19 janeiro 2008

ok, tudo menos o papel de coitadinho, o único que não saberiamos diferenciar da pessoa.



É impossível fazer uma caricatura de Luís Filipe Menezes. Nunca lhe fará justiça. A sua última grande proposta política: que a ‘Quadratura do Círculo’ passe a ter cinco e não apenas três comentadores. Entraria António José Seguro, em representação dos críticos, para compensar Pacheco. E um militante do PSD “para fazer a defesa ortodoxa” do partido. Assim como faz Jorge Coelho. Na RTP, se “à terça-feira fala o porta-voz do PS, António Vitorino”, então “à quarta-feira deveria falar o secretário-geral do PSD”. Porque Marcelo Rebelo de Sousa “tem uma posição independente no seu juízo”, à segunda-feira deveria falar Manuel Alegre.
Daniel Oliveira-Expresso

Devo confessar que estas reflexões sobre o ‘leão’ me ocorreram olhando para a ainda incipiente carreira de Luís Filipe Menezes à frente do PSD. Como é que um bom autarca e um homem que parecia ter chegado à maturidade política - ou, pelo menos, ao lugar para que se vinha preparando há tempo suficiente - se transforma no espaço de dois meses num catavento político, que não conhece bússola, nem pontos cardeais, nem direcções do vento?
Parece-me óbvio: afinal, não estava preparado. Ou cobiçou o lugar sem saber muito bem porquê ou para quê. Acabado de eleger pelos militantes do PSD, ei-lo que se foi entregar nas mãos de um «spin doctor» e fazedor de imagem. Escolheram Menezes, saiu-lhes Cunha Vaz: foi uma má maneira de começar as coisas. Convencido que a política moderna é apenas a imagem mais as frases certeiras no momento certo, Luís Filipe Menezes transformou-se numa marioneta triste, sem tom nem som, uma espécie de caricatura de si próprio. Começou por seguir a moda das gravatas de cor lisas e de discursar com uma mão estendida, segurando o polegar e o indicador - deve ser o Cunha Vaz que acha que impressiona na televisão. Depois, sem assento no Parlamento, inventou uma fórmula assaz patética de fingir que está presente nos debates principais, convocando a imprensa para discursar a seguir sobre as intervenções do primeiro-ministro, sozinho e sem contraditório. Enfim, mal preparado, sem ideias sobre os assuntos que interessam nem tempo para as ter, reduziu toda a postura de líder da oposição a uma regra simples: o que Sócrates fizer, ele é contra; e, se fizer o que ele quer, é porque se rendeu às ideias de Menezes.
MST-Expresso

7 comentários:

dalloway disse...

Às vezes tenho a sensação que mais ninguém usa e abusa das palavras como os brasileiros!

Esta do seu Jorge deixou-me abilolada (sim conhecia) e como se isso não bastasse o teste do andar de baixo disse que eu estou "fatique has obviously set - you need to wake up". Não tarda nada e descubro que tenho um problema neurológico e que vou ficar em estado vegetativo daqui a uns dias!
A culpa é toda do seu Jorge porque ontem fiz o teste e estava cansada e o resultado foi: "pretty much awake"
Ai a minha life!!!

De momento as minhas faculdades cognitivas (cá pra mim são mais neurológicas tento em conta o resultado do teste, mas prontuS!) não permitem ter opinião acerca do post.
Talvez later!

Anónimo disse...

o que tu queres sei eu

Cristina disse...

dalloway

eu AMO este disco. acho demais, o homem ter pegado na proposta de tradução das cantigas do Bowie e ter feito o que lhe foi passando pela cabeça! e que coisas que lhe passam pela cabeça... :)) ouço-o vezes sem conta. esta letra é um HINO que deviamos cantar todos os dias.

ahahah!! essa do teste é...bem...porque é que já não estranho?

deixe o post, acho que o Menezes não vai longe não.

bjocas

dalloway disse...

Eu tenho este disco Cristina...ou seja...emprestei a uma sobrinha para gravar e só agora me dou conta que não o tenho comigo. Imagino que a sobrinha tenha posto o rotulo: "emprestadado"!
É o único disco que tenho, ou melhor, tinha do Seu Jorge :/
Tia sofre :)

Cristina disse...

ou "não devolver" :)) aposto, até.

Fado Alexandrino disse...

M'am de Jorge Mário da Silva tenho Crú e Samba Esporte Fino que tenho muito gosto em diponibilizar.
Deste trio uma palavra.
Uns fazem, outros criticam ou como dizia um filósofo "se nada fizeres, nunca erras".

Cristina disse...

fado

precisamente...