, que ocorre entra os dias 21 e 22 de Março no hemisfério norte. Observando a lua nova que antecede o equinócio, o primeiro Domingo após o 14º dia de lua nova é o Domingo de Páscoa. Como o primeiro dia da lua nova, antes de 21 de Março, é entre 08 de Março e 05 de Abril, a Páscoa só pode ser entre 22 de Março e 25 de Abril. O Domingo de carnaval é sempre no 7º domingo que antecede ao Domingo de Páscoa.

4 comentários:

dalloway disse...

Não conhecia grande parte da informação contida neste post. Obrigada Cristina.

Não tenho interesse em ver o Carnaval no sambódromo, por exemplo, mas gostei muito do Carnaval em Veneza e no Funchal!

Brancaleone disse...

Nasci no país e ná época erradas.
Odeio carnaval e futebol.

Anónimo disse...

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Anónimo disse...

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